segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Há 30 anos...

 Os dias hoje são outros e muito que passei na vida não guardei nada: alegria, saudosismo ou até mesmo mágoa ou rancor. Já outras coisas caminham lado a lado com a gente durante a vida inteira.

Num dia 03 de agosto como este de 1996, dia em que deixei de forma derradeira São Francisco de Paula rumando a Novo Hamburgo, que me abrigou naquele momento e por alguns anos que se seguiram.

É... são 30 anos dum dia que marcou a saída da minha terra, um dia que nem mesmo o tempo foi capaz de me deixar esquecer.

Neste período, minha relação com Novo Hamburgo foi de altos e baixos; brigas e reconciliações, idas e vindas, despedidas e recomeços. Morei também em Ivoti, e voltei; em Porto Alegre e voltei; em Sapiranga e ..., bom, essa é uma história ainda a ser escrita.

O que mudou foi eu mesmo. Por anos aqui mesmo lamentei a migração até que de um tempo para cá entendi que, na verdade, eu sigo em Novo Hamburgo ou pela volta pois é aqui que conheço por lar. Morei em São Chico do nascimento aos 9 anos de idade e estou há mais de três vezes que isso longe. Não sou o melhor dos filhos, aliás. Embora não possa ser tratado com um turista da minha própria cidade é verdade que o ritmo das minhas visitas deixam, sim, muito a desejar. E tanto por isso já não conheço mais ninguém ao cruzar a Avenida Júlio de Castilhos de ponta a ponta.

O certo é que contrário do filho pródigo que vai, mas retorna à sua casa, ainda não chegou a minha vez de voltar a São Chico. Já é preciso reconhecer, aliás, que talvez este dia nunca chegue. Logo, reconheço que preciso dar tempo ao tempo. Do destino pouco se conhece, mesmo quando buscamos dar a ele nossos próprio contornos.

Há três séculos deixei São Francisco de Paula. Sofri bastante no começo, aprendi que a vida continuava, adaptei-me e tratei de seguir em frente, aos trancos e barrancos eu segui em frente, mas com São Chico sempre no meu coração.

São Chico nunca perderá espaço no meu coração. Só que não mais a minha terra natal tem espaço neste peito velho que sempre bate aflito.

Se volto um dia ou não, reconheço que não sei. Mas ainda não chegou a hora. Ainda não chegou a hora.

Há 30 anos a minha vida mudou de rumo e o caminho certo eu ainda sigo procurando.

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Morreu Euclides Fagundes Filho, o grande Bagre Fagundes.

Seus serviços prestados à música e cultura gaúcha são eternos: é coautor dos sucessos "Canto Alegretense" e Origens, dentre outros tantos.

Um grande Colorado, certa feita entrevistado em meio a um jogo no Beira Rio - tendo como fenômeno musical à época "Morango do Nordeste", se auto classificou como o "Mogango da Fronteira". Uma figuraça que deixa todo o Rio Grande enlutado com seu passamento.

Sentimentos à família, amigos, fãs e à cultura e música gaúcha.


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Boa semana a todos.