terça-feira, 21 de novembro de 2017

Um dia depois do outro.

Há pelo menos 06 anos (sim, estamos ficando velhos) eu lembro de vir aqui fazendo uma referência acerca da antecipação do clima natalino. Lembro-me, ser ainda início de novembro, e já tínhamos em destaque as questões de Natal.

Critiquei, obviamente.

Denota-se, que diante da crise econômica enfrentada pelo país, ainda que eu tenha restrição à amplitude do verdadeiro significado de crise, estamos diante de uma realidade diversa: faltando pouco mais de 01 mês apara o natal, pouco se fala e pouco se vê sobre a circunstância pela rua.

Me dei conta disso, ainda que tenha referido acerca do tema dias atrás, ontem, quando o meu irmão Arthur me mandou uma fotografia dos enfeites natalinos de um shopping da região, sugerindo que eu levasse o Bernardo para ver. 

Com isso, vislumbrei a diferença da realidade atual. 

Não quero aqui criticar a influência do comércio no contexto do natal. Passei desta fase antes mesmo do Bê nascer e, com isso, muitíssimo menos. Prefiro acreditar na magia do natal como um instrumento de enfrentamento da vida. Penso que falta um pouco disso. Sequer um filme como Harry Potter tem nos aparecido para lembrar da fantasia, enfim...

Mas é claro que o comércio ajudou a transformar o Natal em algo bem maior do que o nascimento de Cristo. E vejam bem, não estou aqui diminuindo a realidade do dia 25 de dezembro. Eu mesmo tenho consciência que preciso aproximar a minha relação com Deus. Já reatamos, agora falta um plus a mais.

Hoje, aqui escrevo para expressão de uma realidade. Quem sabe ali na frente mude e, ainda em outubro, reapareçam os enfeites natalinos. Mas hoje não.

E isso me leva a crer que andar por aí, em facebook's, twiter's e redes sociais de relacionamento do gênero, pregando moral (muitas vezes de cueca) é algo que deve ser muitíssimo bem pensado. Não custa lembrar que a verdade de hoje é a mentira de amanhã, ainda mais no mundo artificial em que vivemos hoje em dia.

Não há nada como um dia depois do outro.

Nada mesmo.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Beatles no findi

Já referi por aqui, mais de uma vez, que o nosso intuito é sempre fazer deste espaço um canal de promoção do tradicionalismo gaudério e da nossa cultura gaúcha.
Entretanto, é lema deste que voz escreve, o apoio incondicional da educação e da cultura, na sua forma mais abrangente possível. Aliás, se um dia me enveredar para a política, a minha bandeira será a educação e cultura, sem sombra de dúvida.

Pois neste final de semana, e começa hoje, São Chico promove o primeiro "Beatles Weekend". O evento proporcionará aos amantes da banda inglesa, uma das maiores da nossa história, um reencontro com os sucessos da mesma. Muitas bandas, do Rio Grande do Sul, de fora dele e até de fora do país estarão presentes.

Parabenizo, desde já, a municipalidade pela iniciativa e desejo sucesso no evento.

Lembrando, que o intento será no Lago São Bernardo e o local, por si só, já é um belo atrativo.


***

Bom final de semana a todos!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Falta de inspiração

A verdade é que entramos na rota de colisão do ano que busca se findar e o novo que quer chegar todo prosa, com a promessa de novos dias, uma nova vida - quem sabe, uma nova esperança.

A bem da verdade, sem esconder de ninguém, é que queria que hoje fosse um mês para frente.

Pela primeira vez em anos to só pelas férias.

To bem cansado mesmo.

Físico e mental.

Daí a clara falta de inspiração.

Que coisa!

Bom feriado a todos.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O poder da música

A música vive em mim e apesar de eu gostar de fazer e cantar aquilo que brota na tradição do Rio Grande, tudo que é bom, independente do gênero, encantando a minha alma e fazendo bem para os meus ouvidos, eu ouço.

Sou fã de Belchior e já deixei claro por aqui. Eu ouço "Como nossos pais" a todo final de cada semana.

Sou fã de Nelson Gonçalves. Naquela mesa...

Sou fã de Gonzaguinha. E tem uma música dele que me faz parar pra pensar no poder que tem a música e me faz entender que o meu cantar "é apenas o meu jeito de viver, o que é amar":

"Sangrando - Gonzaguinha
   
Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo aquilo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar"


Eu vou voltar Rio Grande Velho....

Abraço e bom final de semana a todos.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Intrigante

Finados é uma data que me intriga. Não que eu seja alguém afoito aos paradigmas da data, mas me fico a pensar no que ela representa, inclusive para o mês vindouro. 

Novembro já começa celebrando os mortos e a morte, por lógica. Ou não?

Aliás, novembro já chega com a expectativa de se ver dezembro no calendário. As festividades de natal já estão a pleno. Parece-me, aliás, que deveriam começar somente após finados, ao menos, por uma questão de repeito aqueles que valorizam os seus entes queridos que já morreram.

E são muitas pessoas!

Muitas vezes em finados estava na velha Cazuza Ferreira. Lá finados era sempre motivo para bastante gente no povoado. As vezes mais que em festa. Somente as vezes, quero imaginar.

Já não vou a tempos.

Sinal que a minha vida vem relegando meu passado e meus antepassados.

A família, num sentido amplo, já não é a prioridade de muitos.

Uma pena.

Finados é uma data que me intriga. Penso no vento, tradicional à data.

Finados é uma data que me intriga. E me toma a inspiração.

Que saibamos amanhã voltar a celebrar a vida e os vivos.

Abraço a todos.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Nem tudo são flores

Sentado na mesa mais próxima da janela, no restaurante, para que o bebê ficasse entretido com os movimentos da rua, pude observar a cada um que chegava. Poucos, importante referir, afinal, fim de mês nem sempre permite concessões às pessoas. 

Notei com mais afinco, todavia, aquele trio de mulheres que atravessara a rua em direção à porta. Como não vi carro estacionado próximo, supus terem vindo de a pé. Três gerações: a mais nova adaptada à realidade atual, vestida a contento e com um sorriso no rosto. A do meio meio com cara de arredia e a mais velha, certamente, xucra de berço.

Dava para enxergar nas duas mais velhas o receio e o medo de adentrar naquele ambiente que, dadas as reações, pareceu pouquíssimo habitual. Entraram e sentaram numa mesa mais ao fundo, com ninguém ao lado, o que entendi ser para não exteriorizar eventual ignorância. Pessoas simples. Pessoas que em pleno século 21 ainda vivem à margem da realidade (virtual) atual.

Ampliei minha ideia de que a vida é simples e nós que  a complicamos.

Só não fui embora mais satisfeito porque dois marmanjos insistiram em passar todo o jantar com bonés na cabeça. Ridículo, fútil e desrespeitoso.

Por essas que se vê porque o nosso país não vai para frente. Por um simples boné na cabeça dentro dum restaurante?

Sim. Não era um, mas sim dois.

Educação ainda é a base de tudo.

Feliz pela simplicidade e triste pela falta de educação.

É, nem tudo são flores nesta vida. Quase nada?

Boa semana a todos. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Estrada sem fim

Tem dias, como hoje, que me paro a pensar no sentido da vida.

Obviamente, nunca chego a alguma conclusão. Fosse assim, não voltaria a refletir sobre o mesmo tema.

A bem da verdade eu nem sei se isso tem alguma resposta.

Talvez algumas pessoas tenham este conhecimento.

Outros, a maioria, apenas acham que tem.

E assim a gente vai empurrando um dia atrás do outro até que chega num momento como este, em que se pensa qual o sentido de tudo que já foi feito.

E assim se percebe que a vida é mesmo um sujeito abstrato.

Que o pouco de concreto que se tem, é realmente muito pouco.

E as vezes é ilusório!

Quando vamos aprender que momentos felizes não se pode confundir com felicidade?

Eu passar bom tempo falando do que já passou, ainda que sejam boas lembranças, só mostra que eu nem sei o que faço aqui.

A vida é uma estrada sem fim, pois duvido que ela termina quando a gente morre.

E os que aqui deixamos a viver por nós?

Hoje, como se percebe, estou subjetivo. Naqueles dias (e são vários!) que acordo sabendo que vou do nada ao lugar nenhum.

Bom final de semana a todos.

PS.: a postagem inicial faria uma feliz referência aos mais de 100 mil acessos, conquistados por este BLOG DO CAMPEIRO, entre a última semana e esta. Suponho que, na verdade, este número seja no mínimo o dobro, já que a contagem oficial começou tão somente em 2011. Mas é um belo marco. Muito obrigado pelo carinho e a audiência de todos!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O dom da desconstrução

Dias atrás voltava da serra gaúcha ouvindo uma rádio da Capital e nela um dos entrevistados era Luiz Philippe de Orleans e Bragança que, para quem não sabe, é herdeiro da família real brasileira, caso a monarquia tivesse seguido por aqui.

Abordava o lançamento de seu livro "Por que o Brasil é um País Atrasado? O que fazer para entrarmos de vez no século XXI". O título, convenhamos, é bastante sugestivo e instigante. Mas, independente da qualidade da sua obra, confesso para todos que achei sua visão de país bastante lúcida, em que pese o sinal do rádio tenha desaparecido por vezes.

É importante discutir nossos problemas de forma mais ampla e racional.

***

Por falar em rádio, ouvia hoje pela manhã, novamente no rádio, uma entrevista com o historiador Sérgio da Costa Franco, que abordava a história de Júlio de Castilhos que, embora muitas pessoas não saibam, tem uma importância muitíssimo maior que a de dar nome para ruas em quase todo o Rio Grande do Sul.

Falou de sua atuação diante da Constituição de 1891, quando militou pela maior autonomia dos Estados, com o propósito de confederação, onde as riquezas geradas pelos estados seriam suas por direito, restando à União apenas um residual.

Pois bem, passado mais de um século, seguimos discutindo a mesma coisa.

E há quem diga que evoluímos como nação.

***

Pois até sobre o trabalho escravo surgiu assunto estes dias. Para piorar, obviamente.
Impressionante como nossa classe política tem o dom de desconstruir.

Impressionante.

Não tem como este país dar certo.

E me paro por aqui. 

Boa semana a todos. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Eu tenho cara de idiota?

Ontem, acompanhei a Mariana numa consulta (de rotina) no Instituto de Cardiologia em Porto Alegre. Como era encaixe, acabamos saindo de lá por volta de 22h. E com isso, resolvemos jantar no meio do caminho de volta.

Paramos numa dessas hamburguerias da moda, provavelmente a mais badalada da atualidade. Confesso que nunca morri de amores, a ponto de ser apenas a segunda vez que frequento ambientes do gênero, desde o estouro deste tipo de lancheria, há pelo menos 4 anos. Mas o passado da hora, não deixou muita escolha.

Um combo de hamburguer + batata frita + refrigerante= R$ 36. Não, não é piada. Acreditem, era o mais barato!

O hamburguer era meio sem sal. A batata frita meio encharcada de azeite e sem graça, e o refrigerante morno, para o meu paladar.

Saí de lá lamentando ter gasto valorosos R$ 72.

Saí de lá, também, determinando a não frequentar mais ambientes do gênero, afinal, não me acoco para a moda.

Saí de lá, por fim, ainda mais afim de comer o bom e velho Xis Galinha, da Dona Laura, em São Chico. 

Não tem comparação!

Quando nós, os brasileiros, aprenderemos a ser racionais e a deixar de cair no conto do vigário?  Ou nas loucuras da história da moda, como queiram.

Com estes mesmos R$ 36 é um Xis Galinha, duas Original e um picolé de sobremesa.

E eu lá tenho cara de idiota?

Bom final de semana a todos.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Um fraco...

... o brasileiro, pelo que sei, é considerado um povo alegre e gentil, para os que olham de fora. E de fato, não é qualquer um que consegue fazer graça da desgraça como nós, os brasileiros.

Não é qualquer um que consegue ser explorado mês sim e mês também, por meio de impostos, e fica tranquilo, esperando que o melhor aconteça.

O que nunca ocorre.

Não é qualquer um que assiste de camarote as patifarias do Congresso Nacional, e ontem nos deram mais um brinde, e segue votando naqueles que estão enriquecendo às suas custas.

E isso sempre ocorre.

O escritor Euclides da Cunha definiu em sua grande obra "Os Sertões" que " o sertanejo é, antes de tudo, um forte!"

O escritor Bruno Costa define neste "Blog do Campeiro" que "o brasileiro é, antes de tudo, um fraco!".

Sorte deste país é que eu não sou ninguém.

Mas opino mesmo assim. Gostem ou não.

Abraço a todos.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Gato preto, debaixo da escada

Hoje pensei em escrever sobre a mística da sexta-feira 13. A bem da verdade, no meu caso, que ando bastante atarefado, nem tenho tempo para pensar muito em possíveis consequencias dum dia como este, se é que elas são possíveis. Crenças populares geralmente são tão velhas que ninguém sabe de onde surgiram. Mas tem força quase que sobrenatural, a ponto de hoje, em pleno século 21, ainda ser assunto o fato da sexta-feira cair num dia 13.

A força da crença e do do costume é tão grande que a própria justiça, no caso do segundo, aceita como argumento de autoridade.

Mas o acreditar ou não é uma questão pessoal de cada um. Eu por um tempo era bastante apegado as questões do gato preto e de passar por debaixo de escada. Hoje, não consigo mais ver isso que uma simples coincidência do dia a dia. Felizmente, não padeço do mal deste tipo de superstição.

Não quer dizer que eu não tenha intriga com certas coisas. Admito que por vezes me pego confabulando comigo mesmo, imaginando algumas coisa que, na prática, não parecem ter muito sentido.

Tenho um número, por exemplo, que me persegue. As vezes, mesmo sem querer, olho no relógio e aquele número aparece. Muitas vezes. Muitas mesmo. Foi, inclusive, a matrícula de funcionário numa empresa que trabalhei. Talvez venha daí. Não sei. Nunca fui atrás para descobrir o que poderia significar.

Ao certo, caros Amigas e Amigos, é que me parece que se você está em paz consigo mesmo, dias como o de hoje pouco importa.

Mas e se você vive um tanto quanto assombrado, como eu?

Bom, aí, não sei. Quem sabe?

Um abraço e bom final de semana a todos.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Chuva e devaneio

Um dos sinais de que a vida da gente nunca depende só de nós mesmos é o tempo. Nem falo daquele apontado pelo relógio, que define dias, meses e anos; mas sim, hoje, da questão climática. Dizer como o "tempo está hoje" é uma figura de linguagem, deveria ser "como está o clima hoje?", porém, ao menos por estas bandas, para falar do clima falamos do tempo.

Simples assim.

Pois esta a meteorologia a  prometer uma chuvarada até o final de semana. Parece que semana que vem, mais aguaceiro tá por vir, e nós, pobres viventes do mundo, nada podemos fazer. Talvez pudéssemos minimizar os seus efeitos, evitando construções em locais impróprios, o desmatamento e etc e tal, mas daí entramos no campo do "se".

A verdade é que a nossa vida em regra não é pautada mas ao mesmo tempo é. A festa das crianças em um monte de lugar será transferida em função da previsão de chuva. Será no domingo, que nem dia das crianças mais é. 

E estas história de previsão do tempo? Estão todos afirmando que choverá até sábado! Previsão ou certeza?

Muitos motivos temos para pensar que não somos nada na vida pois, a bem da verdade, pouca gerência temos sobre ela. Conversa em tom abstrato esta nossa. Aliás, conversa implica troca de diálogo entre duas pessoas ou mais. Mas se ninguém resolver comentar ali embaixo, não será possível travar o debate e logo isso não é uma conversa, mas sim, eu escrevendo algo e vocês lendo.

Besteira? Provavelmente. 

E assim é a vida de alguém que, num dia de chuva, olha pra janela e não tendo o que fazer começa a pensar em tudo. Do tudo, pensamentos viram devaneios. No meu caso, um texto sem pé nem cabeça.

Mas como reclamar de mim se lá por Brasilia, para dar um exemplo apenas, o devaneio é constante mesmo sem estar chovendo?

Pois é.

Boa sequencia de semana a todos.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Chasque de início de outubro

Diante de notícias pouco inspiradoras e mesmo de tragédias que assolaram o Brasil e o mundo, nesta semana, hoje vamos de agenda de bailes e eventos pela região:

***

GRUPO CARONA

Os amigos do Grupo Carona estará animando, amanhã, um fandango no CTG M'Bororé, em Campo Bom/RS

***

LOMBA GRANDE

Na próxima terça-feira, a tradicional Noite Gaúcha da Sociedade Gaúcha de Lomba Grande será com JOÃO LUIZ CORREA E GRUPO CAMPEIRISMO.

É baile de casa cheia.

***

Te agenda aí, Vivente:

No próximo dia 15, tem domingueira no CTG Rodeio Serrano, em São Francisco de Paula/RS, com OS BERTUSSI. O evento comemora o aniversário de 10 anos do Grupo Folclórico da Escola Orestes Leite. Segue o convite:


Vale a pena prestigiar este importante trabalho realizado pela Escola, que prestigia o fomento da nossa cultura gaúcha!

***

LANÇAMENTO CD MOISÉS OLIVEIRA

O cantor MOISÉS OLIVEIRA e o grupo VOZES DO CAMPO, lançam disco no próximo dia 28/10, no CTG Tio Lautério, em São Leopoldo/RS. 
Ingressos a R$ 15 com direito a um CD de brinde.

***

Bom final de semana a todos.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O tocador da alma da gente

Nunca escondi de ninguém que a minha satisfação na música gaúcha é tocar fandango. Não interessa se é cansativo, se o retorno financeiro é pequeno e que o mercado está novamente povoado, embora os bailes estejam minguados (culpa da crise?). Eu sou um tocador de baile! Ou, como queiram, um cantador. E olha que já recebi propostas das mais varias, para migrar para o segmento de shows, mas não admito sequer pensar no assunto. Meu amigo Matheus Rechenmacher, o Puffi, que o diga!

Pois se eu posso chegar aqui hoje e contar da minha predileção, isso se dá em razão dos Irmãos Bertussi. Honeyde e Adelar.

Foi graças a eles que os bailes ganharam corpo e deixaram de ser simples "serenatas", sem menosprezar sua importância ou meras reuniões dançantes. Após excursões por São Paulo e Rio de Janeiro, bem sucedidas, os Irmãos Bertussi voltaram decididos a ganhar o Rio Grande, e assim o fizeram com garbo e galhardia.

Ninguém duvida que são os precursores do fandango porque foram eles que trouxeram a bateria para os bailes. A percussão, convenhamos, deu outro sentido a musica tocada, pois permitiu o som compassado e passou a dar "tranco" aos dançantes.

Honeyde nos deixou em 1996. Sábado, o último, o grande Adelar Bertussi resolveu encilhar o pingo e se bandiar para a querência do céu. Não tenho dúvidas que chegou dando um "Oh de Casa!" e o Patrão Velho abriu as portas do rancho para mais um fandango dos Irmãos Bertussi.

O grande Adelar Bertussi, de talento absurdo, bom humor e uma modéstia invejável. Diz um trecho de "Sanfoneiro Pachola":

"Me chamo Adelar Bertussi, cantador bom sanfoneiro, afamado no Rio Grande, também no Brasil inteiro."

Pois falou alguma inverdade? Claro que não!

Outras tantas composições falam do seu talento mas, o seu talento mesmo, foi saber falar das coisas do pago como poucos, encantar e sensibilizar a alma das pessoas. Um bom músico só pode assim se julgar quando tem o condão de tocar na alma das pessoas, muito além do seu instrumento ou das pregas de sua voz.

E nisso, senhoras e senhores, Adelar Bertussi não era bom, era ótimo!

Certa feita Adelar Bertussi tocou em Estância Velha. Num barracão de escola, haja vista que o CTG ainda não tinha estrutura própria. Foi a última vez que vi e ouvi Adelar Bertussi tocar ao vivo. Escutei e cantei "Oh de Casa!" muitas vezes, mas vendo ele abrir seu show com ela teve um significado especial. Me arrepio só de lembrar.

Nisso, Adelar Bertussi foi sempre diferenciado.

O grande Adelar Bertussi será sempre diferenciado.

Se foi o homem, mas sua história, sua música e seu trabalho pela cultura deste Pago e deste País existirá para sempre.

Adelar Bertussi e a música Bertussi não morrerão jamais!

Se foi o tocador da alma da gente!

Obrigado por tudo!

Com respeito e devoção, Ohhh de Casa.....

sábado, 30 de setembro de 2017

Morre Adelar Bertussi!

A música Gaúcha perdeu na manhã de hoje, o grande Adelar Bertussi. E que perda irreparável!

Infelizmente, mais uma vez tenho de noticiar o falecimento de um dos grandes artistas gaúchos, por aqui. Muitas vezes, o faço com belas palavras em agradecimento ao trabalho. Mas, hoje,vou me fico tão triste com a notícia, que vou reservar as homenagens para mais para frente.


Perda irreparável para a música Gaúcha, para a cultura do Rio Grande e para a arte do Brasil.

Fica seu nome, sua trajetória artística e sua vida marcada na nossa história. Adelar Bertussi é a nossa própria história!

"Na estância lá de São Pedro, de joelho e chapéu na mão
 Vou dar o último oh de casa, com respeito e devoção
 Peço ao Patrão de céu, que de mim tenha piedade
 Me arranje qualquer cantinho, no rancho da eternidade"

Não tenho dúvidas que de gaita empunhada, Adelar Bertussi chega ao céu dando um Oh de Casa! ao Patrão Velho.

Muito obrigado por tudo.


Descanse em paz!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Perturbando a mente

Na última publicação referi acerca da minha ausência quanto aos festejos da Semana Farroupilha. Muito diferente não está por aqui. Meu alento, se é que ele pode ou deve existir é que, historicamente, a produção dos meses de setembro aqui no blogue sempre foi menor, assim como nos meses de junho.

Mas vamos seguindo viajem.

***

Bastante preocupante a violência (ou a falta de segurança desse país). A realidade do Rio de Janeiro é preocupante.

Mas o Rio de Janeiro é o que vemos na mídia.

Em Novo Hamburgo, no início desta semana, um senhor foi brutalmente assassinado numa tentativa de roubo.

É lamentável.

Ecoam tragédias por todos os cantos do Estado e do País. Até quando?

Até quando os espertos se derem conta que não é deixando lei mais rígida que se diminui a violência?

Falei e ponto final.

***

Continuo pensativo acerca dos movimentos tradicionalistas que só existem na semana farroupilha. O gauchismo, afinal, é temporal?

Enfim, coisas que perturbam a minha mente.

Boa semana a todos.

sábado, 23 de setembro de 2017

Ausência

Pela primeira vez nos últimos onze anos, pelo menos, não participei de nenhuma atividade ligada a Semana Farroupilha. Sequer uma visita ao Acampamento Farroupilha de Sapiranga, aqui elogiado por mim, eu fiz. Mas soube que foi sucesso e obteve recorde de público presente.

Fiquei feliz, obviamente.

Não me orgulho do que comecei dizendo, mas também não reneguei minhas tradições. Tenho mais serviços prestados à tradição e cultura gaúcha que a grande maioria dos frequentadores dos eventos farroupilhas.

Só que neste ano a minha vida está diferente. Decidi priorizar a família e os bons momentos com as pessoas que ano. A Mariana segue em recuperação. Ainda não era momento para atividades sociais; então, reservei-me ao direito de enaltecer o orgulho gaúcho dentro de mim, apenas.

Ano que vem tem mais.

Ano que vem estarei novamente em cima do palco.

Vontade? Promessa?

O tempo haverá de curar as feridas. O tempo haverá de dizer.

Bom final de semana

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Virtude

O levante republicano gaúcho, independente do resultado na nossa Revolução Farrapa, que para mim foi vitorioso, se dera em razão do arrocho submetido pelo Império em desfavor da província, quer no campo político como também no econômico.

Em não detendo outra alternativa, os Gaúchos declararam a revolução e surgiu então a República Riograndense.

Povo de virtude!

Guardadas as devidas proporções, obviamente, vivenciamos agora algo parecido, com o Rio Grande do Sul vivendo tempos sombrios, tendo dinheiro a receber da União e mesmo assim, pedindo esmola para pagar dívidas ou deixar de pagá-las. Não estou com isso isentando a culpa do atual governo do estado ou dos seus anteriores. Mas faz tempo que vivemos tempos de submissão?

Onde anda a virtude dos nossos políticos?

Onde anda a virtude do nosso povo atual?

A Revolução Farroupilha, o nosso 20 de setembro - hoje comemorado com galhardia, deve servir sim de estímulo e de obrigação para que levantemos novamente a bandeira da virtude, da indiguinação; para que façamos o nosso brio falar mais forte.

Afinal, somos Gaúchos! Nunca estaremos mortos enquanto pelearmos. 

Então, que sigamos à peleia!

Viva a Revolução Farroupilha!
Viva o 20 de Setembro!
Viva o Rio Grande!

Viva a nossa virtude! 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Bençãos de São Pedro

Reservou-nos, São Pedro, dias de chuvarada para esta semana farroupilha. Bastante chuva, que nos faz lembrar de grandes sucessos da música gaúcha, tais quais "Milonga Abaixo de Mau Tempo", "Batendo Água" e "Dia de Chuva".

Serve sempre a chuva para purificar a alma da gente, penso eu.

Claro que melhor seria se o volume não fosse tão grande. Entretanto, preciso lembrar que há algum tempo não tínhamos chuva, agravando-se pelo fato das temperaturas de verão em pleno inverno.

Mas para o Gaúcho que não se assusta com pouco, a chuva de São Pedro vale como bênção e não como estorvo.

E que molhe o campo véio gaúcho!

***

A melhor programação da Semana Farroupilha da região está em Sapiranga, sem dúvida alguma. O Acampamento Farroupilha de Sapiranga, que ocorre junto ao Parque do Imigrante (Festa das Rosas) é de fundamento, com uma bela estrutura e muitos piquetes.

Ouso afirmar que só perde para o Acampamento Farroupilha, na Capital.

Na programação fandangueira deste ano temos, hoje - 15/09, Os Monarcas; dia 19/09, Os Tiranos e dia 20/09, João Luiz Corrêa e grupo Campeirismo, entre outros.

Sugiro a visita ao local. Xucrismo puro.

***

Para encerrar, peço a oração e boa fé de todos. A grande lenda da música brasileira, o gaiteiro de São Chico ADELAR BERTUSSI está hospitalizado.

Força Adelar e que em breve esteja dando Oh de Casa! por este Rio Grande afora.

Bom final de semana a todos. 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Nós, os bonzinhos (ou bobinhos?)

Lembro-me que não vai muito uma barra de chocolate tinha até 200g e custava metade do que se paga hoje em dia. Só que hoje em dia, a mesma barra já não passa de 100g.

Ninguém reclama!

Do mesmo modo, um pacote de bolacha trakinas, paixão de minha infância, não pesava os ínfimos 118g de hoje em dia, tampouco custava perto de R$ 2,00.

Ninguém reclama!

Acredito que até bem poucos dias atrás, gasolina a R$ 4,00 o litro representaria uma guerra de reclamações. 

Pois ninguém reclama!

Almocei sozinho num restaurante dia desses e quando fui pagar desembolsei R$ 34,00. Fiquei apavorado.

Não reclamei, mas também não perguntei antes de me servir. Culpa minha, óbvio.
Não mais irei no local. E pronto.

E assim virou a vida de nós, os brasileiros, os bonzinhos. Ou bobinhos?

Aquelas batidas de panelas e manifestações eram mesmo por causa da corrupção?

É que só piora e o brasileiro tá qual dita nosso hino nacional: deitado em berço esplêndido.

É um moralismo falso a cada dia no facebook. Gente sem moral falando dos outros.

Bahhhh. Que coisa!

Encolheram nossa comida. Mais uma vez.

Boa semana a todos.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Pintando o 7

Quando é chegada a hora de mais um dia da independência do Brasil, sempre volto no tempo para lembrar do que já escrevi sobre o tema.

Desta vez sequer passei do ano passado. O que escrevi em 2016 cai como uma luva agora.

Fossemos uma país de patriotas, não estaríamos assistindo aos absurdos do Capital Federal de braços cruzados. Sempre achei que o problema não era o corrupção, mas sim do Partido dos Trabalhadores no poder.

Hoje tenho certeza!

De um ano atrás:

"Há alguns anos, por aqui escrevi da dificuldade do brasileiro expor seu patriotismo, afora manifestações ligadas ao esporte. Abro um parenteses, aqui, para tirar fora o futebol, pois, neste, há uma paixão própria enraizada. As pessoas não amam o futebol por ser o Brasil, mas por ser futebol, mesmo. 

Parece-me que fosse o brasileiro um patriota, não teríamos chego mais uma vez ao fundo do poço da democracia. Nossa jovem democracia, outrora manifesta e pujante, agora sucumbe na esperança de que novos dias virão, quando, se for analisado os personagens que através da política tentam desenhar o futuro, nossa esperança é utópica, demonstrando que o fundo do poço é mesmo profundo. 

Hoje é 7 de setembro, dia da independência do Brasil. Mas que independência é esta, alguém sabe me responder? Ser independente é conquistar a façanha de impedir o prosseguimento de mandato de dos presidentes da república em menos de três décadas de democracia? Ser independente é fazer com que o povo sofra na fila dos hospitais? Ser independente é ter uma educação ruim ou péssima? Ser independente é atochar o povo com uma das maiores cargas tributárias do mundo?

Não sei responder nenhum dos meus questionamentos. Simplesmente porque nós, os brasileiros, somos independentes na teoria, mas, não sabemos o que isso representa na prática.

Vejamos que há cada dois anos, através da independência democrática do voto, podemos exercer a livre manifestação da independência, elegendo nossos representantes. Pasmem, em pleno século 21, continuamos elegendo corruptos e reelegendo pessoas que não tem a mínima preocupação com o interesse público, mas com seus próprios interesses.

Esta é a nossa independência?

O que é ser independente, afinal?

Num Brasil cada vez mais velho, questões que nunca deixam de ser novas.

Vamos crescer, algum dia?

Às margens do riacho Ipiranga, lá em 1822, Dom Pedro gritou para quem lá estivesse e quisesse ouvir: independência ou morte? Optamos pela primeira, embora eu me pergunte o que teria acontecido de nós se tivéssemos tomado o caminho da segunda opção. 

Quem sabe das cinzas da suposta morte, com fênix, teria ressurgido um novo Brasil, realmente independente. Nas cinzas, novamente, estamos, imperioso compreender. Então, que alguém (de conduta ilibada e idônea) volte ao Riacho Ipiranga e grite novamente: "Independência ou morte?".

A partir de então, ou aprendemos o que significa independência ou que morramos de vez. 

Triste, mas verdadeiro".

Bom feriado a todos.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O bugio voltou pra casa

Foi bastante concorrida a 26ª edição do Ronco do Bugio. Muitos músicos talentosos com composições de grande qualidade. Venceu a obra "Tropa Quarteada", letra de Jairo Fonseca e música de Leonel Almeida e Volnei Gomes, interpretada pelo último.

Pois o bugio voltou pra casa.

Falo-lhes isso, pois, desde a 3ª edição, vencida por Gonzaga dos Reis, uma composição de São Chico não ganhava o festival da cidade. Há muito tempo, portanto. Nesse tempo, o mais perto que chegamos foi com José Claro, o Zezinho, que venceu dois festivais e não esconde ser um filho de criação de São Chico.

Feliz pelo resultado que enaltece o talento local.

Parabenizo, novamente, o grande Léo Ribeiro pela organização, junto com seus pares, bem como à municipalidade por manter o Ronco do Bugio no calendário. Vida longa!

Quanto ao resultado completo, reporto-me ao Blog do Léo Ribeiro:




"DOMINGO, 3 DE SETEMBRO DE 2017




Cortado de alça de gaita e embebido de alegria pelo sucesso musical e de público alcançado por mais uma edição deste que tornou-se um ícone festivaleiro, o Ronco do Bugio, sem tempo nem para tirar uma chapa para ilustrar esta postagem, viemos trazer o resultado deste grandiosos evento.

A curiosidade é que as duas músicas oriundas de sexta-feira, ou seja, da fase local, saíram-se premiadas. Uma em primeiro e a outra em terceiro lugar. Isto atesta o que afirmamos no dia de ontem ao falarmos da qualidade das concorrentes locais e também do acerto que tivemos em oportunizar este espaço aos artistas da região. 

Premiações: 

1º LUGAR: TROPA QUARTEADA
Letra: Jairo Fonseca / Música: Volnei Gomes e Leonel Almeida

2º LUGAR: SÃO FRANCISCO POR ESCOLA
Letra: José Claro / Música: José Claro

3º LUGAR: JANELA DO MUNDO
Letra: Nelson Ortácio / Música: Rodrigo Pires

MÚSICA MAIS POPULAR: UM BUGIO PARA SÃO CHICO
Letra: Velho Milongueiro / Música: Eliandro Luz

MELHOR INTÉRPRETE: Lincon Ramos

MELHOR INSTRUMENTISTA: Gabriel Claro"

***

Na sexta-feira dei uma passada no CTG Rodeio Serrano para conferir a fase local do Ronco do Bugio. Fui também prestigiar meu grande amigo, pessoa por quem nutro elevada estima, Cirilo Schuch que concorria.

Fiquei por um canto, tentando não chamar muita atenção. Casa cheia, enfim. Mas certa feita o Cirilão me achou. E os minutos de conversa viraram horas.
Não nos víamos ou no falávamos há mais de ano. Mas parecia pouco mais de um mês. Lembramos dos fandangos que passamos, das parcerias de composições e da tentativa de retomar uma proximidade.

Fiquei muito feliz naquela noite, pois revi um grande amigo e tive certeza desse sentimento.

Um amigo pode ficar afastado de você por muito tempo, mas se for mesmo seu amigo, isso é o que menos importa.

Forte abraço, Cirilo Barcelos Schuch!

Boa semana a todos.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Ronca o Ronco

São Francisco de Paula se orgulha de ser a cidade mais tradicionalista da serra gaúcha. Também pudera, afinal, é mãe de ilustres gaúchos que engrandecem a cultura do Rio Grande além fronteiras.

Mas, também, São Chico é terra do festival mais autêntico do estado: o Ronco do Bugio.

Pois, hoje, se inicia mais uma edição. E esta 26ª edição trás uma novidade, que é uma etapa "regional" que visa privilegiar os músicos nascidos ou residentes em São Chico. Serão, hoje, 10 composições concorrentes, todas dos filhos de São Chico, das quais duas estarão amanhã disputando a etapa "estadual" junto com outras 10 composições já selecionadas e que vem de todos os rincões do Rio Grande e também de Santa Catarina.

Uma ideia bastante original e que visa dar apoio a gente de São Chico que, muitas vezes, tem o talento mas não tem a mesma condição que os colegas que fazem de sua vida a ronda dos festivais.

Parabéns ao Léo Ribeiro e a municipalidade pela nova proposta.

Outrossim, desta feita teremos uma merecida homenagem a Francisco Castilhos, o Xico e a Albino Manique, ilustres filhos de São Francisco e fundadores do conjunto Os Mirins.

Os Mirins que hoje animarão o baile de encerramento. Amanhã tem Volnei Gomes e grupo Cantando o Rio Grande, além de show com Cesar Oliveira e Rogério Melo.

Todos os caminhos, portanto, nos levam a São Chico.

Se bamo ver o Ronco roncar?

Bom final de semana a todos, Vem verão por aí!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Do que preciso

Quando abri a página do BLOG do CAMPEIRO, hoje, a primeira coisa que vi foi a imagem do Bernardo. Sou um pai bem babão. Por pouco não deixo essa postagem anterior para sempre, só para abrir a página e ver aquela cara meiga que só o Bê sabe fazer (ao menos para mim).

Mas não quero ficar colocando quebrante no meu filho, então, seguimos.

***

E fechamos as portas de mais um agosto. Agora é contagem regressiva para o final de mais um ano. Semana que vem já temos os festejos farroupilhas a toda prosa e os fandangos passam a se espalhar pela região.

Pena que a motivação pela cultura gaúcha tem sido tão pontual, ultimamente.

***

Estes dias parei num posto de combustíveis para abastecer. Nem vi o preço. Daqui a pouco me dei conta que estava R$ 3,99 o litro da gasolina. Fiquei puto da cara, mas aí já tinham se ido metade dos meus R$ 50.

Passei então a colocar etanol. A porque não sei o que gasta mais e isso e aquilo. Pois é. Pode até ser. Mas eu me nego a pagar R$ 4 num litro de gasolina podre, como a nossa.

Por ora, só etanol.

***

Tem dias que ando meio deprimido, ultimamente. Outros estou mais bem disposto, otimista.
Penso que este conjunto de sensações diversas tem sido interessantes.
Me fazem pensar antes de agir. Mostram que sou de carne osso e não 'o imbatível'.

Principalmente, demonstram que eu preciso de muito pouco para ser feliz e, do pouco que preciso, já tenho tudo.

Bê e Mari.

Mais não preciso.
Mais não digo.

Abraço a todos.