sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Bençãos de São Pedro

Reservou-nos, São Pedro, dias de chuvarada para esta semana farroupilha. Bastante chuva, que nos faz lembrar de grandes sucessos da música gaúcha, tais quais "Milonga Abaixo de Mau Tempo", "Batendo Água" e "Dia de Chuva".

Serve sempre a chuva para purificar a alma da gente, penso eu.

Claro que melhor seria se o volume não fosse tão grande. Entretanto, preciso lembrar que há algum tempo não tínhamos chuva, agravando-se pelo fato das temperaturas de verão em pleno inverno.

Mas para o Gaúcho que não se assusta com pouco, a chuva de São Pedro vale como bênção e não como estorvo.

E que molhe o campo véio gaúcho!

***

A melhor programação da Semana Farroupilha da região está em Sapiranga, sem dúvida alguma. O Acampamento Farroupilha de Sapiranga, que ocorre junto ao Parque do Imigrante (Festa das Rosas) é de fundamento, com uma bela estrutura e muitos piquetes.

Ouso afirmar que só perde para o Acampamento Farroupilha, na Capital.

Na programação fandangueira deste ano temos, hoje - 15/09, Os Monarcas; dia 19/09, Os Tiranos e dia 20/09, João Luiz Corrêa e grupo Campeirismo, entre outros.

Sugiro a visita ao local. Xucrismo puro.

***

Para encerrar, peço a oração e boa fé de todos. A grande lenda da música brasileira, o gaiteiro de São Chico ADELAR BERTUSSI está hospitalizado.

Força Adelar e que em breve esteja dando Oh de Casa! por este Rio Grande afora.

Bom final de semana a todos. 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Nós, os bonzinhos (ou bobinhos?)

Lembro-me que não vai muito uma barra de chocolate tinha até 200g e custava metade do que se paga hoje em dia. Só que hoje em dia, a mesma barra já não passa de 100g.

Ninguém reclama!

Do mesmo modo, um pacote de bolacha trakinas, paixão de minha infância, não pesava os ínfimos 118g de hoje em dia, tampouco custava perto de R$ 2,00.

Ninguém reclama!

Acredito que até bem poucos dias atrás, gasolina a R$ 4,00 o litro representaria uma guerra de reclamações. 

Pois ninguém reclama!

Almocei sozinho num restaurante dia desses e quando fui pagar desembolsei R$ 34,00. Fiquei apavorado.

Não reclamei, mas também não perguntei antes de me servir. Culpa minha, óbvio.
Não mais irei no local. E pronto.

E assim virou a vida de nós, os brasileiros, os bonzinhos. Ou bobinhos?

Aquelas batidas de panelas e manifestações eram mesmo por causa da corrupção?

É que só piora e o brasileiro tá qual dita nosso hino nacional: deitado em berço esplêndido.

É um moralismo falso a cada dia no facebook. Gente sem moral falando dos outros.

Bahhhh. Que coisa!

Encolheram nossa comida. Mais uma vez.

Boa semana a todos.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Pintando o 7

Quando é chegada a hora de mais um dia da independência do Brasil, sempre volto no tempo para lembrar do que já escrevi sobre o tema.

Desta vez sequer passei do ano passado. O que escrevi em 2016 cai como uma luva agora.

Fossemos uma país de patriotas, não estaríamos assistindo aos absurdos do Capital Federal de braços cruzados. Sempre achei que o problema não era o corrupção, mas sim do Partido dos Trabalhadores no poder.

Hoje tenho certeza!

De um ano atrás:

"Há alguns anos, por aqui escrevi da dificuldade do brasileiro expor seu patriotismo, afora manifestações ligadas ao esporte. Abro um parenteses, aqui, para tirar fora o futebol, pois, neste, há uma paixão própria enraizada. As pessoas não amam o futebol por ser o Brasil, mas por ser futebol, mesmo. 

Parece-me que fosse o brasileiro um patriota, não teríamos chego mais uma vez ao fundo do poço da democracia. Nossa jovem democracia, outrora manifesta e pujante, agora sucumbe na esperança de que novos dias virão, quando, se for analisado os personagens que através da política tentam desenhar o futuro, nossa esperança é utópica, demonstrando que o fundo do poço é mesmo profundo. 

Hoje é 7 de setembro, dia da independência do Brasil. Mas que independência é esta, alguém sabe me responder? Ser independente é conquistar a façanha de impedir o prosseguimento de mandato de dos presidentes da república em menos de três décadas de democracia? Ser independente é fazer com que o povo sofra na fila dos hospitais? Ser independente é ter uma educação ruim ou péssima? Ser independente é atochar o povo com uma das maiores cargas tributárias do mundo?

Não sei responder nenhum dos meus questionamentos. Simplesmente porque nós, os brasileiros, somos independentes na teoria, mas, não sabemos o que isso representa na prática.

Vejamos que há cada dois anos, através da independência democrática do voto, podemos exercer a livre manifestação da independência, elegendo nossos representantes. Pasmem, em pleno século 21, continuamos elegendo corruptos e reelegendo pessoas que não tem a mínima preocupação com o interesse público, mas com seus próprios interesses.

Esta é a nossa independência?

O que é ser independente, afinal?

Num Brasil cada vez mais velho, questões que nunca deixam de ser novas.

Vamos crescer, algum dia?

Às margens do riacho Ipiranga, lá em 1822, Dom Pedro gritou para quem lá estivesse e quisesse ouvir: independência ou morte? Optamos pela primeira, embora eu me pergunte o que teria acontecido de nós se tivéssemos tomado o caminho da segunda opção. 

Quem sabe das cinzas da suposta morte, com fênix, teria ressurgido um novo Brasil, realmente independente. Nas cinzas, novamente, estamos, imperioso compreender. Então, que alguém (de conduta ilibada e idônea) volte ao Riacho Ipiranga e grite novamente: "Independência ou morte?".

A partir de então, ou aprendemos o que significa independência ou que morramos de vez. 

Triste, mas verdadeiro".

Bom feriado a todos.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O bugio voltou pra casa

Foi bastante concorrida a 26ª edição do Ronco do Bugio. Muitos músicos talentosos com composições de grande qualidade. Venceu a obra "Tropa Quarteada", letra de Jairo Fonseca e música de Leonel Almeida e Volnei Gomes, interpretada pelo último.

Pois o bugio voltou pra casa.

Falo-lhes isso, pois, desde a 3ª edição, vencida por Gonzaga dos Reis, uma composição de São Chico não ganhava o festival da cidade. Há muito tempo, portanto. Nesse tempo, o mais perto que chegamos foi com José Claro, o Zezinho, que venceu dois festivais e não esconde ser um filho de criação de São Chico.

Feliz pelo resultado que enaltece o talento local.

Parabenizo, novamente, o grande Léo Ribeiro pela organização, junto com seus pares, bem como à municipalidade por manter o Ronco do Bugio no calendário. Vida longa!

Quanto ao resultado completo, reporto-me ao Blog do Léo Ribeiro:




"DOMINGO, 3 DE SETEMBRO DE 2017




Cortado de alça de gaita e embebido de alegria pelo sucesso musical e de público alcançado por mais uma edição deste que tornou-se um ícone festivaleiro, o Ronco do Bugio, sem tempo nem para tirar uma chapa para ilustrar esta postagem, viemos trazer o resultado deste grandiosos evento.

A curiosidade é que as duas músicas oriundas de sexta-feira, ou seja, da fase local, saíram-se premiadas. Uma em primeiro e a outra em terceiro lugar. Isto atesta o que afirmamos no dia de ontem ao falarmos da qualidade das concorrentes locais e também do acerto que tivemos em oportunizar este espaço aos artistas da região. 

Premiações: 

1º LUGAR: TROPA QUARTEADA
Letra: Jairo Fonseca / Música: Volnei Gomes e Leonel Almeida

2º LUGAR: SÃO FRANCISCO POR ESCOLA
Letra: José Claro / Música: José Claro

3º LUGAR: JANELA DO MUNDO
Letra: Nelson Ortácio / Música: Rodrigo Pires

MÚSICA MAIS POPULAR: UM BUGIO PARA SÃO CHICO
Letra: Velho Milongueiro / Música: Eliandro Luz

MELHOR INTÉRPRETE: Lincon Ramos

MELHOR INSTRUMENTISTA: Gabriel Claro"

***

Na sexta-feira dei uma passada no CTG Rodeio Serrano para conferir a fase local do Ronco do Bugio. Fui também prestigiar meu grande amigo, pessoa por quem nutro elevada estima, Cirilo Schuch que concorria.

Fiquei por um canto, tentando não chamar muita atenção. Casa cheia, enfim. Mas certa feita o Cirilão me achou. E os minutos de conversa viraram horas.
Não nos víamos ou no falávamos há mais de ano. Mas parecia pouco mais de um mês. Lembramos dos fandangos que passamos, das parcerias de composições e da tentativa de retomar uma proximidade.

Fiquei muito feliz naquela noite, pois revi um grande amigo e tive certeza desse sentimento.

Um amigo pode ficar afastado de você por muito tempo, mas se for mesmo seu amigo, isso é o que menos importa.

Forte abraço, Cirilo Barcelos Schuch!

Boa semana a todos.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Ronca o Ronco

São Francisco de Paula se orgulha de ser a cidade mais tradicionalista da serra gaúcha. Também pudera, afinal, é mãe de ilustres gaúchos que engrandecem a cultura do Rio Grande além fronteiras.

Mas, também, São Chico é terra do festival mais autêntico do estado: o Ronco do Bugio.

Pois, hoje, se inicia mais uma edição. E esta 26ª edição trás uma novidade, que é uma etapa "regional" que visa privilegiar os músicos nascidos ou residentes em São Chico. Serão, hoje, 10 composições concorrentes, todas dos filhos de São Chico, das quais duas estarão amanhã disputando a etapa "estadual" junto com outras 10 composições já selecionadas e que vem de todos os rincões do Rio Grande e também de Santa Catarina.

Uma ideia bastante original e que visa dar apoio a gente de São Chico que, muitas vezes, tem o talento mas não tem a mesma condição que os colegas que fazem de sua vida a ronda dos festivais.

Parabéns ao Léo Ribeiro e a municipalidade pela nova proposta.

Outrossim, desta feita teremos uma merecida homenagem a Francisco Castilhos, o Xico e a Albino Manique, ilustres filhos de São Francisco e fundadores do conjunto Os Mirins.

Os Mirins que hoje animarão o baile de encerramento. Amanhã tem Volnei Gomes e grupo Cantando o Rio Grande, além de show com Cesar Oliveira e Rogério Melo.

Todos os caminhos, portanto, nos levam a São Chico.

Se bamo ver o Ronco roncar?

Bom final de semana a todos, Vem verão por aí!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Do que preciso

Quando abri a página do BLOG do CAMPEIRO, hoje, a primeira coisa que vi foi a imagem do Bernardo. Sou um pai bem babão. Por pouco não deixo essa postagem anterior para sempre, só para abrir a página e ver aquela cara meiga que só o Bê sabe fazer (ao menos para mim).

Mas não quero ficar colocando quebrante no meu filho, então, seguimos.

***

E fechamos as portas de mais um agosto. Agora é contagem regressiva para o final de mais um ano. Semana que vem já temos os festejos farroupilhas a toda prosa e os fandangos passam a se espalhar pela região.

Pena que a motivação pela cultura gaúcha tem sido tão pontual, ultimamente.

***

Estes dias parei num posto de combustíveis para abastecer. Nem vi o preço. Daqui a pouco me dei conta que estava R$ 3,99 o litro da gasolina. Fiquei puto da cara, mas aí já tinham se ido metade dos meus R$ 50.

Passei então a colocar etanol. A porque não sei o que gasta mais e isso e aquilo. Pois é. Pode até ser. Mas eu me nego a pagar R$ 4 num litro de gasolina podre, como a nossa.

Por ora, só etanol.

***

Tem dias que ando meio deprimido, ultimamente. Outros estou mais bem disposto, otimista.
Penso que este conjunto de sensações diversas tem sido interessantes.
Me fazem pensar antes de agir. Mostram que sou de carne osso e não 'o imbatível'.

Principalmente, demonstram que eu preciso de muito pouco para ser feliz e, do pouco que preciso, já tenho tudo.

Bê e Mari.

Mais não preciso.
Mais não digo.

Abraço a todos.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Nosso pequeno grande homem!

Hoje é um dia muito especial na minha vida e da Mariana. Há dois anos vinha ao mundo o bem mais precioso que a gente têm: o senhor BERNARDO.



Pois o senhor BERNARDO ganha fama por onde passa. É o moço dos sorrisos mais lindos, dos cabelos cacheados, da personalidade forte e marcante. O Senhor dos desejos, apaixonado por dirigir o carro do papai e da mamãe (e ai de quem tirar ele do volante!)



Há dois anos vivemos a cada dia novas alegrias com os seus sorrisos de contentamento a cada nova descoberta, ao mesmo tempo que estamos ao seu lado a cada tombo que a vida lhe trás.


E pensar que até bem pouco tempo eu nem gostava do mês de agosto. E pensar, também, que até dois anos atrás eu me julgava feliz plenamente.



Hoje eu sou feliz por completo por causa desse moço, o dos sorrisos bonitos, o biscoito do Papai e da Mamãe.



Feliz Aniversário, Bê!
Tu é o grande amor das nossas vidas. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sinal dos tempos

Não era nem seis da manhã quando eu alcancei a praça de pedágio em Santo Antônio da Patrulha, dirigindo-me ao litoral (não, não fui fazer turismo, tampouco cheguei perto do mar). Parei e saquei uma nota de R$ 50,00. A única que tinha, para pagar o pedágio de R$ 5,20; eu forneci duas moedas de R$ 0,10 centavos, para ajudar, achando que tivesse fazendo grande coisa.

A atendente na cabina sequer me deu bom dia quando viu que eu tinha uma de 50. De pronto, com uma cara emburrada, perguntou se eu não tinha nada menor. Pois não tinha. Ficou brava e contrariada, balbuciando alguma coisa que não entendi enquanto pegava o meu troco. Sim, ela tinha troco para os meus R$ 50; nem foi tão difícil assim.

Vejamos, eu só tinha uma nota de R$ 50,00. Mas se tivesse outra menor e quisesse pagar com a minha de R$ 50,00, qual o problema? Também não entendi a reação da moça. O dinheiro é dela, por acaso? Será penalizada por receber uma nota mais alta? A obrigação de fornecer (e providenciar) o troco dos motoristas que ali passam é dela?

Isso é sinal dos tempos. As pessoas se julgam no direito de julgar as outras, querendo ser redundante mesmo. Com que direito? Não sei. Foi uma coisa pequena? Claro. Porque estou tratando disso? Para mostrar que é assim que começa a intolerância.

Somos uma pátria de intolerantes. 

Mas não para tudo. Fossemos por completo, já haveria outro país chamado Brasil. Ou não?

***

No resto do mundo não é muito diferente. Meu amigo Rodrigo de Bem Nunes, outrora colaborador festejado deste blogue, escreveu na sua coluna dia desses sobre uma ideia de erradicação da Síndrome de Down na Islândia.

E pensar que as vezes a gente acha que já viu absurdos que chega!

Tirem suas próprias conclusões. Vou lhes fornecer o link:


Seria o sinal do FIM dos tempos?

Boa semana a todos.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Gaiteiro por demais

Esta semana o gaiteiro Porca Véia anunciou que estava ganhando alta do hospital, após ser submetido a um transplante de rim. O motivo, a bem da verdade, que o fez deixar os palcos há pouco mais de três anos.

Por uma questão de respeito, as pessoas próximas a ele e mesmo nós, músicos da lida fandangueira, não trouxeram a público a verdadeira razão da despedida precoce do Porca dos palcos da nossa música gaúcha/serrana.

Mas agora ele mesmo falou abertamente e pareceu feliz com a sua recuperação inicial de saúde. Há muita coisa para rolar ainda, mas o Porca Véia já anunciou que pretende voltar aos palcos dentro de 01 (hum) ano.

Estamos, portanto, na torcida, primeiro pela sua recuperação plena e, depois, pelo seu retorno, definitivo - já que andou fazendo aparições pontuais com o Grupo Cordiona, aos palcos, para fazer aquilo que ele sabe, que é animar e botar a gauchada para dançar, no tranco buenacho do Rio Grande.

Saúde, Porca Véia! Gaiteiro por demais...

***

Nos primeiros dias do mês Farroupilha tem Ronco do Bugio em São Chico.

Mais adiante trataremos do tema. Por ora, informo atrações:

Bailes com Os Mirins e Volnei Gomes e Grupo Cantando o Rio Grande;

Show com Cesar Oliveira e Rogério Melo.

***

Bom final de semana a todos.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Das coisas que não sei.

Dia desses, conversava com a Mariana refletindo alguns rumos da nossa vida. E no contexto de que a vida é cheia de perguntas e pouquíssimas respostas, exteriorizo o que com ela divaguei:

"Quando decidimos que a dedicação exclusiva ao trabalho seria nosso lema?"

"Porque não tiramos mais férias há 6 anos?"

"Porque não conseguimos fazer um simples passeio de fim de semana?"

"Porque nunca mais fomos para praia, assim, em meio ao inverno?"

"Porque não fazemos passeios bobos, mas que o Bê iria adorar, tipo ir na pracinha?"

"Porque nunca mais fomos a São Chico para passear?"

"Porque não saímos mais para dançar ou ouvir uma boa música?"

"Há quanto tempo não passamos uma noite em um hotel?"

"Desde quando lazer virou sair para jantar fora?"

"Há quanto tempo não vamos ao cinema?"

"Quando decidimos relegar a vida, o ato de viver e ser feliz, a segundo plano?"


Perguntas difíceis? Acho que não.

Mas eu confesso, meus caros e bons amigos leitores deste blogue, que, hoje, não consigo responder a nenhuma delas.

A bem da verdade, não sei o que responder. 

Talvez por isso é que as vezes eu me sinta tão perdido.

Há poucas horas atrás perdi o meu cartão do banco. Não sei como. Suponho que no banco mesmo. Como isso aconteceu? Não sei!

Das tantas coisas que não sei mais. Ou, quem sabe, nunca soube.

Boa semana a todos.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Bodas...

Não foi por esquecimento ou por falta de vontade que não apareci no meio de semana e só o faço, hoje, no meio.

Hoje é um dia importante na minha vida, duplamente.

Primeiro que faço quatro anos de casado com a Dona Mariana.

Muitas alegrias. Alguns percalços e um grande susto.

Mas tudo passa. 

O que fica são as boas lembranças e recordações dos grandes e melhores momentos.

E o nosso bendito fruto, o moço dos sorrisos bonitos, que coroa a nossa relação.

Te Amo, Mariana!

Bodas de Flores:








***

Noutra senda, a postagem de hoje é a de nº 900. Uma marca histórica, a julgar a regularidade dada aqui de duas postagens por semana. raríssimas vezes ultrapassamos isso.

Estou muito feliz.

Agradeço a todos que participam desse meu projeto, aos amigos que por aqui já deram sua contribuição, o Rodrigo, o Duda e, em especial, ao Antônio que foi quem me motivou a aderir a vida blogueira.

Que venham outros 900.

Será que devo?

Muito obrigado a todos e um grande abraço!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Dose de saudade.

Dias atrás refiz um caminho que há muito não fazia. Cruzei o bairro que me recebeu quando vim morar em Novo Hamburgo, há 21 anos - completados ontem. Logicamente não raro eu passo por lá, mas sempre no mesmo caminho, sem cortar voltas ou tomar coragem de entrar em ruas que, de alguma forma, marcaram o começo da minha trajetória que culminou na vida adulta. Olhando tudo que passou, como um filme ao cobrir as vistas, concluo que eu saí de São Chico para ganhar o mundo e me tornar gente. Teria feito o mesmo se permanecesse por lá, mas quis o destino me afastar de casa.

Desci a rua da ladeira em Hamburgo Velho, tomei o trajeto do Vila Nova. Antes de adentrar na rua Porto Alegre, olhei para minha esquerda e por segundos contemplei o Santa Catarina, colégio que me fez criar boas lembranças e me deu um grande amigo. Segui meu percurso e a leve curva me colocou na Aloísio de Azevedo, rua que me recebeu quando por aqui cheguei. 

Diminuí mais uma vez a velocidade para poder contemplar o velho prédio na esquina com a Luis de Camões, que há um bom tempo sei que não tem mais aquele rosa chamativo, que transformou o edifício em ponto de referência. Era mais fácil, afinal, dizer que eu morava no prédio rosa "cheguei" da esquina do que referir que residia na esquina da Bebidas Cassel, que aquela época já não mais vivia seus dias de glória e hoje já nem existe. 

Fui até o fim da rua, onde hoje (finalmente!) existe uma rótula no cruzamento com a General Daltro Filho. Mas antes de seguir no rumo de Ivoti, paro onde eu iria, uma coisa dentro de mim fez eu fazer a rótula no sentido do retorno à Aloísio de Azevedo, para o fim de virar naquela ruela em que por muitas tardes da minha vida joguei futebol. Hoje asfaltada, naquele velho e bom tempo era de saibro, sendo que cada tombo rendia noites de ardência com o mertiolate que, na minha infância, era "raiz" e ardia. Lá morava o Felipe, o Diego, o Ernesto e outros tantos. Desci a rua devagar e quando cheguei na velha casa de madeira quase parei, com a esperança de enxergar o meu velho e bom amigo Beto, pai do Diego, que me fez aguentar as pontas como Colorado, já que meu time não ganhava nada naqueles tempos.

Foi na sala da casa do Beto que vi meu time ser campeão pela primeira vez, isso entendendo o que o que representava, naquele 1x0 com gol do Uhh Fabiano, em 1997. Foi na tv do Beto que vi meu time fazer 5x2 no maior rival. Mas não quis o destino fazer eu enxergar o Beto. Nem sei se ainda mora lá ou se vive. Torço para que sim. Grande pessoa.

Fiz a volta para, enfim, tomar meu rumo em definitivo. Ainda enxerguei o velho campo de futebol que fizemos quando não deu mais para jogar na rua de saibro. Hoje, um bonito prédio no local. E assim, a vida vai passando como um filme em seus olhos. Mas antes de sair da rua, pela primeira vez na vida, olhei para a placa e descobri que se chama Henrique Dias.

E pensar que foi para a rua Henrique Dias que fui morar quando deixei Novo Hamburgo rumando a Ivoti. Meus pais, lá permanecem até hoje. É, meus caros amigos e amigas, parece que a vida, no fim das contas, marca o seu destino e por mais que você fuja, sempre volta para ele.

Como um bom nostálgico que sou, obviamente, escrevi tudo isso com uma boa dose de saudade. 

Com uma generosa dose de saudade!

Bom final de semana a todos.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Não parabenizei o Velho.

Outro episódio que marcou minha relação com o pai, e não quis referir em uma publicação festiva, foi uma situação na qual eu demonstrei uma falta de educação absurda. Estava de férias em São Chico e voltei justamente para o aniversário do Velho, que ia ser comemorado numa terça gaúcha da Sociedade Lomba Grande, na época um dos principais eventos da cidade. Ia ter casa cheia e para conseguir jantar tinha de chegar cedo. O cardápio, se me permitem referir, era uma preciosidade. Hoje em dia, os eventos, a meu ver, estão bem mais enxutos que outrora, inclusive no tocante à janta.

Vim de ônibus de São Chico. Comigo minha tia e o meu primo Maicon. Cheguei em casa, vi darem os parabéns ao meu pai e eu, inexplicavelmente, não o parabenizei. Ele ficou bastante chateado com aquele episódio, mas depois passou, obviamente. Não lembro quanto tempo faz isso. Entre 18 e 20 anos, talvez.

Porque lembrei?

Porque o baile era animado pelos Garotos de Ouro.

***

Pois na semana que vem, dia 08, Os Garotos de Ouro estarão na Sociedade Gaúcha, novamente. Já sem a formação de outrora e com um mercado mais voltado para Santa Catarina, mas sempre sendo Garotos de Ouro.

Não deverei ir, mas tenho certeza que será um grande fandango.

***

Antes que perguntem porque estou falando quase só do passado, respondo que pelo menos tenho assunto para falar. Falar do presente, aqui pelas coisas do pago ou mesmo em nível de Brasil é chover no molhado.

Estes dias o Jornal O Globo noticiou que o governo federal tava tranquilo, pois o povo nem chiou com o aumento de impostos. Sabe o que aconteceu depois? Nada!

País de hipócritas dormentes.

***

Uma das minhas paixões, até pouco tempo atrás, era o cinema. Bahh não tinha lançamento que eu não conhecesse. Perdi um pouco este ímpeto, nos último 5 anos pelo menos. Vou tentar voltar a ativa e vez ou outra falar de algum filme por aqui.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Os 50 do paizão!

Depois dos vinte anos, me parece que a representatividade maior no quesito aniversário são as datas cheias, tipo 30, 40 e assim por diante. Ao menos as festas, quando existem, em regra são nesses períodos. Meu pai, para mim Dr. Luis; Cezar para alguns e Cazuza para uma grande maioria, principalmente o povo de São Chico, alcança nesse domingo, dia 30, o seu cinquentenário. Data que deve ser comemorada, afinal, como ele mesmo vem dizendo, não se faz 50 anos todo o dia e ele fará uma vez só.

Enfim.

Difícil falar dos pais da gente. Para mim é, pelo menos.

Meu pai sempre amou os filhos, não tenho dúvida. Do seu jeito, mas ama de forma incondicional. Nunca nos deixou faltar nada, principalmente, no tocante a criação. Foi em casa que aprendemos a ser honestos, a ter ética e a respeitar os valores. A versão mais "paizão", digamos, tenho assistido no Luis Cezar avô. É um dengo com o Bernardo que me impressiona.

Mas eu também tive muitas versões paizão. Como a vez que ele me deu o seu boné dizendo que não tinha dinheiro para me dar outra coisa. Desnecessário. A uma que a situação financeira não tava tão ruim assim. A duas que eu nem precisava de presente, pois nunca fui ligado nisso. Ou a vez que ele tinha me prometido levar no Beira Rio para assistir o Inter contra o Santos, mas como era muito tarde e não tínhamos carro disponível à época (a boa e velha Brasília verde abacate tinha ficado em São Chico) para voltar, para cumprir sua promessa, posamos em um hotel em Porto Alegre. Vitória do Colorado. E minha.

Aliás, meu pai me ensinou a ser Colorado e eu agradeço a cada dia por isso. Eu nasci para ser Colorado, afinal, e o sou com muito orgulho. Vamo, vamo, Inter!!!

Meu pai que nunca deixou de me estender a mão quando eu mais precisei. Meu pai que esteve a todo o momento comigo no hospital, agora pouco, quando a Mariana por lá uns dias ficou. Meu pai que estava lá quando o Bernardo nasceu e foi, sem dúvida alguma, o dia mais feliz da minha vida.

Meu pai que suportou minhas idiotices, principalmente quando o assunto era política. Meu pai que briga, fica de mal e, sem mais nem menos, te liga e segue a vida como se nada tivesse acontecido.

O meu paizão faz 50 anos. 

Como filho, ainda espero ver ele exercendo a advocacia plena, pois é um profissional brilhante. Também espero ver ele dentro duma sala de aula, pois sei que tem talento para ser um grande professor de direito tributário. O velho é bom no que faz. Competente, focado e centrado. Me corrijo: o velho é muito bom no que faz!

É difícil esvrever para ti pai. Estou há uma semana mexendo nesse texto.

Preciso te dar os parabéns, te desejar muita felicidade, saúde e realizações. Mas, acima de tudo, preciso dizer que TE AMO!

Muito obrigado por tudo.

Feliz Aniversário!

Beijos meus, do Arthur, da mãe, do Bê e de todos os teus!  

terça-feira, 25 de julho de 2017

Nós, os inocentes!

Meu assunto hoje era outro, mas como ando bem cansado, prefiro guardar minhas energias para falar de assuntos mais razoáveis, ao menos. Tenho a impressão que a sociedade como um todo está em modo inerte, achando que a qualquer momento as coisas vão, num estalo, tomar o rumo e fazer melhorar a vida.

Como somos inocentes, nós, os brasileiros.

***

O que vou dizer parece chover no molhado, mas é a realidade. O aumento dos combustíveis é para custear as emendas parlamentares liberadas e a distribuição de cargos realizada pelo governo federal para abafar a denúncia criminal contra o presidente da república e outras acusações de um governo que, talvez, terminará antes mesmo de ter começado.
Felizes, por ora, quase todos. Menos os bobos. E por que são bobos?

Pois é!

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Tivesse escrito este texto na sexta-feira, estaria aqui destilando acidez. Talvez tenha sido melhor assim. Tem sido difícil, afinal, falar verdades. Não pelo ato de dizer, mas pela intolerância e burrice daqueles que não gostam de verdades.

É melhor a ilusão.

Pobres inocentes!

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Só eu que acho que este mês de julho, neste 2017, tá bastante insosso?

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E vida que segue porque segue a vida.

Compreende?

Boa semana a todos.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Abrindo cancha pro Rio Grande

Não poderia ser diferente na postagem de hoje, senão para parabenizar o GRUPO RODEIO pela brilhante conquista alcançada na última quarta-feira, dia 19.

O conjunto de São Leopoldo, liderado pelo grande Régis Marques, ganhou o título de melhor grupo regional, no 28º Prêmio da Música Brasileira. A solenidade ocorreu no Teatro Municipal da cidade do Rio de Janeiro.

Mais uma vez, Régis Marques empunhando a Bandeira do Rio Grande e valorizando o que é nosso.



Parabéns, Grupo Rodeio!

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Lamentei a morte do jornalista Paulo Sant'Ana. Obviamente o tempo em que o meu Internacional estava em baixa era terrível sorver suas ironias e deboches.

Mas com o passar do tempo passei a repeitar a sua forma de ver a vida. Ele era dum tempo em que se podia dizer as coisas sem receber em troca esse falso moralismo pregado na sociedade atual.

Fará falta o personagem Paulo Sant'Ana para expor as mazelas do nosso cotidiano.

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To meio por fora da agenda gaudéria, portanto, hoje não poderei anunciar os fandangos da região.

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Aumento nos combustíveis? Piada e assunto para semana que vem.

Bom final de semana a todos!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O mundo véio tá virado.

Quebrei geada hoje pela manhã em Novo Hamburgo, algo pouco comum na cidade, admito. Segunda-feira, vi neve em São Chico, embora por pouco tempo. O que teve mais foi a chuva congelada. Promete-se, todavia, a volta dos dias amenos beirando o calor para semana que vem, isso em pleno inverno.

O mundo véio tá virado!

Vi gente tirando fotos dos seus carros brancos de geada, hoje pela manhã. Mas qual a novidade de geada em pleno inverno?

O mundo véio tá virado!

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Já, ontem, estive em Caxias do Sul, visita rápida. Embora a crise tenha trazido transtornos para a cidade, que a bem da verdade mal conhecia a palavra desemprego, ainda acho um município organizado, com senso de planejamento e concepção urbana.

As cidades da região metropolitana não têm isso, por exemplo. Lá na entrada da rua tem uma placa com o nome. Em todas em que já passei. E o centro tem ordem. Lugar de carro é numa pista e de ônibus é em outra. 

Estava mais frio, obviamente. Mas Caxias do Sul me trás uma ideia interessante de futuro.

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Sugeri, ontem, em uma conversa que o facebook tinha criado uma legião de imbecis funcionais. Na realidade, não criou, apenas apresentou para o mundo. Eles sempre existiram, mas não tinham coragem, em sua maioria, para se apresentar em público. Já agora, atrás de um computador, em lugar muitas vezes não sabido, fica mais fácil. Se a bobagem for muito acintosa, basta apagar. Simples, como a vida, não acham?

O mundo véio tá virado e ponto final.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Festa do Pinhão

Começa hoje o segundo, e último, fim de semana da Festa do Pinhão em São Chico. Desta vez não me farei presente, por motivos pessoais e familiares. Não sei se já não tinha ido em alguma festa antes, mas, das 21 edições, devo ter estado em quase todas. 

Nem por isso, todavia, deixarei de convidar a todos para se dirigirem aos campos dobrados de São Chico, fins de aproveitar e degustar o patrono da festa, o pinhão.

No campo da boa e velha música gaúcha, hoje tem Os Tiranos e domingo, no encerramento, Volnei Gomes e grupo Cantando o Rio Grande.

Duas baitas opções!

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Prevê a meteorologia que o nosso veranico vai acabar e uma forte onda de frio, que deve trazer, inclusive, a tão festejada neve, está chegando a galope, a partir do domingo.

Segunda-feira cedo estarei em São Chico.

"Não podemo se entregá pro home."

Subo a serra de PALA e cuia. hahahaha

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Ontem estive em Gramado. Volto a elogiar a cidade que, do turismo, criou sua fonte de renda principal. Mostra como se faz e que dá para fazer.

Acorda São Chico!!!

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Senhoras e senhores, indico-lhes a Festa do Pinhão, no parque Davenir Peixoto Gomes - a Balança, em São Francisco de Paula/RS.

E um bom final de semana.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Meu pensamento ousado.

Mas por pouco eu não perco o prumo. De última hora tive de fazer umas corridas pelo Rio Grande e quase não deu tempo de chegar a tempo, com o permisso da velha e boa redundância.

Mas se bamo...

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Fica até difícil de falar algo sobre a nossa política. Hoje foi aprovada a Reforma Trabalhista, com alguns pontos interessantes e outros perigosos. Muito perigosos.

Só o tempo vai dizer quem teve razão.

Mas me parece que a julgar a situação do país, esta aprovação foi, de fato, na surdina.

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Ao menos por uns dias, a questão da reforma trabalhista cria uma cortina de fumaça em torno da situação delicada do Presidente que, agora, parece estar sendo fritado inclusive pelo Presidente da Câmara, seu eventual sucessor.

Ouso arriscar que entramos em agosto com um novo Presidente. E lá se vai mais um pouco da República.

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Dizem que o melhor do brasileiro é sua alegria. Também ouso dizer que é o pior.

Me parece que com isso perdemos o senso de indiguinação com as coisas erradas, simplesmente por achar que tudo pode ser resolvido com festa.

Não sei. Mas acho que vamos cruzar uma geração até termos chance do país ter algum futuro novamente.

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É ver para crer.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Chasque para um começo de julho

Permisso, paysanos, porque hoje falarei por aqui brevemente. Muita corrida, nos últimos dias, o que me impede de dedicar, de corpo alma, ao menos um quarto de hora para tecer alguma prosa ao pé da orelha com os amigos e amigas.

Entonces, vamos chasqueando.

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Começa hoje a 21ª edição da Festa do Pinhão, em São Francisco de Paula/RS. Este ano o evento volta ao Parque Davenir Peixoto Gomes, a popular Balança.

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Na próxima terça-feira tem João Luiz Corrêa e grupo Campeirismo na Sociedade Gaúcha de Lomba Grande, em Novo Hamburgo/RS.

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Por falar em Lomba Grande, no mesmo local amanhã os meus amigos do grupo Chão Gaúcho animarão um grande fandango.

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Já estão sendo vendidos os ingressos para o baile do projeto Tchê Garotos Origens, que reunirá a formação original do grupo de Porto Alegre. O evento será no Clube Farrapos, dia 12 de agosto.

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Retorna ao palco, hoje, na Festa do Pinhão, meu amigo Jardel Borba, após luta contra aquela doença cretina que me nego a dizer o nome. Ele vem agora com um projeto voltado a música gospel, preservando a nossa tradição gaúcha. Saúde e sucesso, grande amigo!

Abraço e bom final de semana a todos.