sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Renasce o Rio Grande

Neste que deve ser o último chasque do ano, vamos falar um pouco sobre música e sobre a nossa tradição gaúcha:

RENASCE O RIO GRANDE

Em uma live, hoje às 21h, o conjunto OS SERRANOS vai lançar seu novo disco, o cd duplo chamado "Renasce o Rio Grande".

Este é o primeiro trabalho com a nova formação do grupo de Bom Jesus. De destacar, ademais, o belíssimo trabalho visual e fotográfico do encarte, realizado na minha São Francisco de Paula. 



Quanto ao repertório, por enquanto este que voz escreve conhece apenas parcialmente do mesmo, mas em se tratando de Os Serranos, será certamente um virtuoso trabalho fonográfico. 

Sucesso ao amigos.

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Lives Gaudérias

É claro que gosto não se discute, mas para este vos escreve, as melhores lives até agora foram:

- André Lucena (grupo Quero Quero);

- Grupo Quero Quero;

- Garotos de Ouro;

- Os Monarcas e Os Serranos (baile do século);

- Grupo Som do Sul.

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PRÊMIO VITOR MATEUS TEIXEIRA 2020


A Comissão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul referendou a indicação do Deputado Luiz Marenco agraciando o grande amigo, patrício, poeta, compositor, desenhista LÉO RIBEIRO DE SOUZA, com a tão honrosa comenda na categoria: VEICULO DE DIVULGAÇÃO DE ARTISTA GAÚCHO ao  BLOG DO LÉO RIBEIRO.

O Blog do Léo Ribeiro é importante, senão a principal, fonte de informação dos assuntos da nossa tradição. Inclusive é a principal deste Blog do Campeiro.

Parabéns, Léo Ribeiro. Tu és merecedor deste agraciamento.

Sucesso sempre!

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Bom final de semana a todos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

A vida é um sopro

Quando surgiu o BLOG DO CAMPEIRO há quase 13 anos, seu papel fundamental era fomentar a música e cultura gaúcha como um todo. Um espaço feito para os amantes e cultuadores da nossa tradição. Entre muitos altos e alguns baixos, creio que o propósito segue sendo alcançado a cada novo ano de história.

Eis aqui um canal que está a serviço da música gaúcha. Eu sou um amante da música gaúcha!

Aliás, eu sou um amante da boa música, independente do gênero.

Tanto por isso que lamento profundamente o falecimento, ontem, do Paulinho da banda Roupa Nova. Bahhh e da gosto de ouvir o Roupa Nova!

Roupa Nova teve algumas vezes no Teatro da Feevale, em Novo Hamburgo. Ou não fui porque não tinha grana ou porque decidi de última hora e não consegui ingresso.

Poxa, eu não vou mais poder ver o grande Roupa Nova em sua formação original. Fosse hoje, gastaria qualquer coisa para assistir um show.

Pagar ingresso de um bom show é um investimento, afinal, a música é um prazer que te trás alegria e fé.

Fé que o futuro possa te reservar coisas ainda melhores.

"Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir..." Então grita, diria o Paulinho.

Valeu Paulinho, por fazer a vida te tanta gente um pouco mais feliz, com seu timbre incomparável. Tu fará muita falta.

Minhas condolências à família do Paulinho, à família Roupa Nova e a todos fãs que tristes hoje como eu, lamentam sua precoce partida.



A vida é mesmo um sopro. 

sábado, 12 de dezembro de 2020

Tapeando o sombreiro

O maior tapeador de sombreiro da nossa música gaúcha, o maior intérprete, sem dúvida, foi José Cláudio Machado. Na sua voz ficaram eternizadas grandes clássicos (dentre outros tantos), como Milonga Abaixo de Mau Tempo, Lástima, Chasque para Dom Munhoz, Pelôs, além da música que dá título para este post. Poderia dar título para este post, também, Defumando Ausências, composição do também gigante Telmo de Lima Freitas que eu gosto muito.

Mas Tapeando o Sombreiro vem a calhar, a julgar que dias atrás Os Serranos, grupo do qual o Zé Cláudio fez parte, trouxe uma bela regravação. Se não foi uma homenagem clara, certamente soou como tal; afinal, com o disco Isto é... Os Serranos, ganharam Disco de Ouro no ano de 1987.

Esta introdução falando de Zé Cláudio é porque hoje, 12/12, já faz 9 anos do seu falecimento. 



Uma inestimável perda, sem dúvida, para a cultura gaúcha como um todo.

Já muito falei aqui sobre a importância de José Cláudio Machado.

Estará sempre na história da nossa música e do nosso Rio Grande.


Bom final de semana a todos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Começo do fim

Teve uma época em que o mês de dezembro era de retrospectiva por aqui, relembrando algumas das postagens/artigos/textos que mais marcaram, é claro, na visão quase que antidemocrática desse que vos escreve. Depois parei, pois parecia que estava apenas requentando assunto - uma falta de criatividade. Imaginem todos, portanto, se ainda o fizesse, neste ano corrente em que o desalento já vem de meses.

Ia ser só para fomentar o desespero, sejamos honestos. 

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A manifestação do Sr. Governador do Rio Grande do Sul, na justificativa do motivo pelo qual a música ao vivo está proibida - como medida de combate ao coronavirus (a saber o cidadão falou que com música as pessoas acabam falando mais alto - gritado, o que seria um propulsor da transmissão do vírus) é, no mínimo, lamentável. 

Condiciona a culpa a uma classe específica, que não merece essa pecha e é a que mais sofreu nestes últimos meses. Colegas músicos estão em tremenda dificuldade e ainda tem que ouvir uma asneira dessas.

Depois, imperioso questionar, qual a base científica para uma decisão dessas? Qual a base científica para o fechamento de praias?

Comício e junção na campanha política podia?

Não sou contra certas medidas para contenção do vírus. O que sou contra é a hipocrisia.

Hipocrisia.

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Hoje está marcado o lançamento do novo clipe de Os Serranos, da música "Tapeando o Sombreiro", regravação desta bela obra imortalizada na voz do grande José Cláudio Machado. 

A música irá compor o novo trabalho do grupo, um cd duplo chamado "Renasce o Rio Grande". A fotografia (e possivelmente a gravação das imagens) foi realizada em São Francisco de Paula.

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Minhas condolências à família de Marquinhos Negreiros, falecido ontem em razão da covid-19. Com passagem no vocal das bandas Ébanos e Baila Baila, Marquinhos atualmente comandava a banda Geração 3.

Uma lástima!

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Difícil falar e pensar em natal ou ano novo com tudo que tá acontecendo. Depois, os números não param de crescer.

Mas temos de ter esperança e otimismo, não é verdade?

Abraço e bom final de semana.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Maradona: o Deus e o homem

Não tenho o costume de falar muito de futebol por aqui. Em mais de uma década acredito que dá para contar nos dedos as vezes que assim o fiz. Mas a questão, desta vez, é deveras relevante:

Morreu o mito Diego Armando Maradona, que “com a bola foi um Deus; sem a bola, foi humano”, como muito bem definiu Paulo Roberto Falcão (outro mito, o da camisa 5 Colorada).

Acho que além das palavras de Falcão eu não preciso ir. Todos os amantes do futebol (e mesmo os que não o são) sabem quem foi e o que jogou Maradona; assim como todo mundo sabe o que ele enfrentou em sua vida de “normal”, sem a bola.

Corrijo-me, aliás, no tempo verbal: Maradona é e sempre será. Não à toa que mesmo os seus rivais mais acalorados, lamentaram sua morte (vide a homenagem do River Plate), e assim o farão por bastante tempo. A genialidade de Diego ultrapassa a fúria da realidade, afinal, Maradona é um ser superior; uma entidade. Nem todos param uma nação: pois a Argentina parou e assim permanecerá por um tempo. Seus compatriotas choram a sua morte e o mundo lamenta, afinal, quem fica não chega aos pés de quem vai. Neste mundo superficial, vai sobrando pouca coisa em que possamos nos agarrar para ter fé em seguir em frente. Mesmo no futebol.

Aproveito para parabenizar o Sport Club Internacional, pela justa homenagem ontem a noite, deixando as membranas do Beira Rio nas cores da Argentina.

Obviamente, não julguei começar o tema de hoje com tema diverso.

Meus sentimentos à família, aos amigos e ao povo argentino e aos amantes do futebol de verdade.

Vá em paz e obrigado por tudo, Maradona!




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Com esta postagem termino também novembro.

Será que o final do ano e o espírito natalino farão do final dessa porcaria de 2020 algo menos pior?

Confesso, a esperança é pequena.

Que venha dezembro!

terça-feira, 24 de novembro de 2020

O romantismo se vai aos poucos

Nunca escondi aqui que venho duma família com certa relação com a política, mais precisamente a política de São Francisco de Paula. Era um bebê ainda e tinha as atenções do meu pai divididas com uma campanha eleitoral; cresci, pois, num ambiente eleitoral e assim foi, pelo menos, até  ano de 2004. Depois foi arrefecendo, quando em 2008 eu manifestei pela última vez minhas predileções, já sem o mesmo ímpeto de antes. Nunca fui filiado a partido algum, todavia. Meu pai, há anos deixou a vida partidária e, inclusive, sequer mais vota em São Chico, e isso já faz tempo.

Perdi (ou perdemos) a embocadura de forma tamanha, que o resultado das eleições em São Chico esse ano me surpreendeu bastante. Não tanto o vencedor, mas a diferença para com o segundo colocado.

Enfim.

A realidade é que mais claro ainda eu já fui aqui, do quanto sou saudosista. Não acho que eu tenha largado a política, mas sim ela que me largou. Sei lá, mas ainda acredito num romantismo que hoje certamente já não mais existe. Do tempo que as pessoas ainda acreditavam num propósito e lutavam por uma ideologia. A meu ver, data vênia, politica e ideologia hoje em dia sequer coabitam mais.

Disse tudo isso como prelúdio para expressar aqui meu lamento pelo falecimento de Sérgio Bandoca Foscarini da Silva, o Bandoca. Vereador em São Chico por quatro oportunidades e prefeito da minha cidade entre os anos de 2001 e 2004. Não nos alinhávamos no pensamento ideológico na maioria das vezes; tampouco, admito, alguma vez fui seu eleitor. Mas reconheço que fora um homem público dedicado a sua causa, um apaixonado por São Chico de Paula, como ele mesmo se referia, e como disse em algum comentário em rede social, admirado por adversários e correligionários políticos, ao mesmo tempo, o que é para poucos, convenhamos.

A meu ver, Bandoca era um político por profissão. E extremamente competente nisso. Para ele, a política não começava às vésperas de um pleito, mas se dava a cada novo dia. Quem, afinal, podia não gostar de ser chamado de "meu negrinho" ou "minha negrinha" cada vez que era avistado por ele?

O exemplo do que vos falo está nas palavras do Dr. Décio Colla, que além de médico é um grande político da cidade, talvez o maior "rival" do Bandoca, no que tangia a projeto político:

"BANDOCA

QUANDO CHEGUEI AQUI HÁ 52 ANOS ATRÁS VOCÊ ERA UM GURI DE 17 ANOS, ESTRABULEGA, HUMILDE, ALI DO CIPÓ, FILHO DO BANDOCA DO ARMAZÉM. E JÁ PROMETIA, ERA METIDO, FALAVA GROSSO E ALTO E ESSE GURI CEDO ENTROU PARA A POLÍTICA, COM UM FORTE APELO POPUPLAR QUE O NORTEOU POR TODA SUA VIDA, SEMPRE SE LEMBRANDO DE AJUDAR O PRÓXIMO. QUE BOM QUE FOI ASSIM.
POLITICAMENTE SEMPRE FOMOS ADVERSÁRIOS, ADVERSÁRIOS MESMO, MAS SEMPRE FOMOS LEAIS E NÃO TEM COISA MAIS LINDA QUE SER LEAL, NUNCA PRECISAMOS DE SUJEIRA OU DESLEALDADES. QUANTAS VEZES PERDEMOS OU GANHAMOS SEMPRE EM JOGO LIMPO. DIFERENTE DOS TEMPOS DE HOJE QUANDO A TECNOLOGIA NA MÃO DE MAUS E O EXCESSO DEDINHEIRO EMPORCALHAM E INVERTEM RESULTADOS.
E HOJE PERDEMOS VOCÊ. NUNCA NO INÍCIO DA MINHA VIDA PÚBLICA, QUANDO AINDA BEM JOVEM E INEXPERIENTE,IMAGINEI QUE CHORARIA POR UM ADVERSÁRIO POLÍTICO, MAS HOJE CHOREI POR VOCÊ BANDOCA QUANDO RECEBI A NOTÍCIA E A FUNCIONÁRIA QUE CUIDA DA MINHA CASA GRITOU CONSTERNADA “ O TIO DÓCA? “. “TIO DÓCA” QUER DIZER O HOMEM HUMILDE DO CIPÓ, O QUE SE PREOCUPA COM OS OUTROS, O QUE PROTEGE, E AJUDA. AÍ O TEU VALOR, UM SER HUMANO E ADVERSÁRIO LEAL. É UMA PERDA MUITO GRANDE PARA TODA SÃO FRANCISCO.
TRISTE PARA NÓS,MAIS TRISTE E DOLOROSO PARA OS FAMILIARES ACOSTUMADOS COM SUA VOZ DE COMANDO QUE AGORA SILENCIA. MAS UMA COISA NOS CONFORTA, FOI RECEBIBO PELO SEU PAI E PELA SUA FILHA TÃO AMADA, CERTAMENTE DE BRAÇOS ABERTOS COM AQUELE SORRISO LINDO E DOCEQUE VAI SABER CONDUZÍ-LOEM DIREÇAO À LUZ E À
PAZ.
UM GRANDE ABRAÇO À FAMÍLIA QUE, NESTE MOMENTO DE TANTA DOR, TEVE A GRANDEZA DE DOAR OS ORGÃOS, COROANDO COM ESTE GESTO O TIPO DE VIDA E DE ENTREGA QUE ELE SEMPRE TEVE AOS SEUS SEMELHANTES."


E com estas belas palavras do Dr. Colla, reitero meus sentimentos à toda família do Bandoca, por esta triste perda.

Penso que com o falecimento do Bandoca, mais certo estou eu que o romantismo que rondava a política (a velha é claro) se vai aos poucos.

Imagino, pois, também, que no que tange a política, parece que eu segui a minha vida e ela foi ficando pelo caminho.

Em suma, preciso registrar que a realidade é de se lamentar.

O tempo passa e a vida está cada vez mais implacável.

Implacável!

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Novos dias para ser feliz

Finado o pleito eleitoral na região onde mais convivo (sinos, paranhana e hortências), lembrando que não há segundo turno em nenhuma cidade dessas, parece que o mundo vai voltando ao normal. Inclusive as notícias quanto ao aumento dos casos de covid, que já vinham transparecendo na maioria dos lugares, mas com pouca divulgação na mídia, afinal, não era esse o interesse. 

Mas, afinal, já temos prefeitos e vereadores em todas as cidades da localização acima descrita, já que não há eleitos "sob judice".

De antemão, aproveito para parabenizar todos os eleitos.

No tocante aos cargos de prefeito, a principal mudança se dá na cidade de Taquara, onde houve uma ruptura com a gestão atual e os cidadãos elegeram a Professora Sirlei, a primeira mulher a ocupar o posto de prefeita cidade. Em Três Coroas, também o atual prefeito não conquistou o eleitorado para mais um mandato.

Ademais, ou houveram reeleições ou os candidatos indicados pelas atuais gestões se sagraram vitoriosos. Isso demonstra, pois, que de regra a população tem entendido que a continuidade dos projetos tem sido o melhor caminho, o que tem certa lógica quando parece claro que mudanças abruptas sempre trazem certos problemas. Primeiro é o do tempo, já que quem entra terá de se inteirar de tudo primeiro para somente depois passar a agir. Segundo que diferenças ideológicas muitas vezes impõe a descontinuação de benfeitorias interessantes e importantes ao munícipes.

Mas, enfim, é apenas uma análise superficial deste que vos escreve.

Das cidades que mais convivo, Sapiranga, Novo Hamburgo e São Francisco de Paula, vai a minha felicitação aos eleitos, respectivamente: Carina Nath, Fátima Daudt e Marcos Aguzolli. Estendo também, aos vereadores e vereadoras.

No mais, desejo sucesso a todos os eleitos, afinal, o povo quer ser feliz!

Novos dias pela frente. Quatro anos é bastante tempo e uma cidade pode progredir ou involuir no período. Acho pouco provável a segunda afirmação, nos tempos de hoje, mas isso não significa que os prefeitos e prefeitas tenham margem de erro. Não tem!

De agora em diante é arregaçar as mangas e trabalhar. Vocês foram eleitos para isso. O povo, repiso-me, quer ser feliz.

Ser feliz!