sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Eu tenho cara de idiota?

Ontem, acompanhei a Mariana numa consulta (de rotina) no Instituto de Cardiologia em Porto Alegre. Como era encaixe, acabamos saindo de lá por volta de 22h. E com isso, resolvemos jantar no meio do caminho de volta.

Paramos numa dessas hamburguerias da moda, provavelmente a mais badalada da atualidade. Confesso que nunca morri de amores, a ponto de ser apenas a segunda vez que frequento ambientes do gênero, desde o estouro deste tipo de lancheria, há pelo menos 4 anos. Mas o passado da hora, não deixou muita escolha.

Um combo de hamburguer + batata frita + refrigerante= R$ 36. Não, não é piada. Acreditem, era o mais barato!

O hamburguer era meio sem sal. A batata frita meio encharcada de azeite e sem graça, e o refrigerante morno, para o meu paladar.

Saí de lá lamentando ter gasto valorosos R$ 72.

Saí de lá, também, determinando a não frequentar mais ambientes do gênero, afinal, não me acoco para a moda.

Saí de lá, por fim, ainda mais afim de comer o bom e velho Xis Galinha, da Dona Laura, em São Chico. 

Não tem comparação!

Quando nós, os brasileiros, aprenderemos a ser racionais e a deixar de cair no conto do vigário?  Ou nas loucuras da história da moda, como queiram.

Com estes mesmos R$ 36 é um Xis Galinha, duas Original e um picolé de sobremesa.

E eu lá tenho cara de idiota?

Bom final de semana a todos.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Um fraco...

... o brasileiro, pelo que sei, é considerado um povo alegre e gentil, para os que olham de fora. E de fato, não é qualquer um que consegue fazer graça da desgraça como nós, os brasileiros.

Não é qualquer um que consegue ser explorado mês sim e mês também, por meio de impostos, e fica tranquilo, esperando que o melhor aconteça.

O que nunca ocorre.

Não é qualquer um que assiste de camarote as patifarias do Congresso Nacional, e ontem nos deram mais um brinde, e segue votando naqueles que estão enriquecendo às suas custas.

E isso sempre ocorre.

O escritor Euclides da Cunha definiu em sua grande obra "Os Sertões" que " o sertanejo é, antes de tudo, um forte!"

O escritor Bruno Costa define neste "Blog do Campeiro" que "o brasileiro é, antes de tudo, um fraco!".

Sorte deste país é que eu não sou ninguém.

Mas opino mesmo assim. Gostem ou não.

Abraço a todos.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Gato preto, debaixo da escada

Hoje pensei em escrever sobre a mística da sexta-feira 13. A bem da verdade, no meu caso, que ando bastante atarefado, nem tenho tempo para pensar muito em possíveis consequencias dum dia como este, se é que elas são possíveis. Crenças populares geralmente são tão velhas que ninguém sabe de onde surgiram. Mas tem força quase que sobrenatural, a ponto de hoje, em pleno século 21, ainda ser assunto o fato da sexta-feira cair num dia 13.

A força da crença e do do costume é tão grande que a própria justiça, no caso do segundo, aceita como argumento de autoridade.

Mas o acreditar ou não é uma questão pessoal de cada um. Eu por um tempo era bastante apegado as questões do gato preto e de passar por debaixo de escada. Hoje, não consigo mais ver isso que uma simples coincidência do dia a dia. Felizmente, não padeço do mal deste tipo de superstição.

Não quer dizer que eu não tenha intriga com certas coisas. Admito que por vezes me pego confabulando comigo mesmo, imaginando algumas coisa que, na prática, não parecem ter muito sentido.

Tenho um número, por exemplo, que me persegue. As vezes, mesmo sem querer, olho no relógio e aquele número aparece. Muitas vezes. Muitas mesmo. Foi, inclusive, a matrícula de funcionário numa empresa que trabalhei. Talvez venha daí. Não sei. Nunca fui atrás para descobrir o que poderia significar.

Ao certo, caros Amigas e Amigos, é que me parece que se você está em paz consigo mesmo, dias como o de hoje pouco importa.

Mas e se você vive um tanto quanto assombrado, como eu?

Bom, aí, não sei. Quem sabe?

Um abraço e bom final de semana a todos.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Chuva e devaneio

Um dos sinais de que a vida da gente nunca depende só de nós mesmos é o tempo. Nem falo daquele apontado pelo relógio, que define dias, meses e anos; mas sim, hoje, da questão climática. Dizer como o "tempo está hoje" é uma figura de linguagem, deveria ser "como está o clima hoje?", porém, ao menos por estas bandas, para falar do clima falamos do tempo.

Simples assim.

Pois esta a meteorologia a  prometer uma chuvarada até o final de semana. Parece que semana que vem, mais aguaceiro tá por vir, e nós, pobres viventes do mundo, nada podemos fazer. Talvez pudéssemos minimizar os seus efeitos, evitando construções em locais impróprios, o desmatamento e etc e tal, mas daí entramos no campo do "se".

A verdade é que a nossa vida em regra não é pautada mas ao mesmo tempo é. A festa das crianças em um monte de lugar será transferida em função da previsão de chuva. Será no domingo, que nem dia das crianças mais é. 

E estas história de previsão do tempo? Estão todos afirmando que choverá até sábado! Previsão ou certeza?

Muitos motivos temos para pensar que não somos nada na vida pois, a bem da verdade, pouca gerência temos sobre ela. Conversa em tom abstrato esta nossa. Aliás, conversa implica troca de diálogo entre duas pessoas ou mais. Mas se ninguém resolver comentar ali embaixo, não será possível travar o debate e logo isso não é uma conversa, mas sim, eu escrevendo algo e vocês lendo.

Besteira? Provavelmente. 

E assim é a vida de alguém que, num dia de chuva, olha pra janela e não tendo o que fazer começa a pensar em tudo. Do tudo, pensamentos viram devaneios. No meu caso, um texto sem pé nem cabeça.

Mas como reclamar de mim se lá por Brasilia, para dar um exemplo apenas, o devaneio é constante mesmo sem estar chovendo?

Pois é.

Boa sequencia de semana a todos.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Chasque de início de outubro

Diante de notícias pouco inspiradoras e mesmo de tragédias que assolaram o Brasil e o mundo, nesta semana, hoje vamos de agenda de bailes e eventos pela região:

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GRUPO CARONA

Os amigos do Grupo Carona estará animando, amanhã, um fandango no CTG M'Bororé, em Campo Bom/RS

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LOMBA GRANDE

Na próxima terça-feira, a tradicional Noite Gaúcha da Sociedade Gaúcha de Lomba Grande será com JOÃO LUIZ CORREA E GRUPO CAMPEIRISMO.

É baile de casa cheia.

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Te agenda aí, Vivente:

No próximo dia 15, tem domingueira no CTG Rodeio Serrano, em São Francisco de Paula/RS, com OS BERTUSSI. O evento comemora o aniversário de 10 anos do Grupo Folclórico da Escola Orestes Leite. Segue o convite:


Vale a pena prestigiar este importante trabalho realizado pela Escola, que prestigia o fomento da nossa cultura gaúcha!

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LANÇAMENTO CD MOISÉS OLIVEIRA

O cantor MOISÉS OLIVEIRA e o grupo VOZES DO CAMPO, lançam disco no próximo dia 28/10, no CTG Tio Lautério, em São Leopoldo/RS. 
Ingressos a R$ 15 com direito a um CD de brinde.

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Bom final de semana a todos.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O tocador da alma da gente

Nunca escondi de ninguém que a minha satisfação na música gaúcha é tocar fandango. Não interessa se é cansativo, se o retorno financeiro é pequeno e que o mercado está novamente povoado, embora os bailes estejam minguados (culpa da crise?). Eu sou um tocador de baile! Ou, como queiram, um cantador. E olha que já recebi propostas das mais varias, para migrar para o segmento de shows, mas não admito sequer pensar no assunto. Meu amigo Matheus Rechenmacher, o Puffi, que o diga!

Pois se eu posso chegar aqui hoje e contar da minha predileção, isso se dá em razão dos Irmãos Bertussi. Honeyde e Adelar.

Foi graças a eles que os bailes ganharam corpo e deixaram de ser simples "serenatas", sem menosprezar sua importância ou meras reuniões dançantes. Após excursões por São Paulo e Rio de Janeiro, bem sucedidas, os Irmãos Bertussi voltaram decididos a ganhar o Rio Grande, e assim o fizeram com garbo e galhardia.

Ninguém duvida que são os precursores do fandango porque foram eles que trouxeram a bateria para os bailes. A percussão, convenhamos, deu outro sentido a musica tocada, pois permitiu o som compassado e passou a dar "tranco" aos dançantes.

Honeyde nos deixou em 1996. Sábado, o último, o grande Adelar Bertussi resolveu encilhar o pingo e se bandiar para a querência do céu. Não tenho dúvidas que chegou dando um "Oh de Casa!" e o Patrão Velho abriu as portas do rancho para mais um fandango dos Irmãos Bertussi.

O grande Adelar Bertussi, de talento absurdo, bom humor e uma modéstia invejável. Diz um trecho de "Sanfoneiro Pachola":

"Me chamo Adelar Bertussi, cantador bom sanfoneiro, afamado no Rio Grande, também no Brasil inteiro."

Pois falou alguma inverdade? Claro que não!

Outras tantas composições falam do seu talento mas, o seu talento mesmo, foi saber falar das coisas do pago como poucos, encantar e sensibilizar a alma das pessoas. Um bom músico só pode assim se julgar quando tem o condão de tocar na alma das pessoas, muito além do seu instrumento ou das pregas de sua voz.

E nisso, senhoras e senhores, Adelar Bertussi não era bom, era ótimo!

Certa feita Adelar Bertussi tocou em Estância Velha. Num barracão de escola, haja vista que o CTG ainda não tinha estrutura própria. Foi a última vez que vi e ouvi Adelar Bertussi tocar ao vivo. Escutei e cantei "Oh de Casa!" muitas vezes, mas vendo ele abrir seu show com ela teve um significado especial. Me arrepio só de lembrar.

Nisso, Adelar Bertussi foi sempre diferenciado.

O grande Adelar Bertussi será sempre diferenciado.

Se foi o homem, mas sua história, sua música e seu trabalho pela cultura deste Pago e deste País existirá para sempre.

Adelar Bertussi e a música Bertussi não morrerão jamais!

Se foi o tocador da alma da gente!

Obrigado por tudo!

Com respeito e devoção, Ohhh de Casa.....

sábado, 30 de setembro de 2017

Morre Adelar Bertussi!

A música Gaúcha perdeu na manhã de hoje, o grande Adelar Bertussi. E que perda irreparável!

Infelizmente, mais uma vez tenho de noticiar o falecimento de um dos grandes artistas gaúchos, por aqui. Muitas vezes, o faço com belas palavras em agradecimento ao trabalho. Mas, hoje,vou me fico tão triste com a notícia, que vou reservar as homenagens para mais para frente.


Perda irreparável para a música Gaúcha, para a cultura do Rio Grande e para a arte do Brasil.

Fica seu nome, sua trajetória artística e sua vida marcada na nossa história. Adelar Bertussi é a nossa própria história!

"Na estância lá de São Pedro, de joelho e chapéu na mão
 Vou dar o último oh de casa, com respeito e devoção
 Peço ao Patrão de céu, que de mim tenha piedade
 Me arranje qualquer cantinho, no rancho da eternidade"

Não tenho dúvidas que de gaita empunhada, Adelar Bertussi chega ao céu dando um Oh de Casa! ao Patrão Velho.

Muito obrigado por tudo.


Descanse em paz!