sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Chegou a hora!

Da maior festa da democracia. É através do poder do voto, caros cidadãos, que cada um de vocês manifesta a sua vontade e elege aqueles que irão lhe representar para fazer tudo aquilo que a sua cidade precisa, para buscar o desenvolvimento da sociedade e para que vocês possam ser felizes onde moram.

Chegou a hora de ser feliz!

Durante 45 dias muitos bateram a sua porta, quer pessoalmente (embora não recomendado) ou através das suas redes sociais, apresentaram propostas e programas de governo, tudo como escopo de um novo tempo para o seu município.`

É na cidade que tudo acontece. Costumo falar abertamente que uma proposta de reforma tribuária verdadeira passa, a rigor, pela inversão da pirâmide, restando aos municípios a maior parte do bolo. Sabe porquê? Pois a prefeitura na maioria das vezes faz por você meu senhor e também a você minha senhora, coisas que sequer a lei lhe exige. E faz isso para o bem estar do seu povo. 

Diante dessa realidade, pense na responsabilidade que é depositar o seu voto em alguém. Não devemos votar no amigo ou na indicação, mas sim naqueles que efetivamente demonstram respeito para com você. Para com aquilo que a cidade precisa e, principalmente, para com o respeito a coisa pública e ao cargo que almeja.

Chegou a hora de mudar a sua vida!

Sim, pois é através do seu voto que melhoramos a qualidade dos nossos políticos e, com isso, melhoramos nossas ruas, praças, postos de saúde, escolas e tudo mais. Veja só, portanto, a importância do seu voto. 

A importância do seu voto.

Se a eleição é a festa da democracia, não tenha dúvida que você é convidado de honra.

Chegou a hora minha gente. De ser feliz!

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Chasque pré eleições

O processo desta vez está sendo diferente (ou deveria, ao menos) quer por causa da capacidade financeira diminuída dos candidatos e partidos, mas, principalmente, devido à pandemia que proibiu determinadas ações até então tradicionais. Não credito a essa proibição, todavia, a ausência de comícios, pois, esse passou a ser um evento cada vez mais restrito com o passar dos anos. O que é uma pena. Tantos bons comícios tive o privilégio de assistir.

Faltam, enfim, 5 dias para as eleições. 

É o momento de buscar os últimos votos. É o momento derradeiro, também, para convencer os eleitores da importância de votar, afinal, a pandemia irá afastar muitas pessoas das suas seções eleitorais.

Boa sorte a todos. Mas, lembrem-se: não serão 5 dias apenas que suprirão uma campanha até então vazia.

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Tenho uma relação aproximada com algumas cidades, por razões diversas. No domingo, dia 15, logo, estarei acompanhando os resultados atentamente. Torcendo para o melhor de cada uma delas.

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Também tenho alguns amigos e clientes candidatos. Partidos e ideologias diversas. Também desejo sorte a todos. No jogo democrático, a pluralidade de ideias também é muito pertinente quando há uma tentativa de se criar maioria burra.

Oposição é saudável pois não deixa a zona de conforto ganhar asas.

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Mantenho minha posição absolutamente contrária à reeleição. 

Boa reta final de campanha a todos. E acima de tudo, paz!

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

O vento e o tempo

Há três dias que já venta, afinal, finados sem vento não é finados. Já abordei o assunto por aqui mais de uma vez. Sequer vou adentrar no mérito da importância da data, afinal, não é feriado por acaso. Quanto a questão do vento, não sei se há uma mística em torno do tema, se os mortos transitam mesmo por aqui por estes dias, mas, na dúvida, assista ao filme de animação chamado "Viva - a vida é uma festa". Além de restar nele uma excelente lição de vida (e da morte), serve para criar uma ideia (em perspectiva) de como poderia ser a questão (afinal, vivemos muito mais em dúvida que na certeza), além de ser um excelente filme como um todo.

E se a vida é uma festa, aproveite isso e viva a sua bem, respeitando quem já foi. Dúvida não há, todavia, que vivemos aqui é de passagem.

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E é esse contexto do tempo, que quis abordar também. Até para não tornar o tema do vendo de finados piegas, requentando a cada ano por aqui.

Dei-me conta, felizmente sozinho, que as complicações da minha vida na grande maioria do tempo são patrocinadas por mim mesmo. 

Por exemplo, na última década criei uma mística acerca da virada do ano. Tinha que ser daquele jeito e ponto final. Uma bobagem. Pouco importa onde vou estar, e sim o que farei para que o ano vindouro passa ser efetivamente melhor e mais produtivo que o anterior. Não é muito diferente disso, afinal. Então, acho que esse ano sequer vou cogitar repetir os anteriores. Sei que é cedo para discutir isso e até parece que já quero o final do ano 60 dias antes, mas eu sou uma pessoa difícil - admito; tenho lá meus ranços e minhas convicções (muitas tolas - também admito). Assim, melhor eu mesmo ir me preparando com antecedência, até para eu mesmo não cair na contradição de fazer a mesma coisa de sempre, esperando resultados diferentes para o futuro.

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O tempo, convenhamos é implacável. Meu filho, o Bernardo, já não fala mais "ombinus" ao invés de ônibus, afora outra tantas palavras que eram diferentes e soavam tão 'bonitinho'. Ele vem crescendo e compreendendo o mundo muitas vezes sozinho, já que praticamente não teve escola neste ano.

E eu como pai, as vezes, mal consigo enxergar que não vai muito ele já terá ainda mais vontades e eu não criei um tempo para ver, justamente, este tempo passar. Redundante, assim como é a vida.

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Perdi momentos únicos de vida ao só com o passar do 'tempo', entender que eu sou advogado e vivo disso, mas não posso viver para isso. Quantas férias eu abri mão? Ou quantas vezes fui correndo para algum lugar, só que com a cabeça aqui, imaginando como estariam meus clientes e o que eles pensariam caso precisasse e eu estivesse fora "passeando".

Cara... como realmente eu sou um tolo.

Menos mal que, enfim, eu me dei conta disso.

Preciso me dar conta que a vida eu preciso viver de forma mais leve e que as coisas vão acabar acontecendo se for este o destino.

Preciso sentir o vento bater na minha cara. Preciso entender que o tempo não volta e cada parte dele que eu perco foi um período precioso que ficou para trás.

O vento e o tempo. Tão parecidos, afinal. 

Boa semana a todos.  

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Chasque do fim de outubro

O ensaio à volta dos fandangos (e eventos em geral) tem coincidido, infelizmente, com o aumento gradual no número de casos de covid. Obviamente, que a culpa não é dos bailes, tampouco dos conjuntos, (nem voltou mesmo efetivamente, vamos combinar) mas na prática parece que é. Claro que a questão tem a ver com aglomerações e tal, mas o brasileiro nunca foi padrão algum para cumprimento de nada. Conheço pessoas que tem comércio e nunca usaram máscara, nunca fecharam seus estabelecimentos e por aí vai. Enfim.

Duvido que o impacto das aglomerações vinculados às eleições seja menos pernicioso que os eventos.

Mas é uma matéria espinhosa, admito, que pelo visto tem motivado paixões para este ou aquele lado.

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Chegamos ao fim do mês de outubro com o ano claramente se arrastando para que chegue ao final. Muito mais pela ideia lúdica que no natal a coisa vai estar melhor do que por perspectiva real de que dias melhores virão.  

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Vêm um feriadão por aí, com finados na segunda feira, e a promessa é de litoral lotado. Felizmente não com a minha presença. Não devo aliás, sequer sair de casa algum desses próximos dias.

Coisa minha, é preciso dizer. Cada pessoa sabe que cabe e importa a si.

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Sinceramente?

As eleições já podiam ser domingo agora. Ninguém (ou quase) tá nem aí para política e para o que vai mudar ou não na próxima eleição (ou a partir do resultado dela).

Simples assim.


Bom final de semana a todos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Mais de eleição

De quando em vez tenho ido a São Chico, muito em função da questão profissional e pouco para aproveitar os benefícios e encantos da minha cidade natal. Dias atrás, inclusive, falei que o destino reservava para lá o mesmo que temos visto em todos os lugares: o velho sendo desmanchado para dar lugar ao novo, não necessariamente melhor e quase sempre mais feio. O preço dos novos tempos, talvez. Mas, um preço caro, convenhamos. Veja-se que desta vez excepcionalmente entrei num supermercado, quando na maioria das vezes fico o máximo por casa que posso. A cidade ganha novos contornos e também resguarda velhos problemas, alguns crônicos.

Ou seja, passam os governos e os problemas persistem. 

No caso de São Chico, muito disso decorre da falta de arrecadação suficiente para administrar um dos maiores municípios em extensão territorial. Só que, em grande parte, o que falta é vontade mesmo. Enfim, não culpo esse ou aquele. O que quero é que a cidade evolua, independente de nome ou partido.

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O mesmo vale para Sapiranga onde vivo; o mesmo vale para Novo Hamburgo onde passo grande parte dos meus dias.

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É claro que a campanha eleitoral está comedida em função da pandemia. Mas a verdade é que a população, como um todo, também está muito incrédula. Mudam-se as caras, a forma de argumentar, mas se apresenta a rigor um mais do mesmo.

Por isso que concordo com quem diz que os candidatos, antes de tudo, tem que convencer o eleitor a ir votar, antes mesmo de depositar o voto neles. Tendência é de abstenção recorde.

E você, vai votar?

Sei que já prometi aqui não falar mais de política. Tenho evitado o assunto, ainda que não sou cego para sua importância. É algo que impacta muito, afinal, quatro anos custam muito a passar quando uma gestão é ineficaz.

Boa semana a todos. 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Voltarão os fandangos(?)

A perspectiva nunca foi muito animadora, convenhamos. Mesmo os músicos e empresários do entretenimento já estavam jogando a toalha, imaginando que em 2020 não subiriam mais ao palco (ao menos no jeito mais tradicional). Uma realidade preocupante, de se admitir, afinal, muitos grupos e bandas podem deixar até mesmo de existir, já que o mercado já não estava bom antes e dificilmente se recupera antes de 2022. É isso mesmo. E se der tudo certo, ainda.

Aí o Paraná liberou a volta de eventos e casas de espetáculo. Não sei se no estado inteiro, mas já teve baile gaudério por lá, pelo que soube.

Agora, a questão chegou no Rio Grande.

Ontem, a Prefeitura de Porto Alegre autorizou a reabertura de CTG's para a realização de eventos. Também os demais locais do gênero, preciso pontuar. Por enquanto, limitado a lotação de 100 pessoas sentadas, o que sugere restar proibido dançar.

Tanto por isso a interrogação no título, afinal, fandango mesmo tem povo dançando.

Mas (e eles são a maioria na vida), já é um grande avanço, convenhamos.

Denota-se que em alguns lugares do interior parece que não foi determinada a limitação de público e proibição da dança. Em Sapiranga, por exemplo, onde resido atualmente, o maior clube (privado) da cidade, anuncia retomada dos eventos para a próxima sexta-feira (23), sem que para tanto anuncie limitação de capacidade ou mesmo proibição de dança.

A ver. No meu caso ficar sabendo, já que nunca fui no local - em razão do perfil de música que toca lá, para esclarecer. A verdade que para me tirar de casa, praticamente só música gaúcha mesmo. Se isso é bom ou ruim, não sei. Mas tem sido a minha realidade nos últimos anos.

Enfim.

É um começo. Vamos torcer para que aqueles que dizem (desde o início) que ficar confinado em casa não resolve o problema do vírus tenham do razão. Do contrário, os bailes, fandangos, festas e etc., serão eternos vilões.

Sucesso aos colegas músicos nessa retomada.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Diminuir é crescer

Certa feita, quando ainda era funcionário público (sim, eu fui funcionário público por quase uma década), um diretor da época dizia que não era papel do poder publico acumular patrimônio e que a política administrativa pública deveria privilegiar uma ideia mínima de bens imóveis, focando e canalizando recursos na prestação do serviço público a que se destinava a repartição/ente.

Na oportunidade confesso que eu achei que a história era meio sem nexo, pois a política de pagamento de aluguéis também não era uma ideia lá muito vantajosa. Lembrava, por exemplo, da prefeitura de Novo Hamburgo quando o meu pai passou a lá trabalhar que, por incapacidade física do então prédio principal da mesma, locava diversos prédios nas quadras do entorno para poder alocar todos os serviços; situação esta que restara suprimida com a inauguração do novo centro administrativo da cidade onde se concentraram todas as secretarias.

Hoje, todavia, percebo um pouco o entendimento do referido diretor.

Não vai muito, li uma notícia acerca de leilão de imóveis dos Correios, em algumas cidades do Rio Grande do Sul, com destaque para um na Capital, um terreno com 51 mil m² e um prédio do tempo do "epa" construído em meio a um descampado: sim, no meio praticamente do nada. Inclusive ruas foram feitas e asfaltadas só para chegar nele. Incrível!

Qual a lógica, afinal, de ser dono de um imóvel com estas características?

Recordo-me, ademais, do prédio do IPE (Instituto de Previdência do RS) em Novo Hamburgo. Não é no centro nem centralizado, mas também não é tão ruim de chegar. Só que parou no tempo, ficou velho e obsoleto. Aí o IPE alugou um local mais adequada, novo e reformado, e o prédio velho tá lá, uma tapera abandonada. Qual o sentido disso, afinal?

Ademais, repartições públicas nunca foram bem planejadas, parecendo um sequencia de "puxadinhos" internos. 

Os tempos hoje são outros. É preciso se adequar a realidade e parar de colocar dinheiro fora. Onde eu trabalhei, numa das cidades que estive lotado, se usavam salas próprias (eram duas) e por vontade política do então gestor local se adquiriu um novo imóvel. Até hoje (quase uma década), pelo que sei, todas as reformas necessárias não foram realizadas no imóvel atual, de modo que parte dele se encontra inutilizado. As salas anteriores, por sua vez, seguem ociosas porque todas as tentativas de leilão ou mesmo de venda direta foram fracassadas. Ou seja, um retumbante prejuízo.

É preciso gerir a coisa pública de forma mais séria, convenhamos. O dinheiro público, embora pareça uma fonte inesgotável de recurso, tem na sua origem o bolso suado de trabalhadores, pessoas que muitas vezes não tem nem um imóvel para chamar de seu.

Enfim, as vésperas de mais uma eleição, certamente meu voto será depositado (se eu realmente o praticar) naquele que, além de todas as demais premissas básicas, tocar no assunto da reforma administrativa, na política de enxugamento da máquina pública, na readequação do patrimônio para com a realidade atual. Ora, hoje em dia, quase tudo pode ser resolvido pela internet. Passou da hora de ir enxugando o tamanho da coisa.

Ou seja, diminuir é preciso. Para otimizar e crescer.