sexta-feira, 28 de abril de 2017

Tanto assim?

Este friozito que se acampa no fechar das porteiras do baile, digo, de abril (hehehe), na realidade não me parece um prenúncio do inverno propriamente dito, mas sim, que realmente os tempos de versão foram embora. Claro, falo isso reservando o fato de que historicamente temos o famoso veranico de maio, que geralmente se achega mais no fim do mês; ano passado não tivemos, excepcionalmente.

Mas a verdade é que muitas pessoas se assustam com o frio. Ontem tinha um evento, à noite, e metade dos participantes que previamente confirmaram participação, não foram. Claro que os motivos podem ser dos mais diversos, mas que a mudança de temperatura certamente contribuiu, contribuiu.

O engraçado é que não achei tão frio assim, mas, darei um desconto, afinal eu por ser do frio não me assusto com "pouco".

Ou era tanto assim?

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Os dias frios de outono tem sempre sua vantagem. Quando tem sol, temos belas imagens no horizonte, avistando o astro rei e o céu que parece mais "pesado", pelo ar frio.

Tudo tem suas vantagens e desvantagens, afinal.

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Estamos adentrando em mais um final de semana com feriado, já que segunda-feira é o Dia do Trabalhador.

É um dia importante e vai servir de reflexão e descanso.

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Ando com o pé que é um leque para dançar (e porque não cantar) uma baile velho gaúcho.

Nada como um roncar de gaita para espantar o frio (mas que frio? hehehe)

Bom feriado a todos.

Abraço.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Condicional

Promete-se greve geral no país para a sexta-feira próxima, dia 28. Começo assim no condicional, pois no Brasil tudo é assim, no condicional.

Obviamente uma greve geral daria um recado importante para os nossos (pseudo) políticos.

Nada é tão fácil quanto se parece.

Mas, afinal, estarão unidos os trabalhadores desse país em razão da greve?

É esperar e ver, para crer!

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Faz horas que pretendo falar disso e sempre vai passando.

Já perceberam a invasão de mosquitos neste ano? Deus do céu!

Nem noites mais amenas, para não dizer frias, tem espantado esta mazela tropical.

Bahh, já estou cansando das picadas. A verdade é que os mosquitos são como pragas. E pragas sempre se adaptam para sobreviver.

Que coisa!

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"Semana nova de guaica quase seca".

E são assim, sempre, as últimas semanas de cada mês.

Inclusive, no tocante aos assuntos.

Hehehe.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tiradentes

Hoje é feriado em alusão à Tiradentes. Não ganhou destaque em razão de profissão, mas sim, da sua luta contrária à tirania. Vejam como é a ironia do destino, passado mais de século, vivemos uma tirania maquiada, sob comando duma classe política de sempre, amparados nos ditos duma pseudo democracia.

Sim, é abstrato mesmo. Falar em política neste país, nos últimos tempos, é andar em círculos e ir do nada ao lugar algum.

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Meu bisavô por parte de pai era dentista. Prático. O Sr. Affonso Scholles deixou sua terra, Dois Irmãos, e se bandiou para a Cazuza Ferreira, distrito de São Chico. Lá construiu parte de sua vida e ganhou o respeito da comunidade. É lembrado até hoje, mesmo passados quase 4 décadas de seu falecimento.

Gosto de falar das minhas origens e respeitar os meus. O mundo não começou agora e, outrora, além do romantismo da vida, não se dispunha da ajuda tecnológica como de hoje em dia. Portanto, é preciso tirar o chapéu para meu bisavô e outros tantos.

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Esta semana falava com um conhecido sobre as estradas do interior. Ele também é do campo e sabe bem os perrengues da vida de fora. Para nós, que andamos vez ou outra, bate até uma nostalgia ao andar por estradas esburacas, desviando de pedras e outros obstáculos.

Para quem vive na Cazuza Ferreira, por exemplo, cruzar aquelas estradas é um martírio diário.

Cada um com seu ponto de vista.

Esta conversa me fez lembrar agora duma festa que fui na localidade de Pedra Lisa, adiante da Cazuza. Cousa buenacha. Nunca me esqueci da celebre frase talhada no alto do salão da igreja: "Bebam, se divirtam, mas não briguem!"

Esta dica é chave para um bom final de semana.

Abraço aos amigos.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Programa de índio

Amanhã é dia do índio. Muitas pessoas, a bem da verdade, sequer sabem ou lembram disso. Vou além: muitas pessoas sequer sabem ou lembram que os índios existem. A verdade nua e crua é sempre dura mesmo. Engraçado é que nos dias de hoje, ao menos aqui no Rio Grande, lembramos dos índios corriqueiramente sem nos darmos conta disso. Um evento tortuoso ou ilógico, por aqui chamamos de programa de índio ou indiada.

Parece comum, embora é bem pejorativo, convenhamos.

A verdade é que o modo de vida dos índios, ilógico ou não para nós, faz parte de uma cultura de séculos. Querer mudar isso é afrontoso, ainda que os próprios índios tenham mudado seus hábitos para se adaptar a realidade atual.

Dias atrás cruzei com certa frequência pelo viaduto da rodoviária ali em Sapiranga. Uma comunidade de índios tinha se acampado ali. As crianças pediam alguma coisa numa sinaleira próxima; as mulheres usavam um bebedouro na praça do outro lado da rua para lavar roupas e quem sabe até dar banho nos seus filhos pequenos. Ficaram ali talvez 1 mês, ou mais.

Foi triste de ver.

Para que existe a Funai, aliás? Não falo aqui no poder público para retirar esta pobre gente (sim, índio também é gente!) debaixo do viaduto, mas sim para amparar e dar condições de que permanecem ligados a suas origens.

Mas esperar alguma coisa do poder público nesse país é muita ilusão, não acreditam.

Que não façamos mais programas "de índio". São nossos programas, toscos ou não.

Amanhã também é dia de Santo Expedito. Muito já me ajudou e continuo na fé, embora atualmente não tenha requisitado dos seus serviços, pois imagino que tenha gente precisando mais do que eu.

Abraço a todos.

PS.: Descobri hoje (quinta, 20) que esta publicação não estava aparecendo. A ideia de publicar pelo celular, obviamente, pareceu não dar certo. Quem disse que a tecnologia sempre facilita? Minhas sinceras desculpas a todos, pela ausência!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Aquela criança cresceu!


O tempo, das coisas que rodeiam a nossa vida, é uma das poucas coisas que não podemos controlar. É implacável, de fato. Pois este tempo passou. Lá se vão dezoito anos do nascimento daquele que, até a chegada do Sr. Bernardo, era o bebê da casa. Hoje, dia 13 de abril de 2017, o Arthur atinge a maioridade civil. Provavelmente para o pai e a mãe, e mesmo para mim, vai seguir sendo aquela mesma criança de sempre.

Aquela criança que, com o perdão da palavra, parece que tinha o diabo no couro (hahaha). Não havia Cristo que fizesse se acalmar; era um furacão que pegava uma colher no restaurante, batia na mesa com avidez e gritos, dando vontade na gente de se esconder embaixo da mesa ao lado (vai que ele conseguisse desmanchar a outra né... hehehe).

Aquela criança que adorava andar de carro, mas que não tinha paciência para ir muito longe, fazendo com que o irmão predileto dele (e único), eu, no caso, tivesse que ficar contando caminhão Santa Catarina afora para acalmar os ânimos...kkkkk.

Aquela criança que no seu primeiro dia de aula, saindo de casa para a escola, apresentava um sorriso estonteante de felicidade, vestindo o uniforme do Santa, com uma bermuda que mais parecia uma calça, já que o fera era um toco de gente.

Aquela criança que se pilchava para ficar igual ao irmão, mas que resolveu numa parte do seu caminho que tinha personalidade própria, e gostava de outras coisas e outras músicas (para o meu desalento ... hehe)

Aquela criança que passou momentos difíceis, após ser submetido a uma cirurgia complicada, demandando anos de recuperação, mas que não deixou de ser aquele menino educado e consciente de que as coisas ruins passam e a vida é muito melhor do que isso.

É, aquela criança cresceu. Um homem feito, barba na cara, já na faculdade, responsável por suas coisas e quase que por sua vida. Na totalidade, a bem da verdade, a gente nunca vai deixar... hehehe. Responsável também pelo Bernardo, né Dindo?

Não escrevi estas linhas com saudosismo ou pensando de forma nostálgica. Mas é claro que da saudade de muitas coisas que aconteceram e foram importantes para mim, para ele e para toda a família. Só que o tempo, como já referi, é implacável. E assim o Arthur chega aos seus 18 anos, tendo a partir de agora outros tantos (e mais difíceis) passos pela frente. Vai crescer ainda mais com os trompaços da vida, como a sina de todos nós.

Agora falo pra ti Arthur: é uma alegria e uma felicidade poder conviver contigo e aprender também. Parabéns! Muita felicidade, saúde, sucesso e realizações. Não desiste de sonhar e de tentar executar os teus sonhos. Nunca!

Feliz Aniversário!
Te amamos!

Bruno, Mariana e Bernardo
Aos 13 dias do mês de abril de 2017.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Orgulho Gaúcho

Esperei baixar a poeira para tocar no assunto. A verdade é que vi muitas críticas ao nosso pequeno notável, o guri Thomas Machado. Tudo por causa das músicas que ele cantou no programa The Voice Kids, onde se sagrou campeão dias atrás. Cantou ele músicas de raiz sertanejas e algumas de MPB e nenhuma gaúcha. 

É claro que como tradicionalista e defensor das coisas do nosso Rio Grande, gostaria de ver o rapaz cantando e enaltecendo as coisas do nosso chão. Mas sei que o programa segue diretrizes da sua produtora e é bem possível que o Thomas não deteve o livre arbítrio para escolher as musicas que cantou. Também, era capitaneado pela cantora Ivete Sangalo que deveria ter ingerência sobre o repertório de seu pupilo.

Outrossim, e o que mais me preocupa, é que a bem da verdade nossas músicas tradicionais não são bem vistas além fronteiras. Afora a região Oeste dos Estados do Mato Grosso e Paraná, além do estado de Santa Catarina e comunidades do norte do País, a realidade é que não temos entrada nos principais mercados, como os da região sudeste. As músicas nordestinas, por exemplo, tem mais amplitude que as Gaudérias. Mas porquê isso?

Objetivamente, não sei. Palpito que nossos músicos, décadas atrás, entenderam que o mercado nacional não lhes era favorável. Nesse quesito, cumpre referir que Luiz Gonzaga, por exemplo, resolveu tocar a música nordestina para o centro do país e, em que pese tenha passado grande dificuldade, conseguiu seu lugar ao sol e assim afirmar seu talento e sua cultura. A música sertaneja, dada a natureza caipira do interior de São Paulo, acabou ultrapassando as fronteiras do cerrado e ganhou destaque quando passou a falar de amor.

Nossa música, com raras exceções, fala do campo, do cavalo e da lida do gaúcho.

Não me queixo e nem aqui quero ser bairrista. Tivemos na pessoa de Victor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, alguém que rompeu estas fronteiras e ganhou o Brasil. Mas ele foi um dos únicos. O próprio Gaúcho da Fronteira, conhecido nacionalmente, hoje em dia se dedica mais ao nosso mercado do que o do país.

Nós nunca escondemos que gostamos de valorizar o que é nosso e ter a posse disso. Arrumamos normativas até para deixar os nossos patrícios frequentarem o nosso CTG. Talvez não é o Brasil que não quer ouvir a nossa música, mas sim, nós que não queremos que nossa música ganhe o Brasil. O polêmico projeto do "Tchê Music" ta aí para não me deixar mentir. Somente o Tchê Garotos segue no mercado nacional, os demais, voltaram as origens, tiraram as bombachas do armário e estão tocando fandangos. 

O Thomas não cantou música nossa, é verdade. Mas sua alma é e sempre será gaúcha. Tá no seu jeito de se vestir, sempre pilchado, e na sua forma de se apresentar.

Um guri simples. Como todo bom gaúcho.

Que me perdoem os críticos e a acidez que lhes acompanha, mas Thomas Machado é orgulho para a cultura do Rio Grande do Sul. E ponto.

Boa semana a todos.       

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O décimo!

Chegamos, hoje, a uma marca significativa aqui no BLOG do CAMPEIRO. Nosso décimo ano de atividades, sempre voltadas para as coisas do gauchismo sem, contudo, fazer vista grossa para com as coisas do cotidiano das pessoas.

Estamos por aqui desde 2008 e nesse tempo certamente mudanças aconteceram. Lá atrás, com a minha atividade musical latente, este espaço servia para falar do dia a dia dos fandangos e eventos musicais em geral, passando por informações do gênero e divulgações dos trabalhos lançados. Hoje em dia é um espaço que trás mais opinião do que divulgação.

Sempre buscamos ter opinião.

Neste décimo ano de atividade (9 anos de vida) fomos construindo uma credibilidade que nos trás a certeza de que vale a pena continuar. Não faço isso senão para manter viva a chama do gauchismo que vive em mim e para exercitar o gosto pela escrita que cultivei quando ainda era um reles aluno de colegial.

Os altos e baixos do BLOG do CAMPEIRO serviram de aprendizado e, ao fim e ao cabo, motivação para seguir em frente. Pelo menos mais um pouco. Enquanto eu tiver contribuindo com vocês caros leitores e leitoras, amigas e amigos, para o bem comum da nossa cultura e de dias melhores para todos nós.

Quase 900 textos já publicados. Cerca de 150 mil acessos (pelo menos). Bibliografia de Monografia de conclusão de curso na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Espaço reconhecido por artistas gaúchos.

Vitórias que conquistamos com o nosso jeito simples de fazer as coisas. Simplicidade é coisa de gaúcho!

Parabéns ao BLOG do CAMPEIRO por mais esta marca conquistada!

Abraço e bom final de semana a todos.