terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Mais uma significativa perda

 Soube agora do falecimento de Gilmar Tatsch, o Tacho. Um artista dos melhores. Chargista, cartunista, caricaturista, como o próprio se descrevia. Um gênio, como eu descrevo.



Morreu em decorrência daquela doença que aqui não ousamos falar o nome. Doença desgraçada.

Não temos, nós brasileiros, o hábito de respeitar a cultuar a arte. Muito menos, por óbvio, de cultuar nossos artistas. Lembramos disso nas perdas. Sentimos depois quando não mais sorvemos do seus talentos. Feliz de nós, todavia, que a arte é eterna e atemporal.

O talento do Tacho seguirá a nossa disposição. Mas ficaremos ressentidos de novas, belas e engraçadas histórias.

Uma significativa perda o seu talento. 



Significativa perda. Uma inteligência acima do normal. 

Valeu, Tacho. Foi um prazer acompanhar e vibrar com a tua arte.

Descanse em paz, Gilmar.

Minha solidariedade com a família, amigos e a arte.

Força a todos!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Fevereiro

 Outrora, fevereiro era o mês do começo da virada de chave para a música gaúcha. Mês anterior, pela região metropolitana e serra gaúcha, ficava muito restrita aos bailes de rodeio. Fim de janeiro, com o aniversário da Sociedade Gaúcha de Lomba Grande (31/01), aos poucos voltava a movimentação musical gaudéria.

Mas se em 2020 a coisa foi descambando, 2021 segue com tudo parado.

A volta a normalidade quando ocorrerá?

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Veja-se como este espaço, ao menos no tocante aos fandangos e bailes em geral, está cada vez mais saudosista.

Fazer o quê...

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Os Mateadores mostraram ontem a nova plotagem do ônibus, carro que era do João Luiz Corrêa anteriormente.

Muito bonito:


O trabalho tem incentivo da lei Aldir Blanc.

Sucesso a Os Mateadores.

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Hoje, uma vez mais, fui encorajado a voltar aos palcos e aos fandangos.

Pois então...


Abraço e boa semana a todos.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Luz que se apaga

 Soube hoje do infortúnio ocorrido com o CTG Estância da Amizade, no bairro Cristo Rei, em São Leopoldo. Uma instituição com uma bela história em prol da cultura e da tradição gaúcha, que agora sai de cena de forma melancólica e lamentável.

Soube também a pouco que começou a demolição do galpão, decorrente da perda do imóvel em decorrência de pendências judiciais, vinculadas a patronagens anteriores. Parece que um ex-patrão teria processado a própria entidade, o que gerou uma bola de neve que culminou com encerramento melancólico do CTG.



Que lástima.

Toquei duas vezes no CTG Estância da Amizade, com o grupo Alma de Campo. Infelizmente já não tinha mais a mesma pompa de outrora, mas foram bons fandangos, com razoável público. Estava localizado numa área nobre da cidade de São Leopoldo. Chamava atenção porque tinha mezanino, creio que o único na região com essa característica.

Que lástima mesmo.

É mais uma luz que se paga. O problema é que a tradição e os tradicionalistas não estão vendo que os CTG's estão se indo aos poucos.

Mas estão se indo.

Ficarão as minhas boas lembranças do CTG Estância da Amizade. 

Bom final de semana a todos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Chasque primeiro

 Começou, enfim, a vacinação à covid-19. Um alento, obviamente, mas é apenas o começo de um longo caminho, afinal, sequer temos condições estruturais e técnicas neste momento, para vacinar grande parte da nossa população.

Mas ter dado o pontapé inicial já foi um grande feito.

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Um janeiro chatinho este. Ainda sequer estive em São Chico este ano ainda. Todas as vezes que me programei, fui traído pela má vontade (ou a falta de compromisso) de terceiros e fiquei na mão.

Eu gosto de estar na minha terra. Tanto por isso que eu não me animo a ter casa na praia, afinal, São Chico me atrai mais.

Quem sabe se eu voltar a morar em São Chico, e a possibilidade não é descartável, a praia possa virar o meu refúgio predileto.

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Bahhh apavorante a chuvarada em Santa Catarina. Minha solidariedade ao povo catarinense, afinal, temos uma relação de irmandade com todo povo do belo estado vizinho.

Dá uma aliviada São Pedro, por favor.

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Pior é que projeções dão conta de bastante chuva por lá e também no Rio Grande.

Que errem mais desta vez, ao menos pra lá.


Boa semana a todos.

sábado, 23 de janeiro de 2021

Festa da Várzea

 Não fosse a pandemia, fatalmente estaríamos aqui falando da edição 2021 da mais tradicional festa de padroeiro que temos em São Chico, a Festa da Várzea, localidade que fica às margens da RS 474 (Rota do Sol), no entroncamento com o caminho a Bom Jesus.

Hoje a tarde teríamos o já tradicional torneio de de futebol, com mais um show de gols do Zé Fogaça.

A noite, salvo engano, seria o Grupo Musical Cordiona que estava acertado para tocar o baile.

Como também a domingueira, amanhã.

Mas não temos este ano a Festa da Várzea. Tampouco os bailes por aqui tem data para um possível retorno.

Fazer o que...

Mas a verdade é que começar um ano sem a Festa da Várzea parece que é não começar por completo.

A vida é dessas, quase nunca acontece como a gente quer.

Bom final de semana a todos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Tempos de cólera

 Temos vivido tempos estranhos. Tempos de cólera, pelo menos nas redes sociais. Por ora. Pessoas tomadas por uma bebedeira moral preferem não querer enxergar coisas claras, que fatalmente estão prejudicando a vida de toda a sociedade brasileira.

Não serei específico, afinal este espaço não perdurou tanto tempo movido pela paixão, e sim pela razão.

Mas vamos alguns detalhes que dizem respeito diretamente com o dia a dia das pessoas:

Não demorou muito após o anúncio de novo aumento da gasolina nas refinarias, o preço na bomba já havia subido R$ 0,20. Já estamos pagando quase R$ 5 num litro de combustível (falo de região metropolitana e não do interior) e todo mundo acha normal?

Tá sobrando, será?

O preço do óleo de soja, principal "combustível" para a confecção de comida, está na média R$ 8. Isso que o Brasil tem plantação de soja em abundância. O arroz também está caro.

Tá sobrando, será?

Boatos de que o botijão de gás vai ultrapassar R$ 100 em breve.

Aí o auxílio governamental (pra quem vem recebendo) quase não sobra.

Dias atrás o pedreiro que fez alguns serviços pra este que vos escreve referiu que sua conta de luz passou dos R$ 600,00. Questionei se usava muito ar condicionado, respondeu que tem um só aparelho e que este está estragado. Ou seja, como deu tudo isso se não há fuga de energia?

Em suma, a cólera, daqui a pouco, vai acabar ganhando as ruas.

E o que será do Brasil, afinal, convenhamos, não tá sobrando né?

Boa semana a todos. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Será mesmo?

 Alguns grupos já estão anunciando agenda (inclusive para a Semana Farroupilha) de fandangos agora para 2021, mas, a pergunta que não quer calar: voltarão os bailes?

O certo é que é improvável que a música deixe de ser considerada a culpada de tudo que está acontecendo. Obviamente, estou exagerando. Mas que parece, isso parece.

Restaurantes e baladas estão funcionando a pleno, mas o problema é música ao vivo e povo dançando. Será mesmo?

Praias famosas de Santa Catarina fazendo "rave" de 12 horas à beira do mar, muita aglomeração e pegação, mas o problema é música ao vivo e povo dançando. Será mesmo?

Hipocrisia multiplicada por muito, mas o problema é música ao vivo e povo dançando. Será mesmo?

Será mesmo?

Que os músicos poderão efetivamente voltar a trabalhar?

Será mesmo?

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O ano começou com uma mudança importante entre os grupos de música gaúcha. O gaiteiro Paulo Sérgio, conhecido no meio como Maizena, deixou o Garotos de Ouro e foi para o grupo Portal Gaúcho, que já abriga ex integrantes do grupo originalmente de Cruz Alta.

Até o presente momento, os Garotos de Ouro, liderados hoje por Airton Machado, ainda não apresentaram o novo gaiteiro.

Sucesso a todos.

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Por falar em gateiro, o grande grupo Minuano, de Campo Mourão, anunciou esta semana a chegada de novos acordeonistas. Agora, o grupo conta com o talento de Marcos e Marcelo, os Gêmeos da Gaita.

Isso mesmo, não se confunda. Grupo Minuano volta a ter dois gaiteiros e eles são irmãos gêmeos.

Na mesma oportunidade, também apresentou o novo guitarrista, André Padilha.

Sucesso também. 

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Pra quem não teve oportunidade de ouvir o novo trabalho do grupo os Serranos, denominado 'Renasce o Rio Grande', vá no youtube e aproveite. Destaque, bem bairrista mesmo, para as regravações de músicas do grande Gonzaga dos Reis: o xote "Manotaço" e o contrapasso "Quem vem lá da minha terra" (esta em parceria com o também gigante Léo Ribeiro).

O belíssimo trabalho tem produção do meu amigo William Hengen, que também comanda as gaitas do grupo.


Bom final de semana a todos