sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Gaiteiro por demais

Esta semana o gaiteiro Porca Véia anunciou que estava ganhando alta do hospital, após ser submetido a um transplante de rim. O motivo, a bem da verdade, que o fez deixar os palcos há pouco mais de três anos.

Por uma questão de respeito, as pessoas próximas a ele e mesmo nós, músicos da lida fandangueira, não trouxeram a público a verdadeira razão da despedida precoce do Porca dos palcos da nossa música gaúcha/serrana.

Mas agora ele mesmo falou abertamente e pareceu feliz com a sua recuperação inicial de saúde. Há muita coisa para rolar ainda, mas o Porca Véia já anunciou que pretende voltar aos palcos dentro de 01 (hum) ano.

Estamos, portanto, na torcida, primeiro pela sua recuperação plena e, depois, pelo seu retorno, definitivo - já que andou fazendo aparições pontuais com o Grupo Cordiona, aos palcos, para fazer aquilo que ele sabe, que é animar e botar a gauchada para dançar, no tranco buenacho do Rio Grande.

Saúde, Porca Véia! Gaiteiro por demais...

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Nos primeiros dias do mês Farroupilha tem Ronco do Bugio em São Chico.

Mais adiante trataremos do tema. Por ora, informo atrações:

Bailes com Os Mirins e Volnei Gomes e Grupo Cantando o Rio Grande;

Show com Cesar Oliveira e Rogério Melo.

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Bom final de semana a todos.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Das coisas que não sei.

Dia desses, conversava com a Mariana refletindo alguns rumos da nossa vida. E no contexto de que a vida é cheia de perguntas e pouquíssimas respostas, exteriorizo o que com ela divaguei:

"Quando decidimos que a dedicação exclusiva ao trabalho seria nosso lema?"

"Porque não tiramos mais férias há 6 anos?"

"Porque não conseguimos fazer um simples passeio de fim de semana?"

"Porque nunca mais fomos para praia, assim, em meio ao inverno?"

"Porque não fazemos passeios bobos, mas que o Bê iria adorar, tipo ir na pracinha?"

"Porque nunca mais fomos a São Chico para passear?"

"Porque não saímos mais para dançar ou ouvir uma boa música?"

"Há quanto tempo não passamos uma noite em um hotel?"

"Desde quando lazer virou sair para jantar fora?"

"Há quanto tempo não vamos ao cinema?"

"Quando decidimos relegar a vida, o ato de viver e ser feliz, a segundo plano?"


Perguntas difíceis? Acho que não.

Mas eu confesso, meus caros e bons amigos leitores deste blogue, que, hoje, não consigo responder a nenhuma delas.

A bem da verdade, não sei o que responder. 

Talvez por isso é que as vezes eu me sinta tão perdido.

Há poucas horas atrás perdi o meu cartão do banco. Não sei como. Suponho que no banco mesmo. Como isso aconteceu? Não sei!

Das tantas coisas que não sei mais. Ou, quem sabe, nunca soube.

Boa semana a todos.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Bodas...

Não foi por esquecimento ou por falta de vontade que não apareci no meio de semana e só o faço, hoje, no meio.

Hoje é um dia importante na minha vida, duplamente.

Primeiro que faço quatro anos de casado com a Dona Mariana.

Muitas alegrias. Alguns percalços e um grande susto.

Mas tudo passa. 

O que fica são as boas lembranças e recordações dos grandes e melhores momentos.

E o nosso bendito fruto, o moço dos sorrisos bonitos, que coroa a nossa relação.

Te Amo, Mariana!

Bodas de Flores:








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Noutra senda, a postagem de hoje é a de nº 900. Uma marca histórica, a julgar a regularidade dada aqui de duas postagens por semana. raríssimas vezes ultrapassamos isso.

Estou muito feliz.

Agradeço a todos que participam desse meu projeto, aos amigos que por aqui já deram sua contribuição, o Rodrigo, o Duda e, em especial, ao Antônio que foi quem me motivou a aderir a vida blogueira.

Que venham outros 900.

Será que devo?

Muito obrigado a todos e um grande abraço!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Dose de saudade.

Dias atrás refiz um caminho que há muito não fazia. Cruzei o bairro que me recebeu quando vim morar em Novo Hamburgo, há 21 anos - completados ontem. Logicamente não raro eu passo por lá, mas sempre no mesmo caminho, sem cortar voltas ou tomar coragem de entrar em ruas que, de alguma forma, marcaram o começo da minha trajetória que culminou na vida adulta. Olhando tudo que passou, como um filme ao cobrir as vistas, concluo que eu saí de São Chico para ganhar o mundo e me tornar gente. Teria feito o mesmo se permanecesse por lá, mas quis o destino me afastar de casa.

Desci a rua da ladeira em Hamburgo Velho, tomei o trajeto do Vila Nova. Antes de adentrar na rua Porto Alegre, olhei para minha esquerda e por segundos contemplei o Santa Catarina, colégio que me fez criar boas lembranças e me deu um grande amigo. Segui meu percurso e a leve curva me colocou na Aloísio de Azevedo, rua que me recebeu quando por aqui cheguei. 

Diminuí mais uma vez a velocidade para poder contemplar o velho prédio na esquina com a Luis de Camões, que há um bom tempo sei que não tem mais aquele rosa chamativo, que transformou o edifício em ponto de referência. Era mais fácil, afinal, dizer que eu morava no prédio rosa "cheguei" da esquina do que referir que residia na esquina da Bebidas Cassel, que aquela época já não mais vivia seus dias de glória e hoje já nem existe. 

Fui até o fim da rua, onde hoje (finalmente!) existe uma rótula no cruzamento com a General Daltro Filho. Mas antes de seguir no rumo de Ivoti, paro onde eu iria, uma coisa dentro de mim fez eu fazer a rótula no sentido do retorno à Aloísio de Azevedo, para o fim de virar naquela ruela em que por muitas tardes da minha vida joguei futebol. Hoje asfaltada, naquele velho e bom tempo era de saibro, sendo que cada tombo rendia noites de ardência com o mertiolate que, na minha infância, era "raiz" e ardia. Lá morava o Felipe, o Diego, o Ernesto e outros tantos. Desci a rua devagar e quando cheguei na velha casa de madeira quase parei, com a esperança de enxergar o meu velho e bom amigo Beto, pai do Diego, que me fez aguentar as pontas como Colorado, já que meu time não ganhava nada naqueles tempos.

Foi na sala da casa do Beto que vi meu time ser campeão pela primeira vez, isso entendendo o que o que representava, naquele 1x0 com gol do Uhh Fabiano, em 1997. Foi na tv do Beto que vi meu time fazer 5x2 no maior rival. Mas não quis o destino fazer eu enxergar o Beto. Nem sei se ainda mora lá ou se vive. Torço para que sim. Grande pessoa.

Fiz a volta para, enfim, tomar meu rumo em definitivo. Ainda enxerguei o velho campo de futebol que fizemos quando não deu mais para jogar na rua de saibro. Hoje, um bonito prédio no local. E assim, a vida vai passando como um filme em seus olhos. Mas antes de sair da rua, pela primeira vez na vida, olhei para a placa e descobri que se chama Henrique Dias.

E pensar que foi para a rua Henrique Dias que fui morar quando deixei Novo Hamburgo rumando a Ivoti. Meus pais, lá permanecem até hoje. É, meus caros amigos e amigas, parece que a vida, no fim das contas, marca o seu destino e por mais que você fuja, sempre volta para ele.

Como um bom nostálgico que sou, obviamente, escrevi tudo isso com uma boa dose de saudade. 

Com uma generosa dose de saudade!

Bom final de semana a todos.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Não parabenizei o Velho.

Outro episódio que marcou minha relação com o pai, e não quis referir em uma publicação festiva, foi uma situação na qual eu demonstrei uma falta de educação absurda. Estava de férias em São Chico e voltei justamente para o aniversário do Velho, que ia ser comemorado numa terça gaúcha da Sociedade Lomba Grande, na época um dos principais eventos da cidade. Ia ter casa cheia e para conseguir jantar tinha de chegar cedo. O cardápio, se me permitem referir, era uma preciosidade. Hoje em dia, os eventos, a meu ver, estão bem mais enxutos que outrora, inclusive no tocante à janta.

Vim de ônibus de São Chico. Comigo minha tia e o meu primo Maicon. Cheguei em casa, vi darem os parabéns ao meu pai e eu, inexplicavelmente, não o parabenizei. Ele ficou bastante chateado com aquele episódio, mas depois passou, obviamente. Não lembro quanto tempo faz isso. Entre 18 e 20 anos, talvez.

Porque lembrei?

Porque o baile era animado pelos Garotos de Ouro.

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Pois na semana que vem, dia 08, Os Garotos de Ouro estarão na Sociedade Gaúcha, novamente. Já sem a formação de outrora e com um mercado mais voltado para Santa Catarina, mas sempre sendo Garotos de Ouro.

Não deverei ir, mas tenho certeza que será um grande fandango.

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Antes que perguntem porque estou falando quase só do passado, respondo que pelo menos tenho assunto para falar. Falar do presente, aqui pelas coisas do pago ou mesmo em nível de Brasil é chover no molhado.

Estes dias o Jornal O Globo noticiou que o governo federal tava tranquilo, pois o povo nem chiou com o aumento de impostos. Sabe o que aconteceu depois? Nada!

País de hipócritas dormentes.

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Uma das minhas paixões, até pouco tempo atrás, era o cinema. Bahh não tinha lançamento que eu não conhecesse. Perdi um pouco este ímpeto, nos último 5 anos pelo menos. Vou tentar voltar a ativa e vez ou outra falar de algum filme por aqui.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Os 50 do paizão!

Depois dos vinte anos, me parece que a representatividade maior no quesito aniversário são as datas cheias, tipo 30, 40 e assim por diante. Ao menos as festas, quando existem, em regra são nesses períodos. Meu pai, para mim Dr. Luis; Cezar para alguns e Cazuza para uma grande maioria, principalmente o povo de São Chico, alcança nesse domingo, dia 30, o seu cinquentenário. Data que deve ser comemorada, afinal, como ele mesmo vem dizendo, não se faz 50 anos todo o dia e ele fará uma vez só.

Enfim.

Difícil falar dos pais da gente. Para mim é, pelo menos.

Meu pai sempre amou os filhos, não tenho dúvida. Do seu jeito, mas ama de forma incondicional. Nunca nos deixou faltar nada, principalmente, no tocante a criação. Foi em casa que aprendemos a ser honestos, a ter ética e a respeitar os valores. A versão mais "paizão", digamos, tenho assistido no Luis Cezar avô. É um dengo com o Bernardo que me impressiona.

Mas eu também tive muitas versões paizão. Como a vez que ele me deu o seu boné dizendo que não tinha dinheiro para me dar outra coisa. Desnecessário. A uma que a situação financeira não tava tão ruim assim. A duas que eu nem precisava de presente, pois nunca fui ligado nisso. Ou a vez que ele tinha me prometido levar no Beira Rio para assistir o Inter contra o Santos, mas como era muito tarde e não tínhamos carro disponível à época (a boa e velha Brasília verde abacate tinha ficado em São Chico) para voltar, para cumprir sua promessa, posamos em um hotel em Porto Alegre. Vitória do Colorado. E minha.

Aliás, meu pai me ensinou a ser Colorado e eu agradeço a cada dia por isso. Eu nasci para ser Colorado, afinal, e o sou com muito orgulho. Vamo, vamo, Inter!!!

Meu pai que nunca deixou de me estender a mão quando eu mais precisei. Meu pai que esteve a todo o momento comigo no hospital, agora pouco, quando a Mariana por lá uns dias ficou. Meu pai que estava lá quando o Bernardo nasceu e foi, sem dúvida alguma, o dia mais feliz da minha vida.

Meu pai que suportou minhas idiotices, principalmente quando o assunto era política. Meu pai que briga, fica de mal e, sem mais nem menos, te liga e segue a vida como se nada tivesse acontecido.

O meu paizão faz 50 anos. 

Como filho, ainda espero ver ele exercendo a advocacia plena, pois é um profissional brilhante. Também espero ver ele dentro duma sala de aula, pois sei que tem talento para ser um grande professor de direito tributário. O velho é bom no que faz. Competente, focado e centrado. Me corrijo: o velho é muito bom no que faz!

É difícil esvrever para ti pai. Estou há uma semana mexendo nesse texto.

Preciso te dar os parabéns, te desejar muita felicidade, saúde e realizações. Mas, acima de tudo, preciso dizer que TE AMO!

Muito obrigado por tudo.

Feliz Aniversário!

Beijos meus, do Arthur, da mãe, do Bê e de todos os teus!  

terça-feira, 25 de julho de 2017

Nós, os inocentes!

Meu assunto hoje era outro, mas como ando bem cansado, prefiro guardar minhas energias para falar de assuntos mais razoáveis, ao menos. Tenho a impressão que a sociedade como um todo está em modo inerte, achando que a qualquer momento as coisas vão, num estalo, tomar o rumo e fazer melhorar a vida.

Como somos inocentes, nós, os brasileiros.

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O que vou dizer parece chover no molhado, mas é a realidade. O aumento dos combustíveis é para custear as emendas parlamentares liberadas e a distribuição de cargos realizada pelo governo federal para abafar a denúncia criminal contra o presidente da república e outras acusações de um governo que, talvez, terminará antes mesmo de ter começado.
Felizes, por ora, quase todos. Menos os bobos. E por que são bobos?

Pois é!

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Tivesse escrito este texto na sexta-feira, estaria aqui destilando acidez. Talvez tenha sido melhor assim. Tem sido difícil, afinal, falar verdades. Não pelo ato de dizer, mas pela intolerância e burrice daqueles que não gostam de verdades.

É melhor a ilusão.

Pobres inocentes!

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Só eu que acho que este mês de julho, neste 2017, tá bastante insosso?

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E vida que segue porque segue a vida.

Compreende?

Boa semana a todos.