segunda-feira, 29 de maio de 2017

Se findou o maio

Não foi um bom mês de maio. Ao menos para mim. Até poucos anos atrás, os meses de agosto representam o marasmo que hoje parece ter recaído em maio. Maio é um mês cansativo que parece que nunca vai acabar. Era assim agosto, outrora.

Pois agora agosto é um dos meus meses de maior felicidade. Como nem tudo é perfeito, a maio fora relegado os dias não tão felizes.

E vida que segue.

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Dias atrás eu perguntei aqui quem caia primeiro, Temer ou Zago. O último foi primeiro.

Crônica da tragédia anunciada.

E Temer? 

O próximo da fila.

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Difícil escrever algo quando os assuntos são mais do mesmo. Até os graves episódios de cheias de rios e alagamentos não são novidade.

Então, porque ainda acontece?

Porque os políticos tem coisas mais rentáveis para fazer, ora bolas.

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Maio era o mês das noivas, até pouco tempo atrás. Claro que eu sei que continua sendo, mas esta fama parece cair no esquecimento. Virou o mês das mãe. Muito útil. Mas poderia acabar uns dias antes.

Fechamos as porteiras. Que novos e bons tempos apareçam em junho.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Num tempo feio

Em dias como hoje, chuvosos, me parece que a nostalgia que vive aflita dentro de mim se transforma numa agonia. Fico a relembrar das coisas de ontem, com um saudosismo que já me é característico. Os que aqui me acompanham, sabem bem disso.

Não consigo achar que me faz mal ficar relembrando o passado. Muitos dizem que quem vive o passado desconhece o presente e não construirá o futuro. Não penso assim. Isso porque eu sigo vivendo e relembrando, tudo ao mesmo tempo. Daqui há alguns anos, provavelmente, posso estar aqui neste espaço falando justamente deste dia. Assim como lembro da minha infância, em breve estarei relatando a saudade de coisas pequenas que o Bernardo hoje faz e eu sentirei falta quando ele crescer e me responder com um singelo "pai não enche".

O ano de 2002 para mim foi um dos mais difíceis destes quase 30. Passei alguns perrengues na minha vida colegial e pouco posso dizer que aproveitei naquele ano. Mas foi em 2002 que um grande músico, que agora completa os mesmo 30 de carreira, ganhou a notoriedade e fez o Rio Grande e o Brasil, enfim, valorizarem o seu talento. Falo-lhes de LUIZ MARENCO.

Pois foi em 2002 que o grande sucesso "Batendo Água" ganhou as rádios e os palcos gaúchos. Ouso dizer que é um dos últimos grandes sucessos arrebatadores que vimos nascer por aqui, daqueles que se não tocar nos fandangos o povo vai embora reclamando.

Vamos combinar que falar de batendo água é algo propício para hoje e os dias que seguem, já que o aguaceiro tomou conta de quase todo o Rio Grande.

Guardo comigo até hoje o disco ao vivo do Marenco, com Batendo Água e outros tantos sucessos, poesias cantadas que falam das coisas do nosso Pago e relatam com propriedade a história do nosso povo. Ouvir Marenco, num dia como hoje, é lembrar das coisas boas de ontem, pensar nas coisas boas a se fazer amanhã e acalmar os ânimos para o dia de hoje.

"Meu poncho emponcha lonjuras, batendo água".

Talento do Marenco. Talento do Gujo Teixeira.

Alegria nossa e sorte maior ainda, de ter nascido Gaúcho.

Hoje cruzo o dia ouvindo coisa boa. Pensando em novos desafios, por que, "mesmo que o mundo desabe num tempo feio, sei o que as asas do poncho trazem por dentro".

Bom final de semana a todos e um forte abraço.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Um lugar ao sol.

Um velho amigo me sugeriu falar, por aqui, da situação do país. Disse que me ajudava a escrever um artigo, inclusive. Pois eu sugeri que ele faça o artigo e eu publico aqui. Bem mais rápido, pois, confesso que não tenho tido inspiração para falar sobre a política do país.

E pensar que sempre fui um fã de política.

Lembro dos tempos de ensino médio (o velho segundo grau) em que muito discutia sobre política, principalmente com o meu amigo Rodrigo de Bem Nunes, outrora colaborador deste blog. Não temos conversado muito. Uma sucessão de mal entendidos nos afastou um pouco. Ele acha que tem razão e eu também. Como isso acaba? Não sei. Mas para o bem da amizade espero que acabe bem e logo. A verdade é que o país precisa deste nosso debate (hehehe).

Mas continuamos grandes amigos. Uma hora nos damos conta disso. Nos abraçamos e encerramos essa bobagem toda. Vou lembrar ele das "sextas da paixão" (hahaha). Vamos dar boas risadas e seguir a vida. Também estou em dívida com outro amigo, o Antônio. Só por causa dele é que virei blogueiro. Nos afastamos. Uma lástima. A culpa é minha. Prefiro pensar assim. Talvez um dia a gente se encontre e eu consiga reparar o erro que cometi, embora não saiba ao certo qual seja. Mas a culpa é minha e prefiro que seja assim.

Pois nestes tempos passamos (Rodrigo e eu) a fazer redações para os colegas. Tudo começou com ele e depois resolvi colocar uma concorrência na história (hehehe). Certa feita, o tema da redação proposto pela professora Vera Lúcia era o voto. Tínhamos de traçar linhas e mais linhas dizendo se eramos favoráveis ou não à obrigatoriedade do mesmo.

Fiz dez redações sobre isso. Partindo da minha, e favorável ao voto obrigatório, escrevi mais quatro. Tentei não parecer que fui em quem fiz. Para não dar muito na cara, as outras cinco fiz contrário ao voto obrigatório. Foi muito difícil fazer isso. Sempre tive minhas convicções e atentar contra uma delas foi um exercício e tanto. Tanto é que, de longe, não foi a melhor que escrevi naqueles tempos.

Pois, hoje, pensando melhor, acho que já não seria mais favorável ao voto obrigatório. Parece que até a minha convicção tá caindo em descredito a luz dos acontecimentos que permeiam Brasília e nos fazem, a esta altura, já ter certeza que dificilmente um dia o Brasil dará certo. 

São dias de tempestade. Quando passar, se é que um dia isso ocorrerá, nos restarão dias e mais dias. Talvez ainda outros dias; todos nublados. Não há previsão de sol mais para o Brasil. 

Talvez, meu amigo Rodrigo, fosse prudente afirmar que não há "nada de novo" debaixo das nuvens. E que bom seria se pudéssemos avistar em algum momento o sol, do jeito que fosse. E que buscar um lugar ao sol deixasse de ter uma conotação perniciosa, tal qual parece acontecer nestes nossos dias.

Um lugar ao sol!

Minha saudação à professora Vera Lúcia Winter, aqui referida e grande profissional.

Meu abraço ao Rodrigo e ao Antônio, que acredito que ainda me acompanham por aqui.

Meu abraço a todos e uma boa semana.

sábado, 20 de maio de 2017

Chasquinho

Fica até difícil falar de alguma coisa mais tranquila quando o país parece uma chaleira fervendo e sem tampa. Não sei o que vai acontecer, mas como eu previ, e por aqui já referi, os tempos vindouros para o Brasil são nebulosos.

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Poderia dizer que o circo em Brasília está pegando fogo. Mas gosto muito do circo, acho uma das artes mais bonitas que temos e é um desrespeito com esta arte e com os seus artistas fazer este tipo de exemplificação.

Prefiro, então, dizer que o país é uma chaleira chiando ou um fio desencapado.

Hehehehe (é rir para não chorar)!

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Vivemos momentos complicados. Acho que a nossa sociedade tem problemas e por isso não têm conseguido enfrentar a mazela política do país como deve. Mas este é um assunto que talvez possamos falar em outro momento, de forma mais abrangente.

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De novo se foi a sexta e não consegui chegar a tempo. Então vai no sábado mesmo, embora lamente, pelo respeito a vocês, nobres leitores.

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Perguntinha:

Quem cai primeiro?

Michel Temer ou Antônio Carlos Zago?


Pois o tempo, aquele velho conhecido nosso, dirá.

Acho, e só na base do achômetro, que ambos vão cair. Quem vai primeiro, daí depende do empurrador.

Bom final de semana a todos.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

A mosca do sono

Na minha infância, ainda morando em São Chico, a Dona Rosane, minha mãe, fez assinatura dos gibis da Turma da Mônica. Na época confesso que não dava muita bola, mas anos depois passei a ser um fã e li e reli milhares de vezes cada revistinha. Ainda guardo as mesmas até hoje, dentro de uma caixa dum velho chapéu que ganhei quando era criança.

Numa das tantas revistas, da própria Mônica, havia a história duma "carranca" que havia sido encomendada por personagens estranhos. Quando abriram a caixa da encomenda, saiu uma mosca que picou o Cascão, tendo este entrado em sono profundo e não acordado mais. Como o Cascão não tomava banho, a mosca morreu com a sujeira e o personagem do Franjinha, cientista da turma, descobriu que se tratava da "mosca tsé-tsé", a mosca africana do sono.

Pois eu confesso que uma mosca dessa podia me picar, ao menos nos finais de semana. Tenho chegado às segundas sempre meio cansado. Cada noite de sonho é uma noite mal dormida, impressionante!

Pode ser fruto duma alimentação errada ou do estresse da semana anterior. Claro que não posso culpar os sonhos, mas dormir melhor é importante para a produção do dia seguinte. Enfim, terei de achar uma forma alternativa à mosca do sono hehehehe.

Por falar em minha mãe, aproveito para felicitar todas as mamães pelo dia de ontem. Mãe é mãe e não precisa definição melhor.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Chasque

Já faz uns dias que to programado para contar umas novidades da nossa música gaudérias, mas diversos compromissos foram empurrando o assunto. Hoje, porém, estamos aqui com um chasque de música gaúcha:

TCHÊ GAROTOS ORIGENS

A banda Tchê Garotos anunciou no início deste mês o projeto Origens, que remete a volta da formação original da banda, com Luiz Cláudio e Fernandinho, nos vocais; Sandro Coelho, na guitarra; e os remanescentes da formação original: Markinhos Ulian, gaita; Léo Bruni, baixo e Sagui, na bateria. Faltou o Nielsen Santos, na gaita ponto, que por motivos de saúde não toca mais.

Inicialmente serão quatro eventos, mas, nos fãs reina a expectativa de que se possa bailar ao som do velho e bom Tchê Garotos por mais tempo.

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OS MATEADORES

O vocalista Daniel Vargas comunicou sua retirada dos palcos, ele que foi pai recentemente e pretende se dedicar mais à família. Foram 3 anos de Os Mateadores e alguns sucessos marcantes na sua voz. O Daniel entrou para substituir o Gilmar Parentte, quando este resolveu se converter à religião.

Curiosamente, é o Parentte que volta à música gaúcha e aos Mateadores para assumir a voz principal do grupo.

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ALAN MOREIRA

Meu amigo Alan Moreira, grande talento da gaita gaúcha, que estava em carreira solo acompanhado pelo Tchê Moçada, anunciou esta semana que no final deste mês passa a integrar o seleto time de João Luiz Corrêa e grupo Campeirismo.

Com passagens por Os Mirins, Os Serranos e Candieeiro, Alan volta a ganhar destaque no cenário da nossa música.

Sucesso!

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CONJUNTO FOGO DE CHÃO

O gaiteiro Paulo de Souza Jr., de Novo Hamburgo, que há pouco participou do dvd de 45 anos d'Os Monarcas, e com passagens pelos grupos Chão Gaúcho, Chão Nativo e Sangue Farrapo, anunciou esta semana que passa a compor a formação do grupo Fogo de Chão, tradicional conjunto catarinense. Lá já está o Maikel Ivan, outro grande músico daqui da região.

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FESTA DO PINHÃO

A Festa do Pinhão de São Chico este ano será no mês de julho, entre os dias  07 e 16. Voltará a se realizar no Parque Davenir Peixoto Gomes, a popular Balança, o que divide opiniões na cidade. Eu, particularmente, acho que é o local com melhor estrutura, mas também o de maior difícil acesso.

O que me preocupa mais, todavia, é ainda ter pinhão na época.
Mas lá estarei para prestigiar minha terra.

Bom final de semana a todos.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Estranha loucura

Não falo de questões jurídicas por aqui. Sou advogado, sim, mas o blog não tem este viés tão técnico e procuro não ficar abordando temas do gênero. Na realidade, nunca abordei e nem pretendo fazer, por ser uma linguagem mais rebuscada que, muitas vezes, as pessoas não entendem ou dão sentido diverso.

Tanto por isso que resolvi falar, e de forma objetiva, sobre a peleia (bem delineada, por sinal) "Lula vs. Moro", pois acredito ser uma guerra muito mais política do que jurídica. Deixo claro que sou eu que acredito isso. E ponto.

Não sei, algo me diz que este circo todo criado só está ajudando o Lula a se eleger o novo presidente do país. A cada não do Moro ao Lula é mais uma centena de votos que ele assegura. E aqui falo em tom opinativo e sem pender para algum dos lados.

Acreditem e quem me conhece sabe: nem Lula e nem Moro fariam parte duma roda de chimarrão iniciada por mim.

Lamento muito pelo Brasil em razão de ambos.

Mais não digo, pois este assunto tá que nem discutir religião. Tem muita paixão envolvida. 

É uma estranha loucura!

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Não é quarta-feira o dia certo de eu estar por aqui. É segunda, tolerando-se a terça. Mas desta vez não deu e estou aqui numa quarta.

Uma das notícias de hoje é a morte do ator Nelson Xavier. Considero uma perda para a cultura brasileira, pois era um profissional dedicado e competente. Nunca foi galã, mas conhecia do riscado.

Dias atrás morreu o sambista Almir Guineto, outro insubstituível.

Tenho, sim, que abordar tudo isso com saudosismo, pois os que morrem não têm substitutos a altura.

Lamentavelmente a qualidade de hoje é muito superficial.

E assim vão se superficializando os dias...

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Parabéns ao Novo Hamburgo pelo título gaúcho. Futebol não é muito afoito à justiça. Desta vez foi. Espero que o mundaréu de torcedor que surgiu agora vá lá abraçar o "seu clube", ajudar daqui para frente. Conheço a realidade do Novo Hamburgo e a verdade é que meia dúzia tão lá peleando pelo clube. E só.

Agora é a hora da mudança deste quadro.

Boa sequencia de semana a todos.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Coração selvagem

Artistas como Belchior, de vida quem sabe incompreendida, e arte talvez com um "que" de abstratismo a mais, não passarão e sim passarinho, como assim definiria outro gênio, de igual gênero, o poeta gaúcho Mário Quintana. 
A verdade, a minha pelo menos, é de que a vida é um ser abstrato, com natureza subjetiva, mas afoita a perguntas do que respostas.

Os que aqui me seguem sabem que sou um taura do Rio Grande; e por assim ser, praticamente só ouço as coisas do pago. Isso não significa que não gosto de ouvir coisas boas de outros gêneros musicais.

Certa feita meu pai apareceu com um disco do Belchior. Me chamava atenção muito mais o seu estilo estético, com aquele bigode que demonstrava que ele não estava aí para esteriótipos já preconizados pela sociedade naquela época, do que pela sua música. Afinal, quem é Belchior? Perguntava-me. Daí, num hit de "foi por medo de avião, que segurei pela primeira vez a tua mão", que algo me dizia que valia a pena ouvir aquele artista do Ceará, pois havia qualidade além do normal naquele disco. 

Outra verdade é que Belchior não compunha músicas com a ideia do 1 + 1= 2, tal qual é a previsível indústria musical dos dias de hoje. As músicas de Belchior não eram só o que aparentavam, mas muito mais, pois iam além. Óbvio que o tempo verbal correto não é esse, pois o talento do Belchior não encerra com sua morte. É eterno.

Pois quis o Sr. Antônio, seu primeiro nome, afastar-se da vida social e do "show business". Há quem diga que tudo era por neurose nutridos pela sua atual mulher, Edna. Não sei se isso procede ou não, mas a bem da verdade é que é bem possível. Seres como Belchior tem o coração selvagem, quase sempre indomados, não afoitos à reclusão.

Mas também, o coração selvagem do Belchior pode simplesmente, por vontade própria, ter optado pela ausência. Ausência dele para conosco, mas não dele para com si mesmo. Cada qual com suas vontades, seus medos e anseios. 

A notícia de que sua morte ocorrera aqui, em solo gaúcho, pegou de surpresa, inclusive, os moradores de Santa Cruz do Sul, que em sua esmagadora maioria sequer sabiam que conviviam com este ícone da musica popular brasileira. Há 10 anos deu provavelmente sua última entrevista para a televisão. Há pouco mais de 3 anos, apareceu em Porto Alegre e conviveu com jornalistas do Correio do Povo/rádio Guaíba. Depois, sumiu do grande público novamente. Aos bem próximos, mesmo, dizia que queria fazer uma volta triunfal. Muito animado num dia, vacilante já no seguinte.

A verdade é que o coração selvagem de Belchior deveria estar cansado da reclusão. O coração do artista é motivado pela manifestação daquilo que o pensamento lhe trás. Inteligente, creio que o pensamento de Belchior transbordava e seu coração louco ansiava por liberdade, pelo palco, pela música, pela arte, pela vida...

Eventual perturbação da mente, talvez, tenha sufocado o seu coração que, depois de 70 anos, parou de bater. Ou, a se encontrar, entendeu que precisava duma "nova aventura", julgando que a morte não é o fim, mas apenas o começo...

"Há tempo, muito tempo, que estou longe de casa..."

Não tive a oportunidade de ver um dos seus shows. Queria poder chegar perto e lhe dizer o quanto admirava sua composição "Como nossos pais", sucesso na voz de Elis Regina (outra artista de mesmo quilate) eu que não escondo viver em nostalgia e saudosismo, quase sempre. 

Morreu Belchior e eu passei a semana inteira pensando em como relatar isso por aqui. Talvez um texto mais subjetivo, em forma de crônica, se adapte melhor a realidade da notícia. Optei por publicar hoje, sexta-feira. Algo me diz que artistas como Belchior gostam mesmo da sexta.

Passei a semana em silêncio, "a palo seco".

Morreu Belchior que, na sua definição, irretocável, era "apenas um rapaz latino americano".

"Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo tenho pressa de viver"

Coração selvagem, tem pressa de viver.

Viva em paz, Belchior!

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Voltamos as publicações normais na semana que vem.
Notícias importantes no mundo gaudério.

Bom final de semana a todos. 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Tanto assim?

Este friozito que se acampa no fechar das porteiras do baile, digo, de abril (hehehe), na realidade não me parece um prenúncio do inverno propriamente dito, mas sim, que realmente os tempos de versão foram embora. Claro, falo isso reservando o fato de que historicamente temos o famoso veranico de maio, que geralmente se achega mais no fim do mês; ano passado não tivemos, excepcionalmente.

Mas a verdade é que muitas pessoas se assustam com o frio. Ontem tinha um evento, à noite, e metade dos participantes que previamente confirmaram participação, não foram. Claro que os motivos podem ser dos mais diversos, mas que a mudança de temperatura certamente contribuiu, contribuiu.

O engraçado é que não achei tão frio assim, mas, darei um desconto, afinal eu por ser do frio não me assusto com "pouco".

Ou era tanto assim?

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Os dias frios de outono tem sempre sua vantagem. Quando tem sol, temos belas imagens no horizonte, avistando o astro rei e o céu que parece mais "pesado", pelo ar frio.

Tudo tem suas vantagens e desvantagens, afinal.

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Estamos adentrando em mais um final de semana com feriado, já que segunda-feira é o Dia do Trabalhador.

É um dia importante e vai servir de reflexão e descanso.

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Ando com o pé que é um leque para dançar (e porque não cantar) uma baile velho gaúcho.

Nada como um roncar de gaita para espantar o frio (mas que frio? hehehe)

Bom feriado a todos.

Abraço.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Condicional

Promete-se greve geral no país para a sexta-feira próxima, dia 28. Começo assim no condicional, pois no Brasil tudo é assim, no condicional.

Obviamente uma greve geral daria um recado importante para os nossos (pseudo) políticos.

Nada é tão fácil quanto se parece.

Mas, afinal, estarão unidos os trabalhadores desse país em razão da greve?

É esperar e ver, para crer!

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Faz horas que pretendo falar disso e sempre vai passando.

Já perceberam a invasão de mosquitos neste ano? Deus do céu!

Nem noites mais amenas, para não dizer frias, tem espantado esta mazela tropical.

Bahh, já estou cansando das picadas. A verdade é que os mosquitos são como pragas. E pragas sempre se adaptam para sobreviver.

Que coisa!

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"Semana nova de guaica quase seca".

E são assim, sempre, as últimas semanas de cada mês.

Inclusive, no tocante aos assuntos.

Hehehe.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tiradentes

Hoje é feriado em alusão à Tiradentes. Não ganhou destaque em razão de profissão, mas sim, da sua luta contrária à tirania. Vejam como é a ironia do destino, passado mais de século, vivemos uma tirania maquiada, sob comando duma classe política de sempre, amparados nos ditos duma pseudo democracia.

Sim, é abstrato mesmo. Falar em política neste país, nos últimos tempos, é andar em círculos e ir do nada ao lugar algum.

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Meu bisavô por parte de pai era dentista. Prático. O Sr. Affonso Scholles deixou sua terra, Dois Irmãos, e se bandiou para a Cazuza Ferreira, distrito de São Chico. Lá construiu parte de sua vida e ganhou o respeito da comunidade. É lembrado até hoje, mesmo passados quase 4 décadas de seu falecimento.

Gosto de falar das minhas origens e respeitar os meus. O mundo não começou agora e, outrora, além do romantismo da vida, não se dispunha da ajuda tecnológica como de hoje em dia. Portanto, é preciso tirar o chapéu para meu bisavô e outros tantos.

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Esta semana falava com um conhecido sobre as estradas do interior. Ele também é do campo e sabe bem os perrengues da vida de fora. Para nós, que andamos vez ou outra, bate até uma nostalgia ao andar por estradas esburacas, desviando de pedras e outros obstáculos.

Para quem vive na Cazuza Ferreira, por exemplo, cruzar aquelas estradas é um martírio diário.

Cada um com seu ponto de vista.

Esta conversa me fez lembrar agora duma festa que fui na localidade de Pedra Lisa, adiante da Cazuza. Cousa buenacha. Nunca me esqueci da celebre frase talhada no alto do salão da igreja: "Bebam, se divirtam, mas não briguem!"

Esta dica é chave para um bom final de semana.

Abraço aos amigos.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Programa de índio

Amanhã é dia do índio. Muitas pessoas, a bem da verdade, sequer sabem ou lembram disso. Vou além: muitas pessoas sequer sabem ou lembram que os índios existem. A verdade nua e crua é sempre dura mesmo. Engraçado é que nos dias de hoje, ao menos aqui no Rio Grande, lembramos dos índios corriqueiramente sem nos darmos conta disso. Um evento tortuoso ou ilógico, por aqui chamamos de programa de índio ou indiada.

Parece comum, embora é bem pejorativo, convenhamos.

A verdade é que o modo de vida dos índios, ilógico ou não para nós, faz parte de uma cultura de séculos. Querer mudar isso é afrontoso, ainda que os próprios índios tenham mudado seus hábitos para se adaptar a realidade atual.

Dias atrás cruzei com certa frequência pelo viaduto da rodoviária ali em Sapiranga. Uma comunidade de índios tinha se acampado ali. As crianças pediam alguma coisa numa sinaleira próxima; as mulheres usavam um bebedouro na praça do outro lado da rua para lavar roupas e quem sabe até dar banho nos seus filhos pequenos. Ficaram ali talvez 1 mês, ou mais.

Foi triste de ver.

Para que existe a Funai, aliás? Não falo aqui no poder público para retirar esta pobre gente (sim, índio também é gente!) debaixo do viaduto, mas sim para amparar e dar condições de que permanecem ligados a suas origens.

Mas esperar alguma coisa do poder público nesse país é muita ilusão, não acreditam.

Que não façamos mais programas "de índio". São nossos programas, toscos ou não.

Amanhã também é dia de Santo Expedito. Muito já me ajudou e continuo na fé, embora atualmente não tenha requisitado dos seus serviços, pois imagino que tenha gente precisando mais do que eu.

Abraço a todos.

PS.: Descobri hoje (quinta, 20) que esta publicação não estava aparecendo. A ideia de publicar pelo celular, obviamente, pareceu não dar certo. Quem disse que a tecnologia sempre facilita? Minhas sinceras desculpas a todos, pela ausência!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Aquela criança cresceu!


O tempo, das coisas que rodeiam a nossa vida, é uma das poucas coisas que não podemos controlar. É implacável, de fato. Pois este tempo passou. Lá se vão dezoito anos do nascimento daquele que, até a chegada do Sr. Bernardo, era o bebê da casa. Hoje, dia 13 de abril de 2017, o Arthur atinge a maioridade civil. Provavelmente para o pai e a mãe, e mesmo para mim, vai seguir sendo aquela mesma criança de sempre.

Aquela criança que, com o perdão da palavra, parece que tinha o diabo no couro (hahaha). Não havia Cristo que fizesse se acalmar; era um furacão que pegava uma colher no restaurante, batia na mesa com avidez e gritos, dando vontade na gente de se esconder embaixo da mesa ao lado (vai que ele conseguisse desmanchar a outra né... hehehe).

Aquela criança que adorava andar de carro, mas que não tinha paciência para ir muito longe, fazendo com que o irmão predileto dele (e único), eu, no caso, tivesse que ficar contando caminhão Santa Catarina afora para acalmar os ânimos...kkkkk.

Aquela criança que no seu primeiro dia de aula, saindo de casa para a escola, apresentava um sorriso estonteante de felicidade, vestindo o uniforme do Santa, com uma bermuda que mais parecia uma calça, já que o fera era um toco de gente.

Aquela criança que se pilchava para ficar igual ao irmão, mas que resolveu numa parte do seu caminho que tinha personalidade própria, e gostava de outras coisas e outras músicas (para o meu desalento ... hehe)

Aquela criança que passou momentos difíceis, após ser submetido a uma cirurgia complicada, demandando anos de recuperação, mas que não deixou de ser aquele menino educado e consciente de que as coisas ruins passam e a vida é muito melhor do que isso.

É, aquela criança cresceu. Um homem feito, barba na cara, já na faculdade, responsável por suas coisas e quase que por sua vida. Na totalidade, a bem da verdade, a gente nunca vai deixar... hehehe. Responsável também pelo Bernardo, né Dindo?

Não escrevi estas linhas com saudosismo ou pensando de forma nostálgica. Mas é claro que da saudade de muitas coisas que aconteceram e foram importantes para mim, para ele e para toda a família. Só que o tempo, como já referi, é implacável. E assim o Arthur chega aos seus 18 anos, tendo a partir de agora outros tantos (e mais difíceis) passos pela frente. Vai crescer ainda mais com os trompaços da vida, como a sina de todos nós.

Agora falo pra ti Arthur: é uma alegria e uma felicidade poder conviver contigo e aprender também. Parabéns! Muita felicidade, saúde, sucesso e realizações. Não desiste de sonhar e de tentar executar os teus sonhos. Nunca!

Feliz Aniversário!
Te amamos!

Bruno, Mariana e Bernardo
Aos 13 dias do mês de abril de 2017.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Orgulho Gaúcho

Esperei baixar a poeira para tocar no assunto. A verdade é que vi muitas críticas ao nosso pequeno notável, o guri Thomas Machado. Tudo por causa das músicas que ele cantou no programa The Voice Kids, onde se sagrou campeão dias atrás. Cantou ele músicas de raiz sertanejas e algumas de MPB e nenhuma gaúcha. 

É claro que como tradicionalista e defensor das coisas do nosso Rio Grande, gostaria de ver o rapaz cantando e enaltecendo as coisas do nosso chão. Mas sei que o programa segue diretrizes da sua produtora e é bem possível que o Thomas não deteve o livre arbítrio para escolher as musicas que cantou. Também, era capitaneado pela cantora Ivete Sangalo que deveria ter ingerência sobre o repertório de seu pupilo.

Outrossim, e o que mais me preocupa, é que a bem da verdade nossas músicas tradicionais não são bem vistas além fronteiras. Afora a região Oeste dos Estados do Mato Grosso e Paraná, além do estado de Santa Catarina e comunidades do norte do País, a realidade é que não temos entrada nos principais mercados, como os da região sudeste. As músicas nordestinas, por exemplo, tem mais amplitude que as Gaudérias. Mas porquê isso?

Objetivamente, não sei. Palpito que nossos músicos, décadas atrás, entenderam que o mercado nacional não lhes era favorável. Nesse quesito, cumpre referir que Luiz Gonzaga, por exemplo, resolveu tocar a música nordestina para o centro do país e, em que pese tenha passado grande dificuldade, conseguiu seu lugar ao sol e assim afirmar seu talento e sua cultura. A música sertaneja, dada a natureza caipira do interior de São Paulo, acabou ultrapassando as fronteiras do cerrado e ganhou destaque quando passou a falar de amor.

Nossa música, com raras exceções, fala do campo, do cavalo e da lida do gaúcho.

Não me queixo e nem aqui quero ser bairrista. Tivemos na pessoa de Victor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, alguém que rompeu estas fronteiras e ganhou o Brasil. Mas ele foi um dos únicos. O próprio Gaúcho da Fronteira, conhecido nacionalmente, hoje em dia se dedica mais ao nosso mercado do que o do país.

Nós nunca escondemos que gostamos de valorizar o que é nosso e ter a posse disso. Arrumamos normativas até para deixar os nossos patrícios frequentarem o nosso CTG. Talvez não é o Brasil que não quer ouvir a nossa música, mas sim, nós que não queremos que nossa música ganhe o Brasil. O polêmico projeto do "Tchê Music" ta aí para não me deixar mentir. Somente o Tchê Garotos segue no mercado nacional, os demais, voltaram as origens, tiraram as bombachas do armário e estão tocando fandangos. 

O Thomas não cantou música nossa, é verdade. Mas sua alma é e sempre será gaúcha. Tá no seu jeito de se vestir, sempre pilchado, e na sua forma de se apresentar.

Um guri simples. Como todo bom gaúcho.

Que me perdoem os críticos e a acidez que lhes acompanha, mas Thomas Machado é orgulho para a cultura do Rio Grande do Sul. E ponto.

Boa semana a todos.       

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O décimo!

Chegamos, hoje, a uma marca significativa aqui no BLOG do CAMPEIRO. Nosso décimo ano de atividades, sempre voltadas para as coisas do gauchismo sem, contudo, fazer vista grossa para com as coisas do cotidiano das pessoas.

Estamos por aqui desde 2008 e nesse tempo certamente mudanças aconteceram. Lá atrás, com a minha atividade musical latente, este espaço servia para falar do dia a dia dos fandangos e eventos musicais em geral, passando por informações do gênero e divulgações dos trabalhos lançados. Hoje em dia é um espaço que trás mais opinião do que divulgação.

Sempre buscamos ter opinião.

Neste décimo ano de atividade (9 anos de vida) fomos construindo uma credibilidade que nos trás a certeza de que vale a pena continuar. Não faço isso senão para manter viva a chama do gauchismo que vive em mim e para exercitar o gosto pela escrita que cultivei quando ainda era um reles aluno de colegial.

Os altos e baixos do BLOG do CAMPEIRO serviram de aprendizado e, ao fim e ao cabo, motivação para seguir em frente. Pelo menos mais um pouco. Enquanto eu tiver contribuindo com vocês caros leitores e leitoras, amigas e amigos, para o bem comum da nossa cultura e de dias melhores para todos nós.

Quase 900 textos já publicados. Cerca de 150 mil acessos (pelo menos). Bibliografia de Monografia de conclusão de curso na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Espaço reconhecido por artistas gaúchos.

Vitórias que conquistamos com o nosso jeito simples de fazer as coisas. Simplicidade é coisa de gaúcho!

Parabéns ao BLOG do CAMPEIRO por mais esta marca conquistada!

Abraço e bom final de semana a todos.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Parabéns, Guri!


Thomas Machado foi o vencedor do the voice kids. Fiquei feliz, obviamente, embora não o tenha visto cantando algo regionalista.

A alma gaúcha do guri, todavia, esteve lá presente a todo o momento.

E isso já é fundamental.

Parabéns, Guri!

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Boa semana a todos.     



sexta-feira, 31 de março de 2017

Vida a galope.

Foram algumas mudanças em minha vida. Muitas de residência, algumas de cidade e uma boa porção em caráter profissional. Talvez a mais marcante fora quando deixei São Chico, há mais de 20 anos. Todas posteriores surgiram como um momento importante mas sem o mesmo apelo emocional.

Hoje, encerro mais um ciclo. Certa feita, comprei a história de que nossa vida é um livro aberto e, desde então, trabalho a escrever nele me utilizando de vírgulas, ponto e vírgulas e pontos finais. Estou, nesse caso, colocando mais um ponto final.

Começo a partir da próxima semana a escrever numa página em branco, com muitas vírgulas, o que é próprio das mudanças não consolidadas. E assim sigo escrevendo o "meu livro".

Parto para a décima oitava mudança em minha vida. Não será a última, me conheço. Sou um agoniado, gosto de afirmar. Ainda não encontrei o meu lugar. Um dia espero achar; talvez nunca o encontre.

É ruim não ter para onde ir, mas é bem pior não ter a liberdade de se ir aonde quiser.

E a vida segue assim, a galope.

E a galope é que a vida segue.

Bom final de semana.

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Votem no Thomas Machado!!!

terça-feira, 28 de março de 2017

A cada novo amanhecer.

É voto em lista fechada, anistia a caixa dois, pessoas se aproveitando da desgraça alheia no que tange ao tornado de São Chico, inexistência de previsão de chegada de recursos federais para reerguer parte da cidade.

Olha, vos confesso que vão passando os dias e não dá mais vontade de levantar da cama a cada novo amanhecer.

Conversei com um rapaz em São Chico, no sábado. Boa praça, tenta estar sempre sorrindo, em que pese desempregado e com uma bebê para criar. Disse-me que a vontade que dá é ir embora do Brasil. Falou no Uruguai.

Claro que o Uruguai tem seus problemas. Mas nada, repito, nada, deve se comparar com o Brasil. Dá vontade de ir embora mesmo.

Ou quem sabe não levantar mais da cama a cada novo amanhecer.

Chegado o inverno, que já se aproxima pois já temos pinhão, isso não será tão difícil assim.

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Ajude São Chico.

Seguimos na luta para reconstruir a nossa cidade. Neste momento, o que mais se precisa é MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, além de ajuda na MÃO DE OBRA.

Também estão disponíveis os canais da Prefeitura Municipal nas redes sociais, além de entidades por todos os lugares que já estão se movimentando para ajudar.

Doações podem ser feitas nas seguintes contas bancárias da Prefeitura:

Caixa Econômica Federal: Ag 0507 Op.006 Conta. 71002-0
Banco do Brasil: Ag. 0724-2 Conta 5000-8
Banrisul: Ag. 0931 Conta 040958460-1

Ajude São Chico!

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Semana cheia.
Abraço a todos.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Vote em Thomas Machado!

Certa feita, num posto de combustíveis em Estância Velha, cruzei com o pequeno notável Thomas Machado, que estava com seu pai. Fui sincero quando disse que era fã do mesmo. Conheci ele e seu irmão muito tempo antes, quando foram disputar a versão infantil do Ronco do Bugio, lá em São Chico. Vi ele e o Eduardo em alguns bailes dos Monarcas, pela região. Justiça seja feita, Os Monarcas sempre fomentou a cultura gaúcha através das novas gerações, vide seu último trabalho, um DVD com muitos artistas mirins.

Falei que era fã, com sinceridade, e continuo sendo. Por isso, venho aqui pedir o apoio de todos vocês, leitores e leitoras, para apoiar este gauchinho no programa "The Voice Kids", da Globo. O Guri tá na semifinal e conta com o nosso apoio para segui em frente. Não tem cantado músicas nossas, o que é imposto pela produção do programa, mas sempre se apresentou no palco pilchado, para mostrar de onde veio.

Conforme extraí das suas redes sociais:

"a votação acontece durante a apresentação dos representantes do time da Ivete e, pode ser feita por telefone, SMS e, no site do GShow."



Então, vote em Thomas Machado!

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Infelizmente, a nossa cultura gaúcha vem sofrendo com a falta de dinheiro do poder público. Mais um grande evento foi cancelado: o Rodeio Internacional de Osório. Previsto para o mês que vem, as dificuldades financeiras da municipalidade sepultaram a chance do Rodeio sair mesmo.

O Tafona da Canção, festival reconhecido que sempre ocorre em paralelo ao Rodeio, ainda pode ocorrer, juntamente com as festividades Farroupilhas em Setembro.

Uma pena. Mas passou da hora de termos soluções privadas para eventos do gênero. Chega de ficar pegando boquinha com prefeitura. Não acham?

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Ajude São Chico.


Seguimos na luta para reconstruir a nossa cidade. Neste momento, o que mais se precisa é MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, além de ajuda na MÃO DE OBRA.



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Ajude São Chico!

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Abraço a todos e bom final de semana.

terça-feira, 21 de março de 2017

Carne fraca. Políticos podres.

O Brasil foi sacudido com a operação da Polícia Federal que prendeu fiscais do Ministério da Agricultura, além de funcionários da indústria da carne no país; algumas unidades, inclusive, foram interditadas. Segundo informações vinculadas pela imprensa, os grandes grupos do gênero (JBS e BRF), entre outras empresas do ramo, estariam manipulando carnes que, por ventura, não detinham mais condições de comercialização, algumas já em putrefação, recolocando-as no mercado após manufatura química. Falou-se também na questão do acondicionamento e utilização de partes dos animais que deveriam ser consideradas impróprias.

As empresas envolvidas são grandes financiadoras da política brasileira, o que nos remete à corrupção. Por que? Porque políticos envolvidos no esquema fariam "lobby" para que fiscalizações sanitárias na referida empresa fossem maquiadas, através de fiscais que não tinham comprometimento com a causa, senão com seus nefastos e próprio interesses.

Chegamos a fácil conclusão, portanto, que a podridão efetiva desse país está nos políticos, que são facilmente corrompidos pelas facilidades de desviar o dinheiro publico para os próprios bolsos. Tudo não passa duma troca de favores financeiros. Não basta um Senador ou Deputado ganhar um polpudo salário, auxílio isso, auxílio aquele outro. Tem que levar uma beirada a cada obra pública, a cada equipamento adquirido e, pasmem, para fazer fazerem vistas grossas na fiscalização de carne.

A carne que comemos todos os dias. Claro, generalizo. Eu não corro esse risco, pois sempre preferi pagar mais caro no açougue perto de casa, onde sei da procedência, a encarar estas carnes bagaceiras embaladas.

É um caso de saúde pública. Estão nos fazendo ingerir alimentos podres para patrocinar a corrupção e a ganância. Bandidagem! 

Que se exploda a economia brasileira. Agora, temos de ir até o fim e, quando lá chegarmos, tocar água sanitária para matar todos os germes que permeiam este país.

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Ajude São Chico.

Seguimos na luta para reconstruir a nossa cidade. Neste momento, o que mais se precisa é MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, além de ajuda na MÃO DE OBRA.

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Ajude São Chico!

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Boa semana a todos.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ajude São Chico! Segue a peleia!

Uma verdadeira corrente do bem está unindo o povo serrano, os gaúchos e gaúchas de todas as querências e o povo brasileiro.

Felizmente, a união de esforços tem conseguido ao menos atenuar as consequências do tornado (agora oficial) que atingiu a terra boa de São Francisco de Paula. Como mencionei no início da semana, realmente, o efeito é devastador em todos os sentidos. Voltei de lá impotente, pois me pareceu que não fiz nada para contribuir. Estava difícil até pensar por onde começar. Mas, aos poucos, cada um tem ajudado como pode e muitos ainda ajudarão.

A Prefeitura segue informando que a necessidade maior, no momento:

- alimentos;
- produtos de higiene e limpeza, fraldas de todos os tamanhos;
- materiais de construção;
- cobertores, cobertas e etc.

Hoje, novamente estou aqui pedindo ajuda para os meus conterrâneos. Quem viu, in loco, as cenas que eu vi ontem, certamente não conseguiu dormir. É desesperador o desespero das pessoas e só a união de todos será capaz de trazer um pouco de conforto para todos que perderam tudo o que tinham.

Estou, portanto, à disposição para levar para lá o que puder ser arrecadado:

bruno_campeiro@hotmail.com ou 99125-8081 ou 98304-7227 ou 054 99966-0810.

Também estão disponíveis os canais da Prefeitura Municipal nas redes sociais, além de entidades por todos os lugares que já estão se movimentando para ajudar.

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Caixa Econômica Federal: Ag 0507 Op.006 Conta. 71002-0
Banco do Brasil: Ag. 0724-2 Conta 5000-8
Banrisul: Ag. 0931 Conta 040958460-1

Ajude São Chico!


Bruno Costa