segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Último Chasque

De fato, este ano corrente é um divisor de águas na vida deste que vos escreve, o que reflete na relativa ausência por aqui, principalmente se comprado aos últimos anos.
Por isso, outra alternativa não me resta senão pedir desculpas aqueles que sempre por aqui estiveram e prometer que algumas coisas vão acontecer, espero para o agrado de todos, ou ao menos da maioria.

Em breve, portanto, novidades.

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Hoje um calor senegalês, aqui pelas bandas do Vale do Sinos. Mas creio que seja uma tônica do Rio Grande inteiro. As vezes me lembro dos tempos que praguejava por aqui contra o calor (http://blogdocampeiro.blogspot.com/2010/04/calor-senegales.html), como se mudasse muito. Afinal, passados 23 anos e sem muita perspectiva de mudança de ares, negócio é aceitar que fica mais fácil suportar.

Mas claro que não é tão simples, ainda; afinal, meus desassossegos ainda sentam na varanda...

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Estamos beirando o texto de nº 1000, da história deste Blog, e na sexta-feira agora reedito o mais famosos de todos. Querem saber qual? É só vir aqui na sexta!

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Pra não deixar passar em branco, falando das coisas de gauchismo, o grupo Garotos de Ouro anunciou na última semana seus dois novos vocalistas: Matheus Menin, com passagens por Tchê Garotos e por último no Candieeiro e Gustavo Netto, que se destacou com o Quarteto Coração de Potro e afigura como a voz mais nativista que se incorpora ao grupo com origem em Cruz Alta.

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Este é o Último Chasque porque só restam mais duas publicações e a última trará o texto alusivo à marca histórica aqui vivenciada.

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Este ano, e principalmente agora na reta final, me fez perceber o quanto esse BLOG do CAMPEIRO já foi importante para minha vida.

Também me tem corroído a saudade do palco. Mas algumas coisas na vida tem de seguir em frente... ou não?

Boa semana a todos. 

* publicação nº 998

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Um vencedor!


A vida é mesmo assim, na grande maioria das vezes incompreensível. Algumas pessoas vivem por tantos anos e pouco acrescentam para este mundo e outras vivem tão pouco, mas marcam sua história e a vida daqueles que estão a sua volta; e porque não, tão mais longe.

É com profundo pesar que noticio aqui o falecimento do meu amigo, grande gaiteiro e ser humano JARDEL BORBA. Com apenas 25 anos.

Mas foram 25 anos tão intensos que parecem uma vida toda, essa é a verdade.

Um jovem rapaz que com sua gaita e cantoria, e ele tinha um talento nato absurdo para as duas coisas, marcou seu nome na história da nossa música, mostrando ao mundo que São Chico é mesmo, terra de gaiteiro!

Foi um vencedor porque lutou por anos contra aquela doença desgraçada que me nego referir o nome, sem perder a sua fé e principalmente a vontade de viver. Foi um vencedor porque muitos anos se passarão e todos nós, seus fãs e amigos, iremos contar do quão importante ele foi para a nossa cultura e cantarolemos suas músicas que ficaram marcadas nos palcos do sul do Brasil.

Em setembro, no Ronco do Bugio, tive a honra de dividir o mesmo palco com Jardel Borba que, com a belíssima "Querência Abençoada" levou o troféu de música mais popular. Não por menos os aplausos para o Jardel foram os mais fortes. Mereceu cada um deles. Uma belíssima canção e uma interpretação sua que emocionou a todos que lá estavam.

Pois Jardel Borba agora nos deixa, vai tocar e cantar ao lado de Deus que o receberá com sala cheia, para mais um fandango graúdo, e nós aqui, ficaremos a lamentar sua ausência, mas com um ar de felicidade que tomará conta dos nossos corações porque, em 25 anos, o Jardel conseguiu fazer desta uma querencia abençoada criada por Deus, onde os filhos seus se orgulham dessa terra..."


Nos orgulhamos da nossa terra e muito de ti, meu amigo JARDEL BORBA!

Muito obrigado por tudo!

Descanse em Paz!

Meu fraterno e forte abraço aos pais do Jardel, Elenira e Beto Borba, pessoas de elevada estima e à sua esposa Sabrina. Que Deus conforte o coração de vocês.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Melancolia

Quem por aqui sempre passou, ao longo destes 10 anos, deve lamentar que ao final desta história o BLOG do CAMPEIRO tenha sido tomado por melancolia já que, restam poucas postagens para atingir as 1000 publicações e, com isso, por um ponto final nos trabalhos e na finalidade deste espaço.

De fato, está reinando aqui uma melancolia como nunca antes fora visto.

Mas há um movimento que não quer encerrar as atividades do BLOG do CAMPEIRO. Um movimento liderado pelo meu coração.

Talvez o ponto final vire um ponto e vírgula.

Não sei. Vamos estudando.

De qualquer sorte, desde já, agradeço os que ainda não abandonaram este espaço.

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Nossa querida RÁDIO CAMPANHA está de volta a tocar por aqui. Ouçam e valorizem, pois a Rádio Campanha faz o mesmo, e com galhardia, pela nossa tradição.

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Acabou passando e não valorizei a eleição do grande cantador de campanha Luiz Marenco, como deputado estadual aqui do Rio Grande.

Enfim, um alento à nossa tradição que vem sucumbindo nos últimos tempos. 

Sucesso nessa nova empreitada, Marenco!

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Hoje, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, um dos palcos mais tradicionais da cultura brasileira, Os Serranos comemoram 50 anos de "Andanças, música e história".

Que grande momento!

Parabéns Os Serranos por este grande marco em favor da nossa música campeira e essencialmente gaudéria.

E que venham outros 50 anos pela frente.

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Grande abraço a todos.

* publicação nº 996

sábado, 3 de novembro de 2018

Novembro

Mais uma vez passou Finados e eu não publiquei. Mas hoje resolvi vir aqui e percebi que um texto escrito há dois anos, fazendo referência ao tema, foi o mais acessado nominalmente na última semana. Falei sobre "O vento de Finados" (02/11/2016). Resgato, um trecho:

"Cresci com a ideia de que finados é sempre um dia de fortes ventos. De quando lembro, dirigindo-me à Cazuza Ferreira, onde lá se encontravam os entes que já partiram, um dia bonito de sol, daqueles com o céu chamado de brigadeiro, e vento. Um vento implacável.
Seria a manifestação dos mortos de que por ali estavam?

Não sou muito adepto a questões que ultrapassam a realidade concreta. Não duvido da vida abstrata, respeito, só que não penso muito nisso.

Nunca mais fui à Cazuza no dia de finados. Nunca fui no cemitério de São Chico em dia de finados, ainda que lá esteja repousando o querido Vô Netto.

A bem da verdade não sou apegado a crenças e religiões. Tenho as minhas, é claro, mas são tão particulares que não se apegam as que por aí estão e são reconhecidas. Já fui diferente, como talvez o seja ali na frente. O barato da vida está justamente em não criar muitos estigmas. Certo? Não sei, mas foi o que me veio a cabeça neste momento. Cada um deve falar por si e viver da mesma fora, talvez.

Agora, no que tange ao vento de finados, este parece que tem sempre. Semana passada alguns dias pareciam finados: bonitos e ventosos. O grande e imortal Érico Veríssimo falou do vento de finados em alguma das obras da saga "O Tempo e o Vento". Ninguém como ele retratava passagens do tipo com tamanha precisão e comedimento, ao mesmo tempo. Um Mestre!

Me encanta a vida do interior e suas particularidades. Não consigo, pois, pensar em viver isso mais de perto. A ideia de sociedade subjetiva que existe em Novo Hamburgo e cidades de maior porte me instiga bem mais. Tento sair daqui, mas sempre retorno.

Seria um carma? É carma o vendaval de finados?

Não gosto de vento, logo, não gosto de finados. Simples assim. A razão? Não sei."

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Semana cheia para a música gaúcha.

O grupo Portal Gaúcho apresentou seu novo sócio e vocalista: Victor Pedroso. Apenas resta saber quando assume.

Para o seu lugar, nos Garotos de Ouro, ainda não há manifestação oficial da banda.

Já hoje, poucos minutos atrás, meu amigo e grande gaiteiro Alan Moreira, anunciou que não faz mais parte do grupo Campeirismo, o grupo do João Luiz Corrêa. Eu também aguardo maiores detalhes, para saber os reais motivos.

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Enquanto isso, lá fora, segue um dia nublado e pouco convidativo a sair de casa.

Chegou novembro.

Bom final de semana a todos.

* publicação nº 995

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

O que vem pela frente

Encerrou-se, ontem, mais uma eleição pós retomada democrática do nosso país. Mas será que, neste caso, termina quando acaba mesmo?
Não sei.

O que sei (ou assim penso) é que os problemas do país são latentes e que não há como esperar, na figura de uma pessoa apenas, que tudo irá se resolver do dia pra noite, num piscar de olhos ou estalar de dedos.

Temos que ainda se penará muito ainda.

Falo de todos nós, enquanto sociedade.

Não farei juízo de valor acerca do resultado, propriamente dito, porque não me cabe. Já disse que o assunto política não mais terá tanto destaque por aqui.

Vida que segue.

Sucesso e sorte aos vencedores.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Ponto Final

Há pouco mais de três anos escrevi o texto abaixo, que dizia respeito a uma passagem da minha vida que se encerrava de fato, mas não de direito, é bem verdade. Pois hoje, enfim, deteve o seu ponto final.

Na vida, não se pode começar uma nova página de história sem que a anterior receba um ponto final. Não adianta, é assim que funciona. Embora eu até tenha tentado... E sugerido!

Mas agora não tem mais volta. É irretratável e irrevogável.

"Uma nova página da vida - 19/10/2015

Chega um dia que, enfim, resolvemos seguir em frente e deixamos algumas coisas para trás. A vida é caminhar para novos rumos, por novos caminhos. Chega uma hora que devemos por um ponto final em uma das nossas páginas, começando uma nova história:

"A vida, ao fim e ao cabo, é um exercício de começar tudo de novo a cada novo dia que surge. O que passou e foi bom vira recordação, o restante aprendizado para os dias que vem ou, simplesmente, algo que surgiu e não vale a pena carregar mais consigo.

Nunca fui muito de fincar raízes em algum lugar; penso que a vida é um tanto quanto curta para ficarmos nos apegando a detalhes que, embora importantes, quase sempre não trazem a felicidade tão almejada. Bons amigos já muito me chamaram de louco e inconsequente por primeiro fazer para depois pensar. Pois minha vida começou a ficar mais triste quando, justamente, passei a pensar e, com isso, desistir de fazer.

Das páginas da vida que vamos escrevendo ao longo da nossa curta trajetória, hoje coloco ponto final em mais uma. Como recordação, tão somente, levarei aqueles que de alguma forma foram importantes nestes últimos anos e merecem minha consideração. O restante fica naquela porta do que passou e não vale a pena carregar comigo. Simples assim. A vida é bem simples, somos nós que complicamos. Como bom gaudério que sou, acredito na simplicidade como algo norteador.

Os que levarei comigo em bom pensamento sabem quem são e não hesitarão em me procurar. Pois haverão de me encontrar! Saibam, contudo, que esta página que hoje leva um ponto final será folhada para a seguinte e eu não mais retrocederei ou olharei para trás.

Não importa o que as pessoas pensam. Se você acredita que vale a pena lute por isso. Há dias sou chamado de louco. Pois é esta estranha loucura que me faz livre para buscar a tal felicidade. Diz a colombiana Gloria Hurtado “no podemos estar en el presente añorando el passado”.concordo quando diz que “ninguém pode estar ao mesmo tempo... no presente e no passado.”


No mais, quem sabe a gente se encontra, pelas esquinas da vida... O que acontece a partir de agora? Uma nova página passo a escrever, pois sou senhor do meu destino, embora prisioneiro das minhas escolhas. Espero, portanto, ter sabedoria no apuramento das palavras..."

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Com um peso a menos nas costas, vou para um final de semana em paz.

Façam o mesmo.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Latifúndio...

... improdutivo!

É o que temos para o momento: um latifúndio improdutivo.

As redes sociais, gostemos ou não, hoje são uma das principais fontes de informação do mundo moderno. E por lá, só se vê discussão barata no assunto política, destilação de ódio e outros impropérios, como se o político, efetivamente, tivesse preocupado senão somente com ele.

E com isso, a cada dia que passa, a julgar que falarei de política tão somente o necessário, por aqui, tenho menos assunto para abordar. Até mesmo no gauchismo, já que tem CTG que agora só faz evento para ganhar dinheiro, mesmo que não seja referente à nossa tradição.

A bem da verdade é que a vida social está ficando insuportavelmente chata, ultimamente. E isso avacalha com a boa vontade de qualquer um, convenhamos.

Mas tentarei voltar na próxima sexta-feira, com alguma notícia ou outra.

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Nesta semana Os Monarcas embarcam para mais uma turnê nos Estados Unidos. Não é para qualquer um, convenhamos.

Aliás, o grupo de Erechim lançou o disco "Identidade Monarca", cd duplo, que ainda não tive o privilégio de comprar e ouvir. Mas farei, sem dúvidas.

Já me disseram que é possivelmente o melhor lançamento do ano.

Boa semana a todos.